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    Parente próximo dos macacos, chateia-me que haja quem os tenha na cabeça. Pretendo formar-me em filosofia, música, biologia, matemática e cinema mas, provavelmente, só o farei em 2197.

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Pandora: a caixa fechou-se

A internet já não é o que era! Pandora era a minha rádio preferida online… até ontem! Há 2 ou 3 dias recebi um email da Pandora a informar-me que pela lei dos EUA não estavam autorizados a transmitir os seus conteúdos online para IP’s que não fossem dos EUA, logo, eu deixaria de ter acesso à Pandora. Agora, sempre que tento aceder à Pandora vou automaticamente para esta página.

Alguém me pode sugerir outras alternativas ou, em último caso, um daqueles utilitários que “mascara” o endereço IP?

Entretanto, vou retirar os links para as minhas rádios Pandora da barra lateral.

O Dia do Ateísmo

Ao analisar as estatísticas do blog, apercebi-me que chega muito tráfego através de motores de busca como o Google e o Sapo. Curiosamente, as frases e expressões mais procuradas que resultam em visitas não têm nada a ver com o tema principal deste blog.

Pensar-se-ia que palavras e expressões como “ateísmo”, “blog ateu” ou “religião” fossem as que trouxessem mais tráfego a partir dos motores de busca mas, de facto, não é assim. “Feriados” e “Nacionais”, em conjunto ou em separado, estão no topo dos acessos a partir de motores de busca! Tudo isto por causa deste artigo.

Esta curiosidade levou-me a questionar se alguém tem conhecimento de alguma celebração oficial do ateísmo. Afinal, existem dias mundiais e dias internacionais de tanta coisa, por que não do ateísmo? Se é óbvio que isto não tem qualquer importância também é óbvio que não causaria nenhum mal a criação do Dia Nacional (ou Internacional) do Ateísmo. Com tantos feriados religiosos a poluírem o calendário de um país laico, eu já me satisfaria com um só dia dedicado ao ateísmo.

A Poupança

Carmona RodriguesNão se demitiu! Acabou de poupar aos portugueses uns milhões de euros em propaganda e umas semanas de poluição e ruído nos media. Pela minha parte, fiquei satisfeito.

O Marques Mendes que se cuide. Esqueceu-se do significado de independente e, mais uma vez, saiu-lhe o tiro pela culatra.

Educação Ateia

Educação religiosa ou educação ateía?No meu artigo de ontem, o comentador de nome Lucas perguntava-me se eu educo as minhas filhas para serem ateias. É, sem dúvida, uma questão interessante que merece uma resposta mais elaborada do que a que dei na caixa de comentários.

Certamente, não é fácil concentrar numa só palavra os objectivos de qualquer pai (ou mãe) para os seus filhos. No entanto, eu arriscaria dizer que o principal objectivo que eu tenho para as minhas filhas é que elas sejam felizes. De que maneira? Isso terão que ser elas a descobrir e a escolher, competindo-me e à mãe mostrar-lhes os caminhos e as alternativas para atingirem esse tal patamar de felicidade.

A forma como esses caminhos e alternativas são apresentados é que é importante. É óbvio que as personalidades - tanto a minha como a da mãe - desempenharão um papel importante na apresentação desses caminhos. Eu considero que é fundamental que elas desenvolvam um espírito crítico e que pensem pela sua própria cabeça, que obtenham o máximo de informação e tirem as suas próprias conclusões sobre as mais diversas matérias. Se isso é dar uma educação ateia, então, seja.

O Lucas questiona-se, também, sobre como será dar uma educação fora dos moldes tradicionais do cristianismo. Não entendo a questão do Lucas; bastaria olhar para quase todo o mundo não ocidental para poder obter a resposta a essa questão. Naturalmente que as crianças filhas de pais não cristãos também são educadas.

Como o Lucas refere, não vejo nenhum paralelismo entre educação religiosa e moral. Ou, dito de outra forma, não encontro à minha volta nenhuma evidência de que uma educação baseada em princípios religiosos resulte com maior frequência em pessoas de bem ou em maior civismo.

Em jeito de conclusão, diria que tento educar as minhas filhas para poderem vir a desempenhar a sua cidadania com tranquilidade, sendo muito felizes nesse processo e contribuindo para a felicidade dos que as rodeiem. Que elas atinjam esse objectivo enquanto ateias, cristãs, góticas, muçulmanas, agnósticas ou panteístas não me interessa. Mas, penso que como ateias seria mais fácil e coerente!

