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    Parente próximo dos macacos, chateia-me que haja quem os tenha na cabeça. Pretendo formar-me em filosofia, música, biologia, matemática e cinema mas, provavelmente, só o farei em 2197.

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Sobre a Moral

Um dos argumentos mais utilizados pelos crentes na defesa da utilidade religiosa é o argumento da necessidade do moralismo religioso como sustento de uma sociedade moral. Segundo este princípio, o moralismo religioso é indispensável ao funcionamento da sociedade, através da divulgação de valores de justiça e de regras de boa conduta.

Contudo, este princípio não tem qualquer fundamento. Os sistemas religiosos são sistemas fechados, relutantes à influência externa e só assimilam novos valores exteriores quando lhes é conveniente, através de um simples processo de sobrevivência ou, como quase sempre acontece, tardiamente, quando já toda a sociedade assimilou as alterações em causa.

Por serem sistemas fechados e, consequentemente, as normas morais demorarem muito tempo a sofrerem adaptações, as religiões permanecem praticamente imutáveis aos olhos de qualquer geração e as alterações só se conseguem vislumbrar, muitas vezes, numa perspectiva histórica.

Assim, como se explicaria, baseando-nos no princípio exposto no primeiro parágrafo, que os valores morais de uma religião sofram dessa imutabilidade enquanto as sociedades, com o seu dinamismo independente da religião, alterem consideravelmente os seus valores em processos que muitas vezes duram escassos anos?

Se o princípio da moral religiosa fosse válido viveríamos ainda sob a moralidade medieval, uma vez que os princípios morais religiosos dessa era ainda vigoram na sua maior parte; nos casos em que isso não acontece, a religião foi sempre a reboque das alterações impostas pela dinâmica da sociedade.

Não existem razões de facto para sustentar a superioridade de qualquer moral religiosa. A moral é fruto desse enorme empreendimento que é – e continuará a ser – a adaptação do ser humano ao mundo que o rodeia, procurando equilíbrios de justiça na busca da felicidade individual e colectiva.

(Diário Ateísta / Penso, logo, sou ateu)

33 anos

25 de Abril - Cartaz alusivoEntre muitas coisas boas e alguns sobressaltos, é hoje inegável a importância do 25 de Abril de 1974.

Ter medo de falar é uma sensação que, felizmente, só a consigo definir no abstracto, uma vez que as memórias de criança não me deixaram esse azedo gravado na minha personalidade.

O prazer de usufruir do direito de falar não me permite sequer equacionar outra realidade que não aquela em que vivemos hoje em Portugal. Sou livre de dizer o que penso e penso livremente sobre o que os outros dizem.

Que nunca nos esqueçamos que houveram tempos em que tal não era possível…

Descoberto Primeiro Planeta Extra-Solar de Tipo Terrestre

Chama-se “Gliese 581 c” (é, portanto, o terceiro planeta a ser descoberto em órbita da estrela Gliese 581), está apenas a 20 anos-luz e da equipa que o descobriu faz parte um português. A notícia completa pode ser lida aqui.

http://www.eso.org/outreach/press-rel/pr-2007/video/vid-22-07.mov

Uma Religião a Considerar

Qual será a melhor maneira de provar que a religião é, de facto, um fenómeno irracional, de controle de massas e de lavagem cerebral? Esta é uma pergunta para a qual tenho chegado a uma resposta possível: criar uma religião, alimentá-la com dogmas e fantasias, promover a sua divulgação, coleccionar seguidores e, passado algum tempo, denunciar o embuste!

Dará trabalho, mas é capaz de ser uma experiência interessante.

Aceitam-se sugestões para a denominação, dogmas, métodos para angariar seguidores e possíveis locais para onde fugir após a denuncia. Obrigado.

Dia Nacional da Ilusão

Bush - a orar ou apenas de ressaca?O presidente dos Estados Unidos e beatíssimo George W. Bush decidiu criar o Dia Nacional da Oração nos Estados Unidos da América. Será celebrado a 3 de Maio e é um convite a todos os cidadãos norte-americanos para agradecerem a deus - seja ele quem for - pela sua protecção, conforto e guidance (que eu não me atrevo a traduzir)!

No apelo do beato - perdão, do presidente - fica patente o convite a TODOS os norte-americanos, não ficando claro como deverão proceder ateus, agnósticos e outros não religiosos.

Não deixa de ser curiosa a criação de um dia dedicado à oração, essa arte fantástica de pedir (e venerar) em vão a um ser imaginário, na tentativa de obter através do pai, do filho ou do espírito santo (outra!) - ou dos três em simultâneo, porque parece que são um só - aquilo que se quer da vida, tanto da própria como da dos outros!

Como diz o Ricardo Alves no Diário Ateísta “Há gente mesmo muito estranha neste planeta”!

Era uma vez o Limbo…

Mas já não é! De acordo com centenas de anos de doutrina e dogma católicos, o limbo era o local medonho onde ficavam todas as criancinhas que morressem sem ser baptizadas. E digo era porque o Vaticano decretou o seu fim! E, pronto.

