O calvário dos donativos

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Receoso de um qualquer ataque de alergia, lá entrei na Igreja da Graça para ver o monumento por dentro. Azar o meu, decorria a missa, pelo que dei meia volta em direcção à porta e saí, mais ou menos aliviado.

Já do lado exterior da porta do templo, reparei num anúncio que me passara despercebido à entrada (clicar foto).

Uma série de perguntas me surgiram na minha cabeça herética:

- Quem controla o destino das dádivas e donativos à Igreja?

- Existe alguma espécie de Provedor do Crente?

- Com a dimensão do património histórico da igreja católica não faria mais sentido esta ter nos seus próprios quadros pessoal para executar este tipo de obras e, assim, reduzir substancialmente o seu custo sem ter que recorrer à mendiguice?

(via Russell’s Teapot)

Alguém dá a esta família o contacto do Miguel Bombarda, por favor?

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Re: Catholic Mother VS Atheist Son
02:00
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Onde estão as diferenças?

6 Rezas

Agradeço ao Luís Pestana que me tenha referido este vídeo. Deveras interessante a frontalidade com que esta senhora aborda as questões que separam actualmente o mundo ocidental do mundo islâmico.

Embora concorde em grande parte com as afirmações da senhora, penso que a religião - ou o facto de esta não estar separada do Estado na maior parte dos países islâmicos - será a principal causa para as diferenças abissais entre os dois modelos de sociedade.

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Arab Woman Takes On Muslim Cleric
05:28
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O debate interblogues em curso coloca a seguinte questão: “Será a Religião Eterna e Inevitável?”. Fica aqui a minha resposta.

As diversas religiões, ou melhor, as diversas formas de religião (mitos, lendas, crenças, religiões modernas, etc…) têm cumprido diversos papéis nas sociedades onde se desenvolvem. Desde as tentativas toscas e compreensivelmente limitadas de explicar o mundo que nos rodeia até à cimentação e organização de grupos sociais, são muitos os que só encontram vantagens nestes processos religiosos para o desenvolvimento social. Ler mais

Trocar as voltas aos criacionistas

Nestas andanças de religião e ateísmo, poucas coisas me têm aborrecido tanto nos últimos tempos como a vaga de publicidade à recente paranóia criacionista de criar espaços lúdicos de desinformação denominados “museus” criacionistas. Chateia-me que, principalmente nos EUA, seja dada tamanha credibilidade a estes empreendimentos patrocinados por mentes retrógradas ao serviço do proselitismo mais perigoso à face da terra.

A definição de “Museu” no Código de Ética do Conselho Internacional de Museus (ICOM) é a seguinte:

Museu é uma instituição permanente sem fins lucrativos, ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento e aberto ao público, que adquire, conserva, pesquisa e exibe para finalidades do estudo, da educação e da apreciação, evidência material dos povos e seu ambiente.

Não vejo como é que algum instrumento de divulgação criacionista se possa encaixar nesta definição! Sabendo que a teoria da evolução tem vindo a ser constantemente certificada pelos avanços das descobertas ao nível dos registos fósseis, da biogeografia e, mais recentemente, da genética, como é possível que se autorize sequer a denominação de “Museu” a qualquer espaço que tenha como único objectivo a propaganda criacionista, onde, por exemplo, se divulgam cenários de contemporaneidade entre humanos e dinossauros?

Assim sendo, proponho que não mais se utilize o termo “museu” quando se pretender mencionar os ditos “museus” criacionistas. O desafio para os leitores deste blogue é ajudarem-me a encontrar a expressão certa que possa ser usada tanto em português como em inglês.

Avanço com duas propostas que não me satisfazem completamente:

  • Circo Criacionista (Creation Circus)
  • Coliseu Criacionista (Creation Coliseum)

Fico à espera de melhores sugestões.

(Publicação simultânea: Diário Ateísta / Penso, logo, sou ateu)

Sondagem Gallup

anteriormente escrevi sobre a forma como a sociedade norte-americana encara o fenómeno religioso. Faço-o novamente e, sem surpresas, para vos dar a conhecer os resultados de mais uma sondagem levada a cabo pela Gallup.

Digo sem surpresas porque no que respeita a assuntos religiosos já me habituei a esperar as maiores aberrações dos sobrinhos do Uncle Sam. Desta vez ficamos a saber que 1 em cada 3 americanos acredita que “a Bíblia é totalmente exacta e deve ser interpretada literalmente palavra por palavra”! Três quartos dos americanos acreditam que “a Bíblia é a palavra de deus ou por ela inspirada”! Apenas 19% consideram a Bíblia um livro de antigas fábulas, histórias e preconceitos morais registados pelo Homem.

Como já vem sendo hábito, nos estados do sul os números são ainda mais radicais. Como também já vem sendo hábito, quanto maior é o grau de escolaridade menos fundamentalistas são os resultados.

Destaco o último parágrafo da notícia no Washington Times: as vendas anuais da Bíblia ascendem a 609 milhões de dólares por ano! Afinal, porque é que ainda há fome no mundo?

(Publicação simultânea: Diário Ateísta / Penso, logo, sou ateu)

O Jesus maneta

1 Reza

Lightning damages Jesus statue

Um raio destruiu parcialmente uma estátua de Jesus com 7 metros na localidade de Golden, tendo arrancado um braço e uma mão e danificado um dos pés, destruindo parcialmente o boneco de mármore. Ninguém comentou sobre um possível paralelismo com as míticas chagas de Cristo.

O que vale desta história é que as Irmãs aprenderam que estas coisas são mesmo actos da natureza.

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