A Morte Recíproca

Mer­gu­lhaste o meu mundo num uni­verso de lacuna
Enchar­caste as memó­rias num sal de gotas por cho­rar
Per­deste o que me deste uma vez e para sem­pre
Qual de nós se ocul­tou entre o cais e tanto mar?

Cum­priste o teu tempo como o cheiro a mare­sia
Nave­gaste nas areias de um futuro por lem­brar
Arran­caste o saber do teu peito con­tra o mundo
Qual de nós se afun­dou entre o sol e o luar?

O mur­mú­rio do vento traz a cor do desa­lento
O lamento da luz já não mos­tra ten­ta­ção
E os olhos fecham-se num beco de tormento

Nunca o mar se gelou como o san­gue que me corre
Nes­tas veias, de medo detém-se meu cora­ção
Qual de nós, então, será que no outro morre?

2013/12/02

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