Arquivo para Junho, 2008

Mais três exoplanetas

Ciência 2 Comentários »

Astrónomos europeus anunciaram a descoberta de mais 3 exoplanetas, desta feita em redor da estrela HD 40307.

Ao ritmo a que estes exoplanetas estão ser descobertos, qualquer dia temos uma indústria à volta da actualização da equação de Drake. Como sempre fui muito optimista em relação à vida extraterrestre, encaro estas descobertas com muita naturalidade e boa disposição.

Mas, uma pergunta se coloca: e Deus, pá, onde é que se encaixa nisto tudo?

O Meme Ateísta

Ateísmo, Portugal Sem Comentários »

Na blogosfera ateísta em inglês começou a circular um “meme” com 10 perguntas sobre ateísmo. Vou tentar espalhar o “meme” também em português.

Q1. Como definirias “ateísmo”?
Na sua forma mais simples, a ausência de crença em deuses.

Q2. Tiveste uma educação religiosa? Se sim, de que tipo?
Não. Os meus pais fazem parte do grande clube dos “não praticantes” e tive a sorte, ainda muito novo, de conhecer algumas pessoas que me estimularam a colocar questões em vez de encontrar respostas fáceis.

Q3. Usando apenas uma palavra, como descreverias o “design inteligente”?
Hilariante.

Q4. Que campo científico mais te interessa?
Macro interesse: viagens espaciais

Micro interesse: o estudo do genoma humano

Q5. Se pudesses mudar algo na “comunidade ateísta”, o que seria?

Quase tudo. Penso que a maioria dos ateus não sabem distinguir as pessoas das suas crenças e se concentram demasiado na critica fácil em prejuízo de um maior investimento na divulgação do racionalismo e humanismo.

Q6. Se um filho teu te dissesse que tinha optado pela vida clerical, qual seria a tua primeira resposta?
Deve ser 1 de Abril!

Q7. Qual o teu argumento teístico favorito e como é que o refutas?
Não tenho um argumento favorito, mas reconheço que há uns muito engraçados.

Q8. Qual o teu ponto de vista mais controverso (na perspectiva dos outros ateus)?
Que passar a vida a dizer mal das religiões e dos crentes é absolutamente infrutífero para o ateísmo.

Q9. Dos “quatro cavaleiros do ateísmo” (Dawkins, Dennett, Hitchens and Harris) qual é o teu preferido e porquê?
Não tenho um favorito, mas Hitchens é seguramente alguém com quem não simpatizo.

Q10. Se pudesses convencer apenas um teísta a abandonar as suas crenças, quem seria?

Ninguém! Não me compete convencer ninguém a mudar as suas crenças. Se, através do estímulo ao pensamento crítico, algumas pessoas revirem as suas posições, tanto melhor para elas.

Nomeia outros 3 blogs para espalharem o meme:

1. Que Treta!
2. Random Precision
3. Filosofia Ateísta

O Mercado das Almas

Ateísmo, Religião Sem Comentários »

Enquanto ateu, não me passa pela cabeça que não exista liberdade religiosa. Cada individuo deve ter o direito de escolher se quer fazer parte de uma religião e de qual.  Quis começar por aqui porque tenho noção que o que vou escrever vai soar a alguns como exactamente o contrário. Mas não é!

O maior favor que se pode fazer às religiões é permitir essa liberdade religiosa, deixá-las competir entre si, criando uma espécie de economia de “mercado das almas”; ao contrário da regra do “dividir para reinar”, neste caso pode-se mesmo dizer “dividir para proliferar”.

A predisposição para a crença tem um habitat ideal nesta sociedade onde se respeita a liberdade religiosa: quem já não se convence com o que uma tem para oferecer - ou vender, na maioria dos casos -, depressa encontrará alternativas de oferta e preço no vasto “mercado das almas”.

São óbvias as técnicas comerciais utilizadas por alguns agentes deste prolífico mercado: canais de televisão, programas de rádio ou mesmo emissoras próprias, cerimónias religiosas que mais lembram concertos rock de mau gosto e, finalmente, a promessa do bem mais apetecido: a vida eterna!

Realmente, quem no seu perfeito juízo pode resistir a tamanha oferta?

O que não deixa de ser curioso é que quem mais defende a liberdade religiosa (ateus, agnósticos, humanistas, laicos, etc) são exactamente aqueles que menos têm a ganhar com ela; mas, a razão é simples: sabemos que a democracia, a igualdade e a liberdade de escolha são muito mais importantes e indispensáveis do que a vida eterna, a moeda de troca do “mercado das almas”.

Reflectir o meu ateísmo - Parte 5

Ateísmo Sem Comentários »

Sistemas amorais

É inevitável a conotação moralista com que os sistemas de crenças impregnam as suas doutrinas. O “Bem” e o “Mal” transformam-se, pois, em caprichos divinos onde a razão e a liberdade individual não têm lugar, sujeitando-se a valores de outros, quase sempre antepassados pouco credíveis e eles próprios tantas vezes exemplos de uma conduta questionável.

A questão dos falsos moralismos é talvez a que mais me aborrece nas religiões. Sem respeito pela liberdade pessoal de cada um conduzir a sua vida como muito bem entender, criam-se balizas artificiais para a conduta individual em contradição com o argumento oportunista do livre arbítrio. Note-se que eu sou um defensor do livre arbítrio e não dou muita credibilidade às teorias deterministas, mas tudo na religião aponta no sentido do determinismo, excepto quando se tem que desresponsabilizar deus e responsabilizar a Humanidade. Por isso critico o oportunismo da argumentação do livre arbítrio na religião.

A ideia de que cada um de nós terá que se sujeitar às opções de vida, à conduta comportamental ou às regras éticas de outros por “razões” metafísicas trata-se do maior atentado à liberdade pessoal, incentiva ódios e a ostracização social de quem não segue a norma.

Para um ateu, ao contrário do que nos querem fazer crer – no caso de Portugal, a ICAR e, lamentavelmente, o Ministério da Educação -, religião e moral não cabem no mesmo saco. A conduta moral de cada um é totalmente independente do resto da sociedade enquanto aquela não interferir com a liberdade dos outros. E por interferência não se podem entender os afrontamentos a conceitos de decência, vergonha ou respeito ideológico/religioso.

A confusão surge muitas vezes por se confundirem valores como moral e civismo. São coisas diferentes. Viver com padrões de ética diferentes da norma ou diferentes dos nossos não significa que se vive sem padrões de ética.

Assim, a moral imposta pela religião não só é castradora da liberdade individual, como também contribui para a intolerância e o desrespeito por outras opções de conduta pessoal, factores que tantas vezes conduzem à homofobia, ao sexismo, ao racismo e à xenofobia, etc. Por outro lado, adquirir um determinado padrão ético através de um processo de chantagem face a um sistema de punição versus recompensa, parece-me, em si, pouco abonatório para a capacidade intrínseca de saber distinguir o “Bem” do “Mal”.

Finalmente, ser-se ateu – como ser-se religioso – é, por si só, uma definição completamente amoral. Não é no não acreditar ou no acreditar que residem os factores que nos transformam em agentes morais ou imorais.

Reflectir o meu ateísmo:

  1. O que o meu ateísmo não implica
  2. As insuficiências do agnosticismo
  3. Promover uma laicidade pró-activa
  4. A desnecessidade de crer

Hubble Deep Field

Ciência Sem Comentários »


Hubble Deep Field: The Most Imp. Image Ever Taken - The funniest home videos are here

Subscrição por RSS de novo operacional

Sobre o Blog Sem Comentários »

Por motivos alheios à minha vontade (e à minha compreensão) o feed RSS deste blog via FeedBurner esteve durante uns dias inoperacional. A situação já se encontra regularizada.

A todos os que subscrevem o feed, as minhas desculpas.

Provar a negação

Diversos Sem Comentários »
clipped from www.prospect-magazine.co.uk

No self-respecting theist would go so far as to claim that “you cannot prove the non-existence of God” entails “God exists.” As mentioned, their point is merely to leave open the possibility that such a being might exist. But Sagan’s dragon dashes even this hope. For one can show that it is absurd, irrational, intellectually irresponsible or even lunatic to believe that fairies, goblins, the Norse gods, the Hindu gods, the gods of early Judaism (yes, there were several: go check), and so endlessly on, “might exist.” It would compound the felony a millionfold to grant this and yet insist that one’s own (Christian or Muslim, say) deity “nevertheless” exists or might exist.


For a simple case of proving a negative, by the way, consider how you prove the absence of pennies in a piggy-bank.
  blog it

Mais do mesmo

Mundo Sem Comentários »

Com o afastamento de Hillary Clinton da corrida às presidenciais norte-americanas, restam dois candidatos altamente conotados com o conservadorismo cristão das terras do tio Sam. Adivinham-se mais uns anitos do mesmo… infelizmente.