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26 de Junho — Dia Internacional do Apoio às Vítimas de Tortura

Dia Internacional do Apoio às Vítimas de Tortura

Dia Inter­na­ci­o­nal do Apoio às Víti­mas de Tortura

Comemora-se hoje, 26 de Junho de 2010,  o Dia Inter­na­ci­o­nal do Apoio às Víti­mas de Tor­tura. Tive conhe­ci­mento deste dia por mero aci­dente, atra­vés de uma sim­ples entrada de um amigo no Face­book. Achei tão estra­nho que fui con­fir­mar a vera­ci­dade da infor­ma­ção e rapi­da­mente cons­ta­tei, atra­vés de uma pes­quisa no Goo­gle, que não há refe­rên­cias a este dia na imprensa por­tu­guesa! Ape­nas a título de curi­o­si­dade, na lista do Goo­gle a pri­meira refe­rên­cia a este dia é da Ango­la­Press… Que ironia!

Este que deve­ria de ser um dia de refle­xão sobre um dos mai­o­res fla­ge­los da huma­ni­dade, uma prá­tica que nos deve­ria enver­go­nhar a todos como espé­cie, vai pas­sar, assim, ao lado da grande mai­o­ria da popu­la­ção. Lamen­ta­vel­mente… Con­ti­nue rea­ding

A falta de espanto

Feliz­mente, está a che­gar ao fim uma das sema­nas mais tris­tes dos últi­mos anos para Por­tu­gal. Nesta semana, para quem ainda tinha dúvi­das, foi fácil cons­ta­tar que:

  • O fute­bol e a reli­gião são duas for­ças motri­zes da nossa sociedade
  • O governo é opor­tu­nista e men­ti­roso ao dei­xar para esta semana –  em que quase toda a gente anda dis­traída a tirar areia dos olhos — os anún­cios de aumen­tos de impos­tos e cor­tes sala­ri­ais, ao con­trá­rio do que havia prometido
  • Nós come­mos e cala­mos e até parece que já nem custa a engolir
  • Con­ti­nu­a­mos iguais a nós pró­prios em tudo aquilo em que somos mesmo maus e não há maneira de con­se­guir­mos pro­te­ger as pou­cas coi­sas boas que temos
  • Temos uma janela de cerca de 15 dias para fin­gir que refi­la­mos; entre­tanto, chega o Cam­pe­o­nato do Mundo de fute­bol e depois as férias, e depois o regresso às aulas e depois já é Natal outra vez e fica tudo em paz!

O mais espan­toso é que já nin­guém se espanta que assim seja… Viva Portugal!

Grupo do Facebook dedica foto de perfil ao Papa

Pela pri­meira vez criei um grupo no Facebook:

Enquanto o Papa esti­ver em Por­tu­gal, a minha foto de per­fil é-lhe total­mente dedicada

Este é um grupo de pro­testo con­tra as mor­do­mias com que os órgãos de sobe­ra­nia naci­o­nais brin­dam aquele que, para além do chefe de estado do Vati­cano, tam­bém é:

- Chefe máximo de uma orga­ni­za­ção obs­cu­ran­tista
– Um dos prin­ci­pais res­pon­sá­veis nas últi­mas déca­das pelo enca­po­ta­mento de cri­mes de pedo­fi­lia na Igreja Cató­lica em todo o mundo
– Res­pon­sá­vel máximo pela con­ti­nu­a­ção de poli­ti­cas de desin­for­ma­ção con­tra o uso do pre­ser­va­tivo em África, con­tri­buindo para a dis­se­mi­na­ção da SIDA naquele con­ti­nente
– Repre­sen­tante de uma men­ta­li­dade anti-cientifica que tanto tem con­tri­buído para a estag­na­ção civi­li­za­ci­o­nal ao longo da história

Os nosso gover­nan­tes, lamen­ta­vel­mente, não con­se­guem resis­tir ao popu­lismo de não sepa­ra­rem a recep­ção ao chefe de estado do Vati­cano da sub­mis­são saloia e ter­ceiro mun­dista a um homem que repre­senta muito do pior da humanidade.

Como forma de pro­testo, até o Papa aban­do­nar o ter­ri­tó­rio por­tu­guês, a minha foto de per­fil é um preservativo.

FELIZ 1976!!!

FELIZ 1976!!!

- Fiquem aten­tos ao novo livro “O Gene Egoísta”, do novato Richard Daw­kins.
– Não per­cam o filme com um gajo que mal sabe falar… “Rocky” é o nome do filme.
– Invis­tam numa empresa que irá ser cri­ada cha­mada Micro­soft
– Não igno­rem uma banda que nas­cerá de um anún­cio colo­cado numa escola em Dublin. Falo dos U2, claro.
– Niki Lauda ficará com um novo visual, sem recor­rer a plás­ti­cas
– Será des­co­berta uma cara na super­fí­cie de Marte
– Os Esta­dos Uni­dos cele­bra­rão o seu 200º ani­ver­sá­rio; autên­ti­cos putos ao pé de nós!
– Final­mente, tere­mos uma nova Cons­ti­tui­ção em Portugal

Enfim, todos os anos são bons, mas o pró­ximo será exce­lente para todos. Esse é o meu desejo! Bom Ano!

A vida…

A vida é isto. E é tão bom, quando queremos…

Boas Festas

Inde­pen­den­te­mente do que acha­rem que estão a cele­brar, sobre­tudo celebrem-se a vocês e aos que esti­ve­rem à vossa volta! O resto são histórias…

Oh xôr doutor!

Gosto quando o Ricardo Pinho escreve assim.

O Bairro Alto e os horários Quasimodos

Desde 1 de Novem­bro de 2008 que os bares do Bairro Alto são obri­ga­dos, por uma lei cama­rá­ria dis­cri­mi­na­dora, a encer­rar às 02h00. É um horá­rio atar­ra­cado, manco e mar­reco. A lei trata de igual modo todos os esta­be­le­ci­men­tos de bebi­das, quer tenham ou não capa­ci­dade para alber­gar no seu inte­rior os seus cli­en­tes, quer tenham ou não sis­te­mas de inso­no­ri­za­ção, quer tenham ou não uma oferta de valor turís­tico e cul­tu­ral… É uma lei à medida de pes­soas sem a mínima noção de con­cei­tos turís­ti­cos que pri­vi­le­gia a cas­tra­ção empre­sa­rial ao inves­ti­mento em oferta de qualidade.

Há já algum tempo dei uma entre­vista a um grupo de estu­dan­tes de Comu­ni­ca­ção Social para uma peça sobre os novos horá­rios do Bairro Alto. O tra­ba­lho des­ses estu­dan­tes apa­re­ceu agora no YouTube.

25 de Abril, Dia da Liberdade

Não tenho a menor dúvida que se não tivesse acon­te­cido o 25 de Abril de 1974 a minha vida e a da mai­o­ria das pes­soas que conheço teria sido bem dife­rente. Em ter­mos de acon­te­ci­men­tos his­tó­ri­cos foi, sem dúvida, o acon­te­ci­mento que mais terá con­di­ci­o­nado a minha vivência.

Con­tudo, gosto de me dis­tan­ciar daque­las frases-padrão que são muito apre­go­a­das nesta altura do ano: “25 de Abril sem­pre”, “Con­quis­tar Abril”, “É pre­ciso sal­var Abril”, etc. Exis­tiam mui­tas boas ideias ine­ren­tes à revo­lu­ção, ou no seu período sub­se­quente, que hoje em dia estão com­ple­ta­mente ultra­pas­sa­das e que até naquela altura goza­vam de exces­siva cre­di­bi­li­dade face à eufo­ria revo­lu­ci­o­ná­ria que então se vivia.

Para mim, essen­ci­al­mente, deve-se “reflec­tir Abril”. Só assim pode­re­mos enten­der a neces­si­dade então exis­tente de Abril acon­te­cer e, a par­tir daí, fica­re­mos muito mais bem pre­pa­ra­dos para nunca mais dei­xar­mos que acon­teça a ditadura.

Para o Nazi dentro de nós

Recomenda-se lei­tura e refle­xão; qual­quer pes­soa decente irá sentir-se enver­go­nhada, certamente.

Fui ao cinema ver os nazis que nós todos somos