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Brief History of Disbelief

Jonathan MillerHá muito tempo que tentava descobrir esta série da BBC apresentada por Jonathan Miller. A história do ateísmo apresentada de uma forma séria, sem sensacionalismos, com a opinião de vários pensadores da actualidade. Considero esta série, composta por três documentários (aprox. 1 hora cada), indispensável para um entendimento da evolução do ateísmo ao longo dos tempos.

Aproveito para recomendar que explorem o veoh.com. O leitor é muito bom, pode-se fazer o download dos filmes, criar canais, etc.

  • Brief History of Disbelief, parte I
  • Brief History of Disbelief, parte II
  • Brief History of Disbelief, parte III

Estão ainda disponíveis na íntegra, em separado, algumas das entrevistas feitas para esta série, com o título “The Atheism Tapes“.

(Publicação simultânea: Diário Ateísta / Penso, logo, sou ateu)

Debate Interblogues (actualização)

A apenas dois dias da data final para a entrada de textos para o primeiro debate interblogues, continuam a chegar participações:

Croquete Matinal: Agnósticos, ateus e religiões

Para saberes como participar consulta estas indicações.

A Superioridade Moral

Chateiam-me os crentes que alvitram uma superioridade moral induzida pelos ensinamentos religiosos que professam. Tenho algumas dúvidas que eles de facto acreditem em tal disparate.

A moral é mutável. Não é algo que seja estanque às influências de todos os aspectos que nos rodeiam socialmente. Acontecimentos históricos moldam a moral colectiva, acontecimentos privados moldam a moral individual. Tudo isto, cozinhado com a formação, educação e experiência acumulada, contribui para a aceitação e divulgação de novas regras morais.

A religião é apenas um dos factores que terá, historicamente, contribuído (e mal?) para a moralidade. No entanto, as premissas para a chamada moralidade religiosa são impostas pelo medo dos encargos do pecado e da factura a pagar ao cobrador-mor, o tal ser que espreita os adolescentes quando eles estão no duche. Assim, a moral de origem religiosa não é sincera. É fruto da repressão ideológica hipócrita imposta pela estrutura das organizações religiosas e baseia-se, na maior parte dos casos, em obras de ficção com centenas ou milhares de anos, essas sim, estanques ao evoluir das sociedades.

Sendo a moral o sistema de valores mais relativo que existe, alvitrar tal superioridade é pura demagogia.

(Publicação simultânea: Diário Ateísta / Penso, logo, sou ateu)

Compreender e a Pura Indiferença

Admito que há alturas em que me sinto mais incomodado com o agnosticismo que com alguns tipos de crenças. Já aqui escrevi sobre agnosticismo e penso que ficou bem patente a minha posição em relação à indiferença cúmplice dos agnósticos. Entendo mais facilmente, por exemplo, um panteísta que um agnóstico. Recordo-me ainda quando no antigo fórum do ateísmo.net (Diário Ateísta) se discutia a criação de uma associação e se questionava a inclusão ou não de agnósticos. Por mim, nunca fui favorável a essas misturas!

Quando me lembrei de promover este debate interblogues a distinção entre agnósticos e ateus pareceu-me um tema óbvio para dar o pontapé de saída. Esta é a minha participação no debate e gostaria de começar com uma fantasia.

Imaginem que, numa pequena cidade, um grupo considerável de pessoas estava crente que o Sol se extinguiria dentro de duas semanas, a uma quarta-feira, pelas 16h43.

Não existia nenhuma evidência para tal crença mas a convicção de alguns neste delírio era tão convincente que arrastava uma percentagem significativa dos habitantes dessa cidade.

Para além dos crentes, existiam outros dois grupos de pessoas: os que achavam que a ideia era um disparate, uma vez que não havia qualquer suporte cientifico para temer tal catástrofe, e os que achavam que quer fosse verdade ou não era irrelevante uma vez que, em qualquer dos casos, não tinham ao seu alcance qualquer forma de alterar o destino da nossa estrela.

Com a aproximação da data prevista para a extinção do Sol, o grupo crente começa a viver em função dessa fatalidade, tentando impor rituais para contrariar o destino anunciado. Outros, mais radicais, cientes de que qualquer ritual seria uma perda de tempo, tentam gozar os últimos dias isentos de quaisquer regras de convívio social, recorrendo a violações, roubos e homicídios.

Os que achavam que esta ideia do Sol se extinguir não passava de um disparate opunham-se e preveniam contra a loucura e insanidade dos crentes. O outro grupo, limitava-se a observar, expectante, o desenrolar dos acontecimentos.

Esta história demonstra bem a atitude diferente de crentes, agnósticos e ateus em relação à realidade. Enquanto que os ateus se manifestam por considerarem que não existem quaisquer evidências que justifique qualquer crença num qualquer deus ou divindade, os agnósticos procuram o refúgio na ignorância – por entenderem ser impossível uma resposta à questão divina - ou no desinteresse – por acharem que qualquer resposta é insignificante para as suas vidas.

Assim, o que aparentemente poderia parecer a atitude mais racional, não passa, isso sim, de uma forma envergonhada de desistir da procura da verdade ou de uma presunção de que essa mesma verdade seria inconsequente no entendimento do Homem e do mundo. Como é possível pensar que não seria determinante para a humanidade provar a existência ou inexistência de um ou mais deuses?