Assim, por decreto, o mundo onde vivemos passou a ser completamente diferente, a realidade foi alterada e as crianças passaram a viver num mundo muito melhor e mais justo.

Eu desconfio que o Al Gore está metido nisto; o limbo não ia desaparecer assim, sem mais nem menos! Ninguém me convence que não se trata já de uma consequência da subida das águas do mar devido ao aquecimento global. Se for, impõe-se a pergunta: o que virá a seguir? O Purgatório?

Este caso demonstra bem a leviandade das decisões religiosas. No Vaticano, a realidade decide-se, não se prova. Mais grave do que isso é que quem decide, fá-lo apenas com a autoridade do poder e nunca com a autoridade da prova ou do conhecimento. Que isto não seja óbvio para todos é um mistério, quiçá, maior que alguns milagres!

Lá se foi o limbo… Puf! Coitado…

(Diário Ateísta / Penso, logo, sou ateu)

George Carlin: Religião e porque deus não é mulher

WPvideo 1.10

George Carlin on religion
06:57
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Ateísmo na Net

Há duas regras que eu gostaria de conseguir cumprir com este blog:

1ª - Não abusar da colocação de conteúdos que não sejam de minha autoria, como vídeos ou transcrições de textos de outros autores
2ª - Conseguir dar um panorama de artigos interessantes sobre ateísmo na web e em particular na blogosfera

Assim, decidi fixar o domingo como o único dia em que me vou autorizar a colocar vídeos aqui no “Penso, logo, sou ateu”. Os sábados ficarão reservados para a colocação de referências a artigos exteriores que mereçam destaque, quer de autores nacionais, quer de autores estrangeiros.

E porque hoje é sábado, aqui ficam as referências da semana:

Santo Subito, Pugnacitas - Excelente texto irónico de Catellius sobre a canonização de João Paulo II

Uma tacada forte em mentiras convenientes, De Rerum Natura - Jorge Buescu contesta alguns dos principais argumentos de Al Gore sobre o aquecimento global

Moderate Religion: Culpability and Possibility, Atheist Revolution - VJack sobre a responsabilidade da religião moderado na escalada do fundamentalismo religioso

Dinesh D’Souza is a contemptible ghoul, Pharyngula - PZ Meyers responde aos ridículos argumentos de Dinesh D’Souza sobre a ausência de ateus nos serviços fúnebres das vítimas dos atentados no campus universitário de Virginia Tech

Famílias e outras palavras começadas por “F”

Ainda recentemente abordei aqui a questão da capitalização ou não da palavra “deus”. Pelos vistos, a questão da capitalização de palavras assume uma relevância maior quando se trata de mandar areia para os olhos dos potenciais clientes sociais.

O exército dos EUA decidiu que, devido à importância que as famílias dos militares têm nos esforço de guerra, a palavra “Famílias” passará a ser escrita sempre com maiúscula em toda a correspondência do exército! Já estou a imaginar que as familias dos militares ficaram todas muito mais descansadas e tranquilas.

Pura propaganda, claro, esta decisão de querer dar importância às famílias através da capitalização da palavra que se lhes refere. Claro está que já há quem exija que outras palavras começadas por “F” também sejam capitalizadas, nomeadamente algumas que contribuem para a manutenção da espécie. Por outro lado, no sentido inverso há quem sugira que se deixe de capitalizar nomes como “bush” ou “cheney”!

Em Portugal poderia optar-se por nunca mais capitalizar a palavra “engenheiro”.

A Circuncisão de Misha

Ritual de Circuncisão JudaicaO caso de Misha relembrou-me um assunto que há muito tempo queria abordar aqui no blog.

Misha é um adolescente de doze anos em plena puberdade. O seu pai decidiu converter-se ao Judaísmo e arrastar a sua família com ele. Os líderes religiosos da comunidade judaica onde a família se inserirá recomendaram ao pai de Misha que o adolescente fosse circuncidado para facilitar o processo de inserção da família na comunidade. O pai de Misha aquiesceu ao pedido e agora pretende proceder à circuncisão do filho contra a vontade deste e da própria mãe!

Com a chegada do caso aos tribunais os veredictos nas diversas instâncias têm sido surpreendentes: os juízes têm afirmado que a capacidade de decidir sobre uma circuncisão, mesmo por outras razões que não as clínicas, estão “dentro dos direitos de custódia parental”! O caso vai agora seguir para o Supremo Tribunal do estado do Oregon.

A circuncisão é um ritual bárbaro, com origens tenebrosas, de mutilação do pénis por razões meramente religiosas. O acto da circuncisão, quando imposta a menores, não passa de abuso infantil. Quisesse o pai cortar a ponta de um dedo ou uma orelha a Misha e os tribunais já questionavam a sua capacidade de exercer a custódia parental. Mas, ao abrigo das mais macabras tradições religiosas, o tribunal dá cobertura à decisão do pai e permite que Misha venha a ser mutilado contra a sua própria vontade.

Sobre circuncisão:

  • Doctors Opposing Circumcision
  • Medical Fraud and the Criminal Assault of Boys
  • Circumcision Information and Resource Pages

(Diário Ateísta / Penso, logo, sou ateu)