Tempo

Quero tempo, apenas…

Tempo em ti, para ti
Sem pon­tei­ros nem pra­zos,
Ape­nas o neces­sá­rio, ape­nas o eterno

Tempo é a liber­dade maior.
Per­mite ao dis­po­ní­vel ser arte,
Agi­ganta o pen­sa­mento,
Trans­forma o poema em uni­verso
E ama­du­rece o fruto do ven­tre
Enquanto os espa­ços se redu­zem ao nada

Tempo é a tei­mo­sia rei­nante,
Insen­sí­vel a fados e rezas,
Culpa dos físi­cos incom­pe­ten­tes
Que não lhe matam a line­a­ri­dade,
Privando-nos do que nos per­tence
Ou outrora assim parecera

Sem tempo, tudo é ilu­são.
Só o agora por bre­ves momen­tos se com­pro­mete,
Enquanto o antes se des­va­nece no pos­sí­vel
E o depois se insi­nua no provável

Tempo inqui­eto e regres­sivo,
É tudo o que quero

2013/12/03

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