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Uma prenda para um amigo

21 Outubro, 2007

Tenho um amigo que assume frontalmente (e muito bem) o seu cristianismo e a sua homossexualidade. Ele está quase a fazer anos. Acho que vai gostar desta prenda.


Arquivado em Humor, Religião |

33 Comentários a “Uma prenda para um amigo”

  1. António Diz:

    Oferecer a um amigo e cristão,como prenda de aniversário,um dildo com a simbologia do martírio de Cristo é não ter a menor noção do sentido intrínseco da Amizade e do respeito que é devido às convicções ímtimas de cada um…

  2. Cristiano Diz:

    Esse é o consolo que o Antônio usa a noite no quarto?

  3. Helder Sanches Diz:

    Cristiano,

    Deixe lá as noites do António em paz, isso é lá com ele.

    António,

    Aos amigos oferece-se aquilo que sabemos que eles irão gostar, não as coisas de que nós próprios gostamos. Pelo vistos, você está convencido que só existe uma forma de ser cristão. Eu, neste caso, acho que você está enganado. Depois conto-lhe as manifestações de satisfação do meu amigo.

    Não deixa de ser curioso, no entanto, que você volte a fazer juízo de valor sobre a amizade e o respeito entre terceiros. Começa a ser preocupante essa sua obsessão em julgar os outros pelos seus padrões morais.

  4. António Diz:

    Ah…agora temos o Cristiano a tirar as dores pelo Helder.Quer conversa é Cristiano ? Está-se mesmo a ver que você não entendeu rigorosamente nada do meu primeiro comentário,senão não se punha a tergiversar para caminhos ínvios ao sentido da minha intervenção.
    Olhe,porte-se bem e deixe-me a debater com o Helder aquilo que tem a ver com a nossa conversa,que já é suficientemente crescido para não precisar de apoios de circunstância.

    Agora,entre nós Helder:

    Se você coloca textos para serem comentados,não tem que se queixar que os comentadores comentem os seus textos,em conformidade com os juizos lógicos(e também morais,porque não ?) que deles se extraem.
    Ou você acha que pode debitar discursivamente tudo o que lhe passa pela real gana sem que haja dicussão,contraditório e divergência de posições éticas e morais ?
    Como sabe,e você não é nenhum inocente,todos aferimos os comportamentos humanos e sociais pelos nossos padrões éticos e você não é excepção.Faz exactamente o mesmo.
    No caso a que me reporto,você faz-me lembrar aqueles meninos da escola que lançam pedras para atingir destinatários terceiros e depois fingem que não é nada com eles,ficando o sacrossanto ou profano tempo a assobiar para o ar,com atitude muito cândida.
    Poupe-nos a isso ó Helder…

  5. Helder Sanches Diz:

    Ai António, António,

    Você comente os meus textos à sua vontade mas não se baralhe nem tente baralhar que não lhe fica bem.

    Você fala de juízos lógicos e morais como se de legalidades se tratassem. Pois fique a saber que não são. Nenhum valor é censurável se não infringir a lei. E, como deve calcular, não é à lei de deus que me refiro.

    Você pode escolher o seu caminho, seja ele qual for, desde que seja um caminho legal, mas não o pode nem deve tentar impor aos outros.Isso é muito feio e pouco recomendável; certamente não gostaria de se ver obrigado a viver pelos meus padrões morais. E, repare, que também não valorizo a moralidade, apenas a diferencio. A sua conduta moral não é nem melhor nem pior que a minha e vice-versa. Serão diferentes apenas.

    Repare, essa é a essência da minha forma de encarar o ateísmo; não defendo a aniquilação das religiões, apenas luto para que elas sejam um acontecimento privado para quem as professar. Parece-me que você ainda não tinha entendido isso ou, simplesmente, não quis entender.

  6. António Diz:

    Você é mestre na arte de obnubilar,meu caro Helder.Tem passado todo o tempo do seu blogue a arremeter invectivas contra sentimentos religiosos respeitáveis,desde,que me lembre,o momento em que se dirigiu a Maria de Belém como “virgem concumbina” até agora,em que achou apropriado,fazer piada com a exibição de um dildo,incorporando a imagem de Cristo.
    E depois acha estranho-espanto dos espantos-que alguém se insurja contra essa atitude,a meu ver,desrespeitosa e ofensiva desses sentimentos.
    Curiosa a sua dialéctica “democrática”.
    Imagine que,por exemplo,o Helder observa alguém urinando sobre a campa de algum ente querido.
    (E,convenhamos,que urinar é um acto tão natural quanto o sexo…)
    Que diria a tão insóita personagem ?
    “Faça favor,esteja à vontade,que eu não tenho o direito de impor as minhas concepções morais ou os meus sentimentos a quem se determina por outros pressupostos de vida ?”
    Ou imagine que alguém se lembra de construir um dildo com a imagem da sua filha ?
    Vai dizer ao autor de tão estranho artefacto que “faça favor de estar descansado que eu não vou invectivá-lo com a susceptibilidade dos meus sentimentos ?”
    Pois é,não faças aos outros aquilo que não gostarias que te fizessem a ti é um bom critério para aferirmos o que é justo ou não é ?
    Ou você discorda ?…

  7. Helder Sanches Diz:

    Diz o António:

    “Pois é,não faças aos outros aquilo que não gostarias que te fizessem a ti é um bom critério para aferirmos o que é justo ou não é ?”

    Não, não é. Isso é apenas um critério para você justificar a imposição dos seus critérios morais aos outros.

    “Não faças aos outros aquilo que eles não querem que lhes façam”, essa é que deveria ser a regra que você deveria apregoar como justa e democrática. Faça um exercício e verifique se o mundo não seria mais feliz assim, sem as constantes tentativas de imposição de moralidades alheias.

    Claro que, uma vez mais, você preferiu esquecer completamente aquela parte em que eu falei de ser legal ou não. Pura e simplesmente ignorou essa minha observação como se não tivesse importância nenhuma.

    Mas vamos a este caso concreto; se eu me orientasse pela sua regra, nunca ofereceria este dildo