Ilusoriamente racional, o agnosticismo não passa de um entrave ao conhecimento. Tivesse a humanidade ao longo dos séculos confiado tão pouco na sua capacidade de descobrir e de saber e a roda nunca teria sido inventada. Tivesse a humanidade nos séculos mais recentes achado que determinadas questões não eram importantes e a esperança de vida não teria mais que duplicado nesse período.

Eu entendo que o agnosticismo pode ser muito mais apaziguador, conciliador ou democrático que o ateísmo. Só que a verdade não se define por maiorias! Racionalidade é procurar encontrar a Verdade. Racionalidade é procurar as explicações, justificações e a compreensão do mundo que nos rodeia. Tudo o resto ou é delírio ou pura indiferença.

Debate Interblogues (actualização)

Infelizmente, não me tem sobrado muito tempo para escrever outros posts que não sejam sobre o debate interblogues em curso. Por um lado é positivo, significa que a adesão ao conceito está a ser favorável. Por outro lado, ao concentrar o meu escasso tempo nesta iniciativa, tentando assegurar-me de que tudo corre bem, tenho deixado alguns outros artigos para trás. Aqui ficam as mais recentes participações:

Narkus: Ceticismo em debate:agnosticismo x ateísmo

Metalingua: O deus do ateísmo prático

Para saberes como participar consulta estas indicações.

Debate Interblogues (actualização)

Eis as mais recentes participações no debate interblogues:

Filosofia Ateísta: É o agnosticismo uma fuga?

Liverdades: Ateísmos e Agnosticismos

Que Treta!: É racional ser agnóstico?

Existem já outros textos propostos para o debate mas que não cumprem todas as regras sugeridas para a participação, nomeadamente a referência ao debate, de forma a possibilitar a outros interessados ficarem a conhecer as regras de participação no mesmo. Assim que essas regras estejam satisfeitas esses artigos serão incluídos na lista de participantes.

Para saberes como participar consulta estas indicações.

Debate Interblogues

Já temos o primeiro participante! Para manter uma lista sempre actualizada criei um espaço no topo da barra lateral direita ao qual serão adicionadas as novas participações. Eis a primeira participação:

Tiny Aleph: Devíamos ser todos agnósticos

Para saberes como participar consulta estas indicações.

Momento publicitário ao tinto da região centro

Senhoras e senhores, esta semana apresento-vos um filme publicitário. A qualidade do vídeo é proporcional à qualidade da história.

Fiquei a saber que, afinal, o Francisco (que não é o Xiquinho que comenta neste blogue) precisava de óculos. Ou terá sido o que bebeu menos tinto?

WPvideo 1.10

Miracle Of Our Lady Of Fatima Portugal 1917
04:50
Download do video

Debate Interblogues: Será o Agnosticismo mais Racional que o Ateísmo?

Já há muito tempo que andava a pensar em convidar alguns bloggers amigos para periodicamente escrevermos, cada um no seu próprio blog, artigos sobre um determinado tema. O recente e feliz episódio gerado com este artigo do José, fez com que ficasse realmente convencido de que se trata de uma ideia interessante. Eu reagi, o Ludwig Kripphal também e o José voltou a responder e andamos feitos felizes a escrever sobre os artigos dos outros!

A grande vantagem destes debates inter-blogues (quem é que utilizou esta expressão?) é que poderemos debater os nossos pontos de vista sobre temas comuns e tirar daí um gozo imenso ao interagirmos com os blogues dos outros participantes. Para além disso, poderemos vir a conhecer outros blogues que, porventura, nos tinham passado ao lado e receber alguns links adicionais e inesperados para o nosso próprio artigo participante no debate.

Pela minha parte, terei dois links para todos os artigos participantes: um numa lista diária com as novas participações e outro no final do tempo limite para participação no debate com todos os artigos participantes.

Regras (básicas, flexíveis e sujeitas a melhoramentos no futuro ;) ):

  • Os artigos participantes terão que ser artigos novos e não artigos com data anterior ao início do debate
  • Os artigos deverão permitir comentários
  • Os artigos terão que ser obviamente sobre o tema em debate, embora se permita toda a liberdade criativa para abordar o mesmo
  • O artigo deverá ter um link a este post para que outros possíveis interessados fiquem a conhecer o objectivo e as regras
  • - com “debate inter-blogues” no assunto - com um link para o vosso artigo. (Isto para salvaguardar qualquer falha nos sistemas (meu ou vossos) de pingback e trackback)

Sugestões:

  • Criem titulos sugestivos
  • No final do período de participação escrevam um artigo sobre as ideias dos outros participantes e não se privem de criar o vosso top de preferências
  • Participem e comentem nos outros artigos participantes
  • Divirtam-se a trocar links e ideias

Dito isto, resta apresentar o tema para o primeiro debate inter-blogues:

Será o Agnosticismo mais Racional que o Ateísmo?

Data limite de participação: 25 de Maio de 2007

Espero que participem! Eu vou participar. Obrigado.

Fé e Inteligência

Nos comentários a este artigo, o Xiquinho defende a teoria de que é impossível alguém ser simultaneamente inteligente e religioso. Parece-me que é uma posição demasiado arriscada. Seria como dizer que é impossível alguém ser inteligente e gostar de futebol. Ou alguém ser inteligente e fumar. Ler mais »