Portal Ateu Off

Desde mea­dos da semana que o Por­tal Ateu se encon­tra offline devido à conta onde este se encon­trava alo­jado ter sido sus­pensa por excesso de con­sumo de recur­sos do ser­vi­dor, ao que per­cebi. Não sei que tipo de conta estava con­tra­tada, mas é extre­ma­mente desa­gra­dá­vel a ati­tude de alguns ser­vice pro­vi­ders che­ga­rem ao ridí­culo de cor­ta­rem o ser­viço sem pré-aviso, não dando sequer tempo aos res­pon­sá­veis dos sites para pen­sa­rem em alter­na­ti­vas. Já tinha acon­te­cido ante­ri­or­mente, vol­tou a acon­te­cer agora…

Espero que a situ­a­ção seja ultra­pas­sada com a maior bre­vi­dade possível.

O macho-alfa e o cardume

No folhe­tim que se está a tor­nar a reac­ção do Ricardo Sil­ves­tre às minhas cri­ti­cas (1, 2, 3, 4) à forma como é pra­ti­cado o ateísmo nos sítios Por­tal Ateu e Diá­rio Ateísta, temos mais um capí­tulo, com hon­ras de edi­to­rial e tudo,  que dá pelo dra­má­tico título de “Em defesa dos cola­bo­ra­do­res do Por­tal Ateu”. Baseia-se a neces­si­dade desta “defesa” no facto de eu apon­tar o dedo à mai­o­ria dos arti­gos do actual Por­tal Ateu. E, insisto, a cri­tica é feita à mai­o­ria dos arti­gos do Por­tal Ateu, não à sua totalidade.

Veja­mos, então, qual é a defi­ni­ção de mai­o­ria de acordo com o Dici­o­ná­rio Pri­be­ram:

mai­o­ria

(maior + –ia)
s. f.
1. Número exce­dente a metade do todo.
2. Grupo pre­pon­de­rante; a maior parte.
3. Par­tido ou ali­ança de par­ti­dos que com­pre­ende o maior número de votos no par­la­mento e geral­mente apoia o governo.

Posto isto, veja­mos como estão dis­tri­buí­dos os 1748 arti­gos do Por­tal Ateu de acordo com os seus auto­res actuais:

  • Ricardo Sil­ves­tre — 1231
  • Lúcio Mateus — 15
  • Tito Cas­qui­nha — 68
  • Rui Janeiro — 380
  • Rui Silva — 9
  • Cata­rina Pereira — 45

Se tiver­mos em con­si­de­ra­ção os arti­gos de todos os auto­res que já pas­sa­ram pelo Por­tal Ateu, o site tem um total de 2290 arti­gos publi­ca­dos. Por­tanto, não há volta a dar-lhe. Para onde quer que olhe­mos, o Ricardo Sil­ves­tre tem sem­pre a mai­o­ria dos arti­gos do Por­tal Ateu. E, se tiver­mos em con­si­de­ra­ção ape­nas os actu­ais cola­bo­ra­do­res, a per­cen­ta­gem de arti­gos do Ricardo Sil­ves­tre é supe­rior a 70 por cento. Obri­gado, Priberam!

Por­tanto, não vale a pena o Ricardo Sil­ves­tre ten­tar sacu­dir a água do capote e ten­tar diluir a sua res­pon­sa­bi­li­dade pelos res­tan­tes cola­bo­ra­do­res do Por­tal Ateu. Fica-lhe mal, é uma soli­da­ri­e­dade ape­nas apa­rente e opor­tu­nista. O Ricardo Sil­ves­tre tem sido sem­pre o macho-alfa do pro­cesso e agora, na altura das cri­ti­cas, quer trans­for­mar o pro­cesso num cardume.

O resto do artigo perde-se em con­fu­sões fala­ci­o­sas entre ateísmo e huma­nismo e entre volun­ta­rismo e obra feita. Ser ateu não implica ser-se huma­nista. Mui­tos cris­tãos con­si­de­ram o cris­ti­a­nismo uma reli­gião huma­nista e são mui­tos os exem­plos de que nem sem­pre é assim. O mesmo é válido para o ateísmo. De igual forma, ser-se volun­tá­rio, ter dedi­ca­ção a uma causa, não implica ter sucesso ou ser efi­caz na defesa ou pro­mo­ção da mesma. Por muito que isso possa ser difí­cil de encarar.

Para mim este assunto está encer­rado. Não tenho mais nada a acres­cen­tar nem tenho mais tempo para per­der com Ricardo Sil­ves­tre ou com o Por­tal Ateu. Acho até que já lhes dei impor­tân­cia a mais. Mas em rela­ção à PAMAP ainda há muita coisa a dizer.

Ateus há muitos…

Num artigo com o título “Os Meios e os Fins”, Ricardo Sil­ves­tre iro­niza uma suges­tão para todos os ateus que, como eu,  não se revêm na forma como ele e outros têm vindo publi­ca­mente a expor o seu ateísmo, resumindo-o a uma panó­plia de quei­xi­nhas teo­fó­bi­cas e em nada con­tri­buindo para a des­mis­ti­fi­ca­ção do mesmo na soci­e­dade em que vive­mos, antes pelo contrário.

O que me espanta — ou, se calhar, nem por isso — é o facto de em todo o artigo ser usado ape­nas um argu­mento: Sam Har­ris! Ricardo Sil­ves­tre, após a iro­nia dos pri­mei­ros pará­gra­fos (já lá irei), refugia-se num argu­mento de auto­ri­dade à volta da figura de Sam Har­ris, ainda por cima em contra-ponto a uma outra figura tam­bém uti­li­zá­vel como argu­mento de auto­ri­dade, Scott Atran, que, ape­nas pelo facto de não defen­der o ateísmo tipo dos neo-ateus, é abu­si­va­mente mino­ri­zado na com­pa­ra­ção. Para quem não conhece, uma visita à página da Wiki­pe­dia dedi­cada a Scott Atran pode aju­dar a per­ce­ber do que falo.

Nesse argu­mento de auto­ri­dade base­ado no Sam Har­ris, Ricardo Sil­ves­tre recorre ainda às “cen­te­nas de milha­res de cópias” ven­di­das dos livros de Sam Har­ris e eu pergunto-me se o Ricardo Sil­ves­tre se terá lem­brado, enquanto redi­gia aquela frase, dos milhões de cópias que a Bíblia vende anualmente…

Final­mente — e para ser­vir de ponte entre a sec­ção Sam Har­ris e a sec­ção “iro­nia” no texto em aná­lise -, Ricardo Sil­ves­tre lem­bra que “ele pró­prio [Sam Har­ris] não acre­dita que todos devem pen­sar como ele”. Ainda bem que o Sam Har­ris pensa assim. É pos­sí­vel que o pró­prio Ricardo Sil­ves­tre até con­corde com o Sam Har­ris. Mas, se con­corda, lida muito mal com a crí­tica. De tal forma que a suges­tão dei­xada pelo Ricardo Sil­ves­tre é a seguinte:

Tenho uma suges­tão a fazer.
Acho que há um grupo, bas­tante alar­gado diga-se, de ateus Por­tu­gue­ses que deviam criar a Asso­ci­a­ção Por­tu­guesa do Ateísmo Posi­tivo: a APAP portanto.”

Pronto! Desta forma fica­ria tudo resol­vido. O Ricardo Sil­ves­tre e os seus com­pa­nhei­ros de luta neo-ateus pode­riam con­ti­nuar a pra­ti­car o ateísmo da forma mais pre­vi­sí­vel e incon­se­quente que sabem e gos­tam e já nin­guém lhes cha­te­a­ria o juízo. Voilá! No mesmo texto, Ricardo Sil­ves­tre atri­bui uma qua­li­dade ao dis­curso de Sam Har­ris quando este afirma que aceita que nem todos pen­sem como ele quando, uns pará­gra­fos acima, “man­dou” os que não pen­sam como ele criar uma nova asso­ci­a­ção ateísta! Até parece que estou a ler a Bíblia onde numa página se defende A e umas pági­nas à frente se defende não-A. Aqui, con­tudo, basta sal­tar uns parágrafos.

O que o Ricardo Sil­ves­tre ainda não repa­rou é que a maior parte dos ateus que não se revêm no seu estilo já não fazem parte do Por­tal Ateu e nunca pre­ci­sa­ram da suges­tão dada no seu texto para saí­rem. Saí­ram por­que, pro­va­vel­mente, já tinham adi­vi­nhado este seu artigo há muito tempo.

Não deixa de ser iró­nico o facto de serem os neo-ateus aque­les que têm uma pos­tura que cada vez mais se asse­me­lha a uma seita reli­gi­osa, cheia de dog­mas e adversa à crítica.

Porque não posso passar à frente

Nos comen­tá­rios a este artigo do Por­tal Ateu, o Lúcio Mateus, por quem tenho muita con­si­de­ra­ção e cujos tex­tos não incluo no meu rol de pre­o­cu­pa­ções expos­tas nos meus dois últi­mos arti­gos, sugere que ultra­pas­se­mos as dife­ren­ças e pas­se­mos ime­di­a­ta­mente para a parte em que con­cor­da­mos que somos todos huma­nos e ateís­tas. Embora entenda e res­peite o con­teúdo con­ci­li­a­dor expresso no comen­tá­rio do Lúcio Mateus, não posso con­cor­dar que se igno­rem as dife­ren­ças e que não se dis­cu­tam as pos­tu­ras como publi­ca­mente se divulga e pro­move o ateísmo. Seria como se, de repente, dei­xasse de haver dis­cus­são polí­tica no par­la­mento por­que um depu­tado se levan­ta­ria e diria “Não pode­mos pas­sar já para a parte do fim e con­cor­dar­mos que somos todos demo­cra­tas e repu­bli­ca­nos?”. Como é óbvio, não faria qual­quer sentido.

As dis­cus­sões devem exis­tir, os méto­dos devem ser pos­tos em causa e as diver­gên­cias devem ser usa­das para que todos os inter­ve­ni­en­tes pos­sam fazer uma aná­lise do que pre­ten­dem e do cami­nho que esco­lhe­ram seguir no que diz res­peito ao con­tri­buto que cada um dará ao ateísmo. E para que pos­sa­mos todos, em cons­ci­ên­cia, não ser con­fun­di­dos quanto às suas opções, aos seus argu­men­tos e à sua pos­tura enquanto ateus e enquanto pes­soas livres. Ser ateu não pode ser o mesmo que per­ten­cer a um par­tido onde a dis­ci­plina de voto é com­pul­siva e onde as vozes dis­so­nan­tes são per­so­nas non gra­tas. Não! Parecem-me razões mais que sufi­ci­en­tes para não poder pas­sar à frente.

O Corporativismo Ateu

Ainda no res­caldo do meu artigo ante­rior, não deixa de me sur­pre­en­der a ten­dên­cia cor­po­ra­ti­vista de alguns ateus que se mos­tram muito indig­na­dos pela minha posi­ção pública (e de outros) de cri­ti­car algu­mas for­mas de exer­cer o ateísmo, reduzindo-o a um papa­guear de reac­ções típi­cas de um com­por­ta­mento anti-clerical e anti-religioso. Como se pelo facto de se ser ateu dei­xasse implí­cita a con­cor­dân­cia com qual­quer deva­neio incon­se­quente, infan­til ou sim­plista, desde que publi­cado por um outro ateu! Ou, quiçá mais grave ainda, exis­tisse uma obri­ga­to­ri­e­dade em não tor­nar pública a dis­cor­dân­cia com essas posi­ções. Esta­mos, por­tanto, perante um caso de cor­po­ra­ti­vismo ateu. Have­rão, even­tu­al­mente, alguns ateus que con­fun­dem a exis­tên­cia de uma (ou mais) asso­ci­a­ções ateís­tas com o exer­cí­cio de uma Ordem dos Ateus, à ima­gem de outras Ordens que por aí andam, em que o cor­po­ra­ti­vismo, mesmo que não assu­mido, é cla­ra­mente a sua prin­ci­pal preocupação.

Ora, se assim fosse, sig­ni­fi­ca­ria que os inte­res­ses dos ateus teriam que ser sem­pre pos­tos à frente de quais­quer outros inte­res­ses, desde que não vio­las­sem uma pro­vá­vel “con­duta ateísta”, o que quer que isso seja. Mas uma asso­ci­a­ção ateísta não tem — nem deve ter — tal pro­pó­sito. Uma asso­ci­a­ção ateísta deve ser­vir os inte­res­ses dos ateus aju­dando os seus mem­bros a luta­rem pelo seu direito de serem e se assu­mi­rem ateus livre­mente e pro­mo­vendo uma visão natu­ra­lista e raci­o­nal do mundo, enal­te­cendo, no pro­cesso, as vir­tu­des dos prin­cí­pios ateís­tas. Uma asso­ci­a­ção ateísta não se deve con­fun­dir com uma polí­cia reli­gi­osa ou com um órgão de infor­ma­ção anti-clerical. Os ateus são-no por­que não acre­di­tam em deu­ses e não por­que há padres pedó­fi­los, car­de­ais ves­ti­dos de ouro ou guer­ras san­tas. Isso são ape­nas (um ape­nas muito grande, é certo) casos de polí­cia, de osten­ta­ção imo­ral ou poli­ti­cas exter­nas defi­ci­en­tes, res­pec­ti­va­mente. Há muito pouco de ateísmo na expo­si­ção obses­siva des­ses casos.

Há tam­bém quem defenda que a diver­si­dade é óptima no que diz res­peito à opi­nião, podendo assim ser dada maior abran­gên­cia à visão ateísta. Isto só é ver­dade se nessa diver­si­dade não se incluir todo e qual­quer dis­pa­rate argu­men­ta­tivo que ponha em causa a foto­ge­nia do ateísmo no retrato final. Quando o con­teúdo é pre­vi­sí­vel, repe­ti­tivo, teo­fó­bico, mes­qui­nho e mui­tas vezes mal escrito, é certo que enve­nena o con­junto, deixando-o num marasmo de medi­o­cri­dade. Se esse é o preço da diver­si­dade, não con­tem comigo para asso­biar para o lado e fin­gir que todo o ateísmo é útil para “a causa” e que não deve ser ques­ti­o­nado, muito menos publi­ca­mente. É pre­ci­sa­mente por esses dis­pa­ra­tes serem públi­cos e em nome do ateísmo que eu faço ques­tão de me des­mar­car de tais posi­ções, assu­mindo publi­ca­mente o meu des­con­ten­ta­mento e criticando-as sem­pre que me pare­cer per­ti­nente fazê-lo.

 

 

Porque apoio a posição de Ricardo Pinho

No pas­sado dia 31 de Maio, Ricardo Pinho escre­veu um artigo no Diá­rio Ateísta com o título “Ódio Ateísta” onde, sem rodeios, expôs a sua opi­nião sobre a qua­li­dade dos con­teú­dos publi­ca­dos naquele blog. Não irei aqui trans­cre­ver a opi­nião do Ricardo Pinho, pelo que sugiro a lei­tura do refe­rido artigo para pode­rem enten­der con­ve­ni­en­te­mente as linhas que se seguem.

O texto em causa recordou-me de ime­di­ato um já velho artigo que escrevi neste mesmo blog, há quase cinco anos, com o título “ Os Male­fí­cios do Ateísmo Cor-de-Rosa”. Nele, repu­di­ava o faci­li­tismo do ateísmo fala-barato que cospe para o ar enquanto se põe em bico dos pés para se ten­tar fazer ouvir. Nele, advo­gava uma ati­tude ateísta posi­tiva que pri­vi­le­gi­asse os méri­tos do ateísmo e se des­pre­o­cu­passe com os demé­ri­tos das reli­giões, aban­do­nando o esforço incon­se­quente da per­se­gui­ção reli­gi­osa, como se todos os cren­tes deves­sem ser tra­ta­dos como cri­mi­no­sos peri­go­sos e gente de laia infe­rior. Pas­sa­dos cinco anos, vejo que tinha razão. Pas­sa­dos cinco anos em que foram cons­ti­tuí­das duas asso­ci­a­ções ateís­tas em Por­tu­gal (PAMAP e AAP, cujo órgão de comu­ni­ca­ção é o Diá­rio Ateísta), tudo con­ti­nua na mesma. Nada mudou no pano­rama reli­gi­oso em Por­tu­gal e, caso tivesse mudado, não teria sido, cer­ta­mente, gra­ças à acti­vi­dade de nenhuma des­sas asso­ci­a­ções que se reve­lam ino­pe­ran­tes na pro­mo­ção do ateísmo, limitando-se a poli­ciar as acti­vi­da­des reli­gi­o­sas e pro­cu­rando o escân­dalo beato, tal e qual papa­raz­zis em fim de carreira.

Sobre o direito e a ques­tão de opor­tu­ni­dade que tem sido posta em causa nos comen­tá­rios ao artigo do Ricardo Pinho(1), bem como nos arti­gos de reac­ção ao mesmo(1,2,3), não deixa de ser curi­osa a insi­nu­a­ção que a liber­dade de expres­são tem limi­tes e que o cor­po­ra­ti­vismo está acima de toda a ver­dade ou de qual­quer outro valor. O que é um facto é que Ricardo Pinho acer­tou em cheio nas feri­das e isso, nor­mal­mente, faz doer.

Os auto­res ateís­tas durões, mus­cu­la­dos e irre­ve­ren­tes (e que se jul­gam eru­di­tos), estão a con­du­zir a divul­ga­ção do ateísmo e dos valo­res huma­nis­tas para o abismo, afirmando-se, por um lado, defen­so­res da Decla­ra­ção Uni­ver­sal dos Direi­tos do Homem mas, por outro, adop­tando um dis­curso teo­fó­bico, igno­rando o que vem pre­visto naquela decla­ra­ção no que diz res­peito à liber­dade religiosa.

Fico, às vezes, com a sen­sa­ção que os auto­res dessa ala dura do ateísmo naci­o­nal ape­nas pre­ten­dam ali­men­tar um nicho de mer­cado onde se encai­xa­ram e que lhes garante uma cli­en­tela fixa, embora redu­zida. Fico, às vezes, com a sen­sa­ção que os objec­ti­vos últi­mos terão pouco a ver com a pro­mo­ção do ateísmo, mas antes com nar­ci­sismo inte­lec­tual de gosto muito duvi­doso. E isto é ver­dade tanto em rela­ção à mai­o­ria dos tex­tos do Diá­rio Ateísta como em rela­ção à mai­o­ria dos arti­gos do actual Por­tal Ateu. Aliás, se repa­rar­mos bem na qua­li­dade dos comen­tá­rios que pre­do­mi­nam actu­al­mente nos arti­gos em ques­tão, pode­mos facil­mente che­gar a uma con­clu­são sobre o tipo de comen­ta­do­res que atraem. Sendo os arti­gos vazios de argu­men­tos váli­dos e de ideias coe­ren­tes, é natu­ral que atraiam comen­ta­do­res pouco profundos.

Natu­ral­mente, todos os ateus são livres de escre­ve­rem aquilo que muito bem enten­de­rem; não pen­sem é que qual­quer espé­cie de cor­po­ra­ti­vismo ateu os dei­xará isen­tos de cri­tica. É que o ateísmo não é, de facto, uma reli­gião e, por­tanto, não há Papas infa­lí­veis… ape­nas ateus arrogantes.