Ateocentrismo ou os dogmas (de alguns) ateus

Tenho visto, ao longo de todos estes anos em que me tenho debru­çado sobre as ques­tões do ateísmo, muita gente a mis­tu­rar con­cei­tos e a uti­li­zar argu­men­tos de uma forma pro­mís­cua quando se assu­mem como ateus, livre-pensadores, céti­cos, huma­nis­tas, etc.

Alguns ateus que­rem fazer crer outros ateus que o seu ateísmo impõe, obriga, con­di­ci­ona ou implica uma série de deci­sões que estão “rela­ci­o­na­das”, como se esti­ves­sem a jusante do ateísmo e dele deri­vas­sem numa lógica cós­mica. Para esses ateus, está com­ple­ta­mente fora de ques­tão que outros ateus pos­sam ser con­tra a libe­ra­li­za­ção da IVG, con­tra o casa­mento entre pes­soas do mesmo sexo, con­tra as polí­ti­cas de esquerda ou pura e sim­ples­mente que não sejam anti-religião, por exem­plo, ape­nas para citar alguns casos. Con­ti­nue reading…

Top 25 Female Songs — II

Depois da lista de ante­on­tem fiquei com a sen­sa­ção que estava muita coisa em falta. Devo dizer que depois de fazer uma nova lista com outros 25 temas con­ti­nuo ainda a achar que fal­tam alguns temas. Por exem­plo, “Bette Davis Eyes”, de Kim Car­nes, ou a ico­no­grá­fica “Kids in Ame­rica”, de Kim Wilde, entre mui­tas outras! Pro­va­vel­mente, terei que ir à ter­ceira lista…

Top 25 Female Songs

Por mero exer­cí­cio, brin­ca­deira ou o que lhe quei­ram cha­mar, aqui ficam 25 das músi­cas inter­pre­ta­das por vozes femi­ni­nas que eu mais gosto, inde­pen­den­te­mente de estilo, época ou reco­nhe­ci­mento naci­o­nal ou inter­na­ci­o­nal.

Uma nova PAMAP

Realizou-se este sábado a Assem­bleia Geral da PAMAP que ele­geu a nova Direc­ção e o novo Con­se­lho Fis­cal, repondo, assim, a lega­li­dade de todos os órgãos daquela associação.

Quero publi­ca­mente dese­jar o maior sucesso à nova Direc­ção na imple­men­ta­ção do seu pro­grama. Penso que não vai ser fácil, até por­que inclui alguns pro­jec­tos de ele­vada com­ple­xi­dade, quer logís­tica, quer finan­ceira, mas se a Direc­ção con­se­guir dis­tri­buir res­pon­sa­bi­li­da­des, tra­çando objec­ti­vos cla­ros e metas tem­po­rais razoá­veis e, para além disso, as pes­soas que se dis­pu­se­rem a assumi-las as assu­mi­rem de facto, podem acon­te­cer algu­mas coi­sas muito engra­ça­das para o ateísmo em Portugal.

Gos­tava de ter visto um pro­grama mais rea­lista, menos mega­ló­mano, even­tu­al­mente… Receio que a PAMAP ainda não tenha con­di­ções para abra­çar alguns dos pro­jec­tos pro­pos­tos; infe­liz­mente, não é com o tra­ba­lho de ape­nas duas ou três pes­soas que se con­se­guem atin­gir deter­mi­na­dos objec­ti­vos, por muito boa von­tade que se tenha. Mas, pode ser que as peque­nas alte­ra­ções na equipa sur­tam um efeito posi­tivo para a dinâ­mica do grupo. Desejo, sin­ce­ra­mente, que sim!

Pela minha parte, espero con­ti­nuar a ser útil, agora mais amiúde e sem com­pro­mis­sos aos quais não possa res­pon­der. Tenho cons­ci­ên­cia que o asso­ci­a­ti­vismo volun­tá­rio depende da dis­po­ni­bi­li­dade de cada um, mas tam­bém sei que não se devem assu­mir com­pro­mis­sos que, não se cum­prindo, atra­sam o tra­ba­lho volun­tá­rio dos outros.

Boa sorte, PAMAP! Boa sorte para o ateísmo em português!

Susto Informático

Ufa! O meu disco de dados comportou-se durante alguns minu­tos como se tivesse sido total­mente apa­gado!!! Parece que já recuperou!

So Long, 25 anos

Decor­ria o Verão de 1986 quando com­pus uma das músi­cas que mais me reflecte musi­cal­mente. Se não estou em erro, foi dedi­cada a uma ex qual­quer, mas já não me lem­bro bem a qual, o que é per­fei­ta­mente razoá­vel pas­sa­dos 25 anos!

Esta música foi gra­vada a pri­meira vez num Fos­tex X-30 ainda nos anos 80, numa ver­são em que con­tava com segun­das vozes, e depois, mais tarde, num sis­tema Tri­ple DAT da Cre­amware, já no final dos anos 90. É essa a ver­são que podem ouvir mais abaixo. Em ambos os casos con­tou sem­pre com a pre­ci­osa par­ti­ci­pa­ção do Antó­nio Bar­bosa, no pri­meiro caso nas vozes e no vio­lino e no segundo caso com o vio­lino ape­nas. O con­tri­buto da musi­ca­li­dade do Antó­nio Bar­bosa a esta música é enorme e muita da per­so­na­li­dade que a música ganhou deve-se exac­ta­mente ao seu tra­ba­lho de vio­lino. Obri­gado, Tó!

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Podcast Portal Ateu

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O PAN promete

No dis­trito de Lis­boa, o PAN ficou em 5º lugar e a escas­sos 5 mil votos de ele­ger um deputado

Apu­ra­dos os prin­ci­pais resul­ta­dos que deram a pre­vi­sí­vel vitó­ria ao PSD e a res­pec­tiva mai­o­ria aos par­ti­dos ditos de direita, importa, no que me diz res­peito, ana­li­sar os resul­ta­dos do par­tido em que votei, o PAN — Par­tido pelos Ani­mais e pela Natu­reza.
Antes de mais, deve salientar-se que o PAN ape­nas foi ofi­ci­a­li­zado em Janeiro deste ano e que, por­tanto, se trata ainda de uma estru­tura pra­ti­ca­mente expe­ri­men­tal e com­ple­ta­mente inex­pe­ri­ente neste tipo de acções poli­ti­cas, pelo menos enquanto orga­ni­za­ção autónoma.

Assim, o mérito do PAN está nas ideias que pro­move, no con­ceito de ética e devo­lu­ção do real valor das coi­sas à soci­e­dade por­tu­guesa, bem como de rea­lís­ti­cas pre­o­cu­pa­ções ambi­en­tais e de uti­li­za­ção dos recur­sos natu­rais; não atinge, segu­ra­mente, os resul­ta­dos que atin­giu hoje por fide­li­za­ção do elei­to­rado, pelo bene­fi­cio do voto útil ou por se pres­tar a ser um voto con­tra o que quer que seja. Os resul­ta­dos são, sem dúvida, obti­dos gra­ças ao con­teúdo do pro­grama elei­to­ral e à forma como este foi che­gando à popu­la­ção em geral.

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Votar é civismo

Hoje, pela pri­meira vez em mui­tas elei­ções, assisti a filas para as mesas de voto e a engar­ra­fa­men­tos de trá­fego nas pro­xi­mi­da­des dos locais de voto por onde pas­sei. Não sei se no final do das con­ta­gens as taxas de abs­ten­ção serão muito meno­res do que tem sido habi­tual nos últi­mos actos elei­to­rais, mas que senti uma dinâ­mica maior à volta das mesas de voto, senti.

Como é cos­tume, saio do edi­fí­cio da escola onde cos­tumo votar com uma sen­sa­ção de dever cum­prido ape­nas com­pa­rá­vel à sen­sa­ção de bem-estar que sinto sem­pre que vou dar san­gue. Sinto-me bem comigo, com os outros e com o mundo… Tenho em ambas as

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