Os Gideões

Não sei quem são, mas tiveram o descaramento de andar a distribuir propaganda religiosa à porta da escola da minha filha. Já enviei um email para a escola a pedir esclarecimentos. Fica aqui a transcrição:

Exmos. Senhores,

Sou pai e encarregado de educação de uma aluna da E.S. Dona Luísa de Gusmão.
Hoje, 2 de Maio de 2007, a minha filha e educanda chegou a casa com uma publicação com o título “Novo Testamento, Salmos, Provérbios” que lhe terá sido distribuída à porta da escola quando terminou as aulas. Esta publicação religiosa é publicada e, aparentemente, distribuída por uma organização denominada “Os Gideões Internacionais”.
Gostaria que me esclarecessem os seguintes pontos:
1 - Este actividade de descarado proselitismo foi autorizada pela escola?
2 - A escola teve conhecimento desta acção?
3 - Não tendo sido autorizada pela escola e tendo a escola tido conhecimento tomou alguma atitude para suspender esta acção?
4 - Não tendo dado autorização nem tido conhecimento em tempo útil o que poderá a escola fazer no futuro para evitar semelhantes situações no futuro? É intenção da escola protestar junto da supra-citada organização?

Certos de que compreenderão a minha preocupação fico a aguardar uma resposta.

Com os melhores cumprimentos,

Helder Sanches

Richard Dawkins

Richard DawkinsJá fiz aqui no blog diversas referências a Richard Dawkins. Este vídeo, gravado nas sessões TED em Abril de 2002, resume magnificamente a sua posição enquanto cientista, evolucionista e ateu.

Já agora, estão disponíveis no mesmo site muitos outros vídeos interessantíssimos sobre diversos temas. O link foi adicionado na barra lateral.

Números do Ateísmo

Top 50 dos paí­ses não crentesNeste estudo internacional sobre a percentagem de crentes e não crentes em cada país, Portugal encontra-se num assustador 43º lugar, com números muito semelhantes aos Estados Unidos e atrás de todos os seus parceiros europeus.

Mais importante do que entender as causas para tais resultados - embora também seja importante - é ganharmos consciência de que vivemos num dos países mais conservadores da Europa no que respeita à importância do papel que a religião desempenha na nossa sociedade. É por isso urgente provocar e espicaçar a sociedade de modo a contribuir para a alteração desta realidade.

Embora eu não seja um defensor da “evangelização ateísta”, a desmistificação da fé através da promoção da ciência e da divulgação do ideal secular deverá ganhar novos impulsos e perder a vergonha de ir à luta contra a ignorância e o ridículo.

A oposição clara a qualquer infracção à laicidade do Estado não é suficiente. Muitos aspectos da nossa vida não estão dependentes do Estado. Em cada um de nós, na nossa família, no nosso grupo de amigos, nos nossos colegas de trabalho, há sempre algo mais que pode ser feito. Fazer nada é contribuir para que também nesta matéria nos mantenhamos na tão familiar cauda da Europa.

(Diário Ateísta / Penso, logo, sou ateu)

Ann Druyan - Beyond Belief ‘06

A resposta de Ann Druyan a um híbrido (cientista e crente) que afirma que a ciência teme o desconhecido! Quem não entender os argumentos de Ann Druyan jamais conseguirá entender o papel da ciência no nosso tempo.

WPvideo 1.10

Beyond Belief ‘06 - Ann Druyan
04:47
Download do video

Ateísmo (e não só) na Net

Porque hoje é sábado:

Is morality God-given or simply human intuition?, no Taipei Times - Um excelente artigo de Marc Hauser e Peter Singer sobre uma temática recentemente por mim abordada

Religion & Morality: A Contradiction Explained, no The Anti Naturals - Ainda sobre a moral da religião

Sanctorum, de J.A.M. Montoya - O fotógrafo espanhol J.A.M. Montoya esteve recentemente envolvido numa grande polémica no país vizinho quando veio a lume que a sua colecção denominada “Sanctorum” havia sido subsidiado pelo governo regional da Extremadura. Esta colecção retrata figuras bíblicas em poses de cariz sexual.

TuneCore - Talvez o futuro da distribuição de conteúdos musicais esteja aqui

O Meu Amigo Victor (ou como evitar Testemunhas de Jeová)

O Victor era um amigo meu, mais velho que eu nove ou dez anos, com o qual partilhei algumas noitadas e outras loucuras. Possuidor de uma cultura geral invulgar, era um excelente protótipo daquela geração que estava a chegar ao final da adolescência quando aconteceu o 25 de Abril de 1974; culto, de esquerda, rebelde e assumia publicamente que detestava trabalhar! Foi ele que me ensinou os primeiros acordes dissonantes e a importância de os conhecer e dominar. Com ele aprendi a gostar de jazz e bossa nova.

O Victor, ateu convicto que não suportava beatices, tinha o hábito de dormir sempre nu. Um certo domingo, depois de uma noitada até perto das seis da manhã, o Victor foi acordado às 8.30 pelo continuo tocar da campainha de sua casa. Contrariado, levantou-se e, sem vestir qualquer roupa, dirigiu-se à porta e espreitou para ver quem seria que tocava tão insistentemente. Viu duas senhoras, ambas dos seus 50 anos, vestidas com roupas de domingo e com umas revistas apoiadas nos braços cruzados. Abriu a porta, escancarando-a, e ficou, todo nu, em frente às beatas senhoras. Na sua voz rouca de ressaca disse: “Ora, muito bom dia! Faz favor?”!

As senhoras desceram as escadas a correr, sem olhar para trás. O Victor nunca mais foi incomodado durante as manhãs de ressaca!