Identificação e detecção electrónica de veículos

Cavaco Silva pro­mul­gou o diploma que auto­riza o governo a legis­lar sobre a ins­ta­la­ção obri­ga­tó­ria de um dis­po­si­tivo elec­tró­nico de matrí­cula em todos os veí­cu­los moto­ri­za­dos (ler notí­cia).

Mesmo tendo em con­si­de­ra­ção as res­sal­vas de Cavaco Silva quanto ao cui­dado que o legis­la­dor terá que ter quanto ao direito à pri­va­ci­dade dos cida­dãos, não deixo de me sen­tir revol­tado com a neces­si­dade de con­trolo abso­luto e obri­ga­tó­rio que este pro­jecto insinua.

Pena que quando da aná­lise a este diploma Cavaco Silva não tivesse no mesmo “mood” que quando ana­li­sou a nova lei do divór­cio. É que, parece-me, as reco­men­da­ções do PR não são sufi­ci­en­tes; da mesma forma que não pro­mul­gou a lei do divór­cio por mani­festa insu­fi­ci­ên­cia de espe­ci­fi­dade na sal­va­guarda dos direi­tos dos filhos, tam­bém neste caso se jus­ti­fi­ca­ria a mesma ati­tude face à insu­fi­ci­ên­cia de garan­tias do res­peito pela pri­va­ci­dade dos cidadãos.

A ques­tão agrava-se sabendo que o governo terá que recor­rer a par­cei­ros pri­va­dos para imple­men­tar e man­ter este sis­tema supér­fluo e dis­pen­di­oso. A pro­tec­ção de dados é um assunto dema­si­ado delicado.

Não temos o direito de cir­cu­lar pelos espa­ços públi­cos do nosso país sem que nin­guém saiba? Desde quando? Sugiro a subs­cri­ção da peti­ção online con­tra a imple­men­ta­ção deste método fas­cista de con­trolo de bens e pessoas.

Três de seguida

Vou ini­ciar aqui uma série de arti­gos, pro­va­vel­mente sema­nais, onde colo­ca­rei três da minha músi­cas favo­ri­tas de todos os tem­pos. A série chamar-se-á “Três de Seguida”.

Para este pri­meiro artigo, teria que colo­car um tema dos meus três artis­tas favo­ri­tos: Bea­tles, Cat Ste­vens e Pink Floyd. Estes são os meus favo­ri­tos por­que pra­ti­ca­mente que desde sem­pre ocu­pa­ram essa posi­ção, por­tanto eu mesmo não con­testo a sua titu­la­ri­dade nos três pri­mei­ros lugares.

Con­ti­nue reading…

Mais preciosidades da net

TinEye — Há dias de sorte na web… Hoje foi um deles. Des­co­bri o motor de busca TinEye, uma espé­cie de Goo­gle dedi­cado a ima­gens. Aquilo que o Goo­gle faz com pala­vras, o TinEye faz com fotos. Vejam o vídeo que ficam a per­ce­ber tudo.

Hit Me Later — Não se trata de um novo sucesso de Brit­ney Spe­ars mas antes de um pequeno ser­viço online que pode fun­ci­o­nar omo auxi­liar de memó­ria. A página de entrada é escla­re­ce­dora. Tem ainda a van­ta­gem de não soli­ci­tar qual­quer registo.

BLTC Rese­arch — Um pro­jecto curi­oso que surge — tal­vez — dema­si­ado cedo para que lhe seja dado o devido valor. A jeito de resumo, diz assim no ini­cio dos objec­ti­vos: “BLTC seek to abo­lish the bio­lo­gi­cal subs­tra­tes of suf­fe­ring. Not just in humans, but in all sen­ti­ent life”

Benfica, Sporting, Porto…

Embora o título esteja orde­nado pela meu grau de sim­pa­tia, não passo car­tu­cho a fute­bol. É para mim uma doença ter que come­çar a atu­rar os tele­jor­nais que des­per­di­çam metade do seu tempo com notí­cias sobre lesões, trans­fe­rên­cias, foras-de-jogo e lava­gem de roupa suja entre dirigentes.

Eu nem sem­pre fui assim. Na minha juven­tude, ia ver quase todos os jogos do Ben­fica no Está­dio da Luz. Depois, o fute­bol dei­xou de ser des­porto e pas­sou a ser negó­cio e eu dei­xei de ser adepto e pas­sei a ser uma espé­cie de arre­pen­dido do fute­bol. A coisa tem-se vindo agra­vando; até há uns anos atrás ainda via os jogos do Ben­fica. Depois pas­sei a ador­me­cer mesmo durante esses e pas­sei a ver só os da selec­ção. Neste cam­pe­o­nato da Europa, já nem a selec­ção mexeu comigo!

Venham de lá esses nove ou dez meses de mar­tí­rio; entre­tanto, já come­cei a habi­tuar o pes­soal cá em casa a sin­to­ni­zar na RTP 2 durante a hora do jantar.

Bye, bye… hi5

Já não estou no hi5! Cansei-me de rece­ber con­vi­tes de ami­zade de gente que eu nunca vi mais gorda e com quem me evi­ta­ria cru­zar na rua. Durante cerca de 2 anos, o hi5 não con­tri­buiu em nada para melho­rar a minha pre­sença na net, nem con­tri­buiu em nada para o meu enri­que­ci­mento pes­soal. Assim, can­ce­lei a minha conta.

Se calhar sou eu que não acho graça a esta onda de “social networks” gene­ra­lis­tas. Tal como acon­te­ceu a espe­ci­a­li­za­ção dos blogs há uns anos atrás, penso que o cami­nho para as redes soci­ais é tam­bém o da especialização.

Que­ria aca­bar com um lacó­nico “foi giro enquanto durou”, mas não teve piada nenhuma.

À deriva pela net

Por­tal Ateu — De cara lavada e ves­tido de azul

The Venus Pro­ject — Um design alter­na­tivo para a nossa cul­tura; rein­ven­tar o futuro, eli­mi­nar a guerra, a fome, a morte, a pobreza, o crime e — imagine-se — os impos­tos! Tudo com pre­o­cu­pa­ções ambi­en­tais. Trata-se de um ambi­ci­oso pro­jecto lide­rado pelo visi­o­ná­rio Jac­que Fresco

Get Mooh — Para nos livrar de situ­a­ções (pre­vi­si­vel­mente) incó­mo­das de carác­ter pri­vado ou social. Pro­gra­ma­ção um tele­fo­nema para uma deter­mi­nada hora e está arran­jada a des­culpa para uma saída airosa.

Free Music Soft­ware — Blog dedi­cado a pro­mo­ver fer­ra­men­tas de soft­ware gra­tuí­tas para pro­du­ção de áudio

Elgg 1.0 — O soft­ware open source para criar redes soci­ais. Pro­va­vel­mente, o site do Palpita-me irá ter uma sec­ção base­ada neste software.

I Met the Walrus” — Um magnífico tributo a John Lennon

I met the Wal­rus” é um exce­lente tra­ba­lho de vídeo feito “em cima” de uma entre­vista de 1969, ori­gi­nal­mente ape­nas em áudio. A entre­vista foi con­du­zida por Jerry Levi­tan, na altura com ape­nas 14 anos, que se con­se­gui “infil­trar” no quarto de hotel de Lennon.

Com ani­ma­ções de Josh Ras­kin, o vídeo na sua inte­gra tem a dura­ção de 40 minu­tos e foi nome­ado para os Ósca­res de 2008 na cate­go­ria de “Curta de Ani­ma­ção” e ganhou o Fes­ti­val de Manhat­tan de Curta Metragens.

Jamendo — boa música grátis, quer dizer, de borla

Jamendo

Jamendo — toda a música que pre­cisa, de borla

Uma das gran­des van­ta­gens das novas tec­no­lo­gias é que não per­mi­tem que alguns mono­pó­lios se eter­ni­zem. Ao dis­po­ni­bi­li­za­rem novas fer­ra­men­tas, pro­vo­cam dina­mis­mos no mer­cado ante­ri­or­mente ine­xis­ten­tes. A inter­net, as redes peer-to-peer e o mp3 por um lado e as fer­ra­men­tas digi­tais para cri­a­ção e pro­du­ção de música por outro, revo­lu­ci­o­na­ram com­ple­ta­mente o pro­cesso cri­a­tivo e de dis­tri­bui­ção do pro­duto final musical.

Mais do que isso, alte­ra­ram o con­ceito de pro­duto final. Só que algu­mas pes­soas ainda não repa­ra­ram ou sim­ples­mente estão dema­si­ado assus­ta­das para o admi­tir. Até há algum tempo atrás, o pro­duto final da música era a cópia do registo fono­grá­fico da obra, vulgo disco, cas­sete, etc. Hoje em dia, já não é assim. A livre dis­tri­bui­ção de música pela net, embora ile­gal segundo os para­me­tros “medi­e­vais” de alguns, pro­vo­cou uma alte­ra­ção rele­vante no con­ceito de pro­duto final; já não é o disco que se pre­tende ven­der, mas sim o espec­tá­culo ao vivo e, em alguns casos, ape­nas a publi­ci­dade no web­site de pro­mo­ção musical.

Por outro lado, existe uma nova opor­tu­ni­dade para à “caro­lice” ser dado o esta­tuto artís­tico. Fazer música por pra­zer, mesmo que essa não seja a prin­ci­pal fonte de ren­di­mento, e ver o tra­ba­lho reco­nhe­cido, não pelo número de com­pra­do­res de um disco ou CD, mas pelo número de visi­tas a um web­site ou pelo número de down­lo­ads de um mp3. Afi­nal, sem­pre foi essa a prin­ci­pal moti­va­ção de qual­quer artista que se preze.

Isto e muito mais pode ser facil­mente cons­ta­tado no Jamendo. Vari­e­dade, quan­ti­dade e qua­li­dade, tudo de borla. Vale bem a pena uma visita.

Algu­mas reco­men­da­ções de esti­los diversificados:

  • Kolo­kón — Rock’n’Roll Patxuko
  • Ruth The­o­dore — Worm Food
  • Hype — Lies and Speeches
  • Kil­ling Jazz — Kil­ling Jazz
  • Slim — Inters­tate Medicine