ManifClima

Realizou-se ontem, em Lis­boa, a pri­meira mani­fes­ta­ção con­tra as con­di­ções cli­ma­té­ri­cas. Quem mais do que o “no-nonsense” do Pedro Tochas para levar a cabo tama­nha organização?

Frio

Depois de vários dias de calor, é bom sen­tir um pouco de frio novamente.

O Bairro Alto e os horários Quasimodos

Desde 1 de Novem­bro de 2008 que os bares do Bairro Alto são obri­ga­dos, por uma lei cama­rá­ria dis­cri­mi­na­dora, a encer­rar às 02h00. É um horá­rio atar­ra­cado, manco e mar­reco. A lei trata de igual modo todos os esta­be­le­ci­men­tos de bebi­das, quer tenham ou não capa­ci­dade para alber­gar no seu inte­rior os seus cli­en­tes, quer tenham ou não sis­te­mas de inso­no­ri­za­ção, quer tenham ou não uma oferta de valor turís­tico e cul­tu­ral… É uma lei à medida de pes­soas sem a mínima noção de con­cei­tos turís­ti­cos que pri­vi­le­gia a cas­tra­ção empre­sa­rial ao inves­ti­mento em oferta de qualidade.

Há já algum tempo dei uma entre­vista a um grupo de estu­dan­tes de Comu­ni­ca­ção Social para uma peça sobre os novos horá­rios do Bairro Alto. O tra­ba­lho des­ses estu­dan­tes apa­re­ceu agora no YouTube.

Jantar de ex-alunos da Luisa de Gusmão

Regu­lar­mente, lá nos vamos encon­trando. Come­çá­mos em 1997 quando eu e o Rui Ave­lar tive­mos a tra­ba­lheira de reu­nir uma turma (quase) inteira de ex-colegas que não se viam, na sua mai­o­ria, há quase 20 anos. A coisa evo­luiu e rapi­da­mente se trans­for­mou em algo muito mais vasto do que encon­tros de ex-colegas de turma. Agora, é mais um encon­tro geracional.

Ficam as fotos para a pos­te­ri­o­ri­dade e… venha o próximo!

Vêm aí as eleições!

Vêm aí as elei­ções e ape­nas me ape­tece recor­dar a opi­nião de Ber­trand Rus­sel sobre os políticos:

A habi­li­dade espe­cí­fica do polí­tico con­siste em saber que pai­xões pode com maior faci­li­dade des­per­tar e como evi­tar, quando des­per­tas, que sejam noci­vas a ele pró­prio e aos seus ali­a­dos. Na polí­tica como na moeda há uma lei de Gresham; o homem que visa a objec­ti­vos mais nobres será expulso, excepto naque­les raros momen­tos (prin­ci­pal­mente revo­lu­ções) em que o ide­a­lismo se con­juga com um pode­roso movi­mento de pai­xão inte­res­seira. Além disso, como os polí­ti­cos estão divi­di­dos em gru­pos rivais, visam a divi­dir a nação, a menos que tenham a sorte de a unir na guerra con­tra outra. Vivem à custa do «ruído e da fúria, que nada sig­ni­fi­cam». Não podem pres­tar aten­ção a nada que seja difí­cil de expli­car, nem a nada que não acar­rete divi­são (seja entre nações ou na frente naci­o­nal), nem a nada que reduza o pode­rio dos polí­ti­cos como classe.

Ber­trand Rus­sell, in ‘Ensaios Cép­ti­cos: A Neces­si­dade do Cept­cismo Político’