Vota PAN — Partido pelos Animais e pela Natureza

Hoje é o último dia de cam­pa­nha elei­to­ral. Ama­nhã, como é hábito, é o tão famoso dia de refle­xão. A ques­tão que coloco é sobre o que deve­mos reflec­tir e qual o peso rela­tivo que cada maté­ria digna de refle­xão deverá ter no con­junto total desse pre­ci­oso exer­cí­cio para o qual a Lei Elei­to­ral nos con­cede um pre­ci­oso dia inteiro, imagine-se!

Como é meu hábito, não fico à espera do tal dia de refle­xão para che­gar a con­clu­sões. Custa-me, inclu­si­va­mente, a acre­di­tar que haja assim tanta gente a che­gar a qual­quer con­clu­são nesse dia em par­ti­cu­lar. Mas, enfim, lei é lei… mesmo que não sirva para nada.

Nes­tas elei­ções, ao con­trá­rio de outras, tenho um tipo de pre­o­cu­pa­ção espe­cial, chamemos-lhe pri­mor­dial, e tem a ver com a neces­si­dade de mudança abrupta que me parece essen­cial acon­te­cer em Por­tu­gal, incluindo, natu­ral­mente, a classe polí­tica. Assim, par­tindo do prin­cí­pio que não se muda nada votando nos mes­mos do cos­tume, arrumo logo de uma assen­tada todos os par­ti­dos que têm tido assento par­la­men­tar nas últi­mas legis­la­tu­ras (BE, PCP/PEV, PS, PSD, CDS/PP) . Parece-me óbvio que não se pode aspi­rar à mudança votando nos mes­mos de sempre.

Dos que sobram, arrumam-se bem arru­ma­di­nhos os dema­si­ado à esquerda, os dema­si­ado à direita e aque­les que não exis­tem para serem leva­dos a sério. Depois desta purga, ape­nas encon­tro uma pos­si­bi­li­dade: PAN — Par­tido pelos Ani­mais e pela Natu­reza. Trata-se do único par­tido que usa e abusa da pala­vra ética e isso agrada-me.  Agrada-me que se fale de uma neces­si­dade do regresso da ética à polí­tica, à cul­tura, à ciên­cia, às artes, enfim, ao quo­ti­di­ano da soci­e­dade por­tu­guesa. Agrada-me que se tente esti­mu­lar a eco­no­mia atra­vés de incen­ti­vos à uti­li­za­ção de ener­gias alter­na­ti­vas, que se acabe de vez com as tou­ra­das e que deva exis­tir sem­pre uma alter­na­tiva vege­ta­ri­ana em refei­tó­rios públi­cos; agrada-me que se crie um tecto máximo razoá­vel para as refor­mas e que se incen­ti­vem as famí­lias com ido­sos de forma a que estes não aban­do­nem o seio fami­liar; agrada-me ainda que cri­a­ção de riqueza deva ser sem­pre sinó­nimo de aumento da feli­ci­dade e melho­ria da qua­li­dade de vida… Enfim, agrada-me o slo­gan “Mais Valor aos Valo­res” por­que entendo que um dos nos­sos mai­o­res pro­ble­mas é pen­sar­mos dema­si­ado no custo das coi­sas e não no valor real das mesmas.

Claro que não con­cordo com todo o pro­grama do PAN. Não con­cordo, por exem­plo, com a inclu­são de algu­mas medi­ci­nas ditas alter­na­ti­vas no SNS. Mas, duvido que alguém con­siga con­cor­dar com todo um pro­jecto polí­tico. Por isso, domingo vou votar PAN — Par­tido pelos Ani­mais e pela Natureza.

Para os que gos­tam de tro­ca­di­lhos e brin­ca­dei­ras com o nome do Par­tido, não se esque­çam que todos nós somos ani­mais, mas não somos todos equi­ta­ti­va­mente raci­o­nais; basta ver a quan­ti­dade gente que:

  • Que­rendo que as “coi­sas” mudem vão votar nos mes­mos de sempre
  • Vota para ver se acerta no Par­tido que ganha
  • Não vota por­que já sabe quem vai ganhar
  • Não vota por­que não lhe interessa

Como vêem, razões muito pouco racionais!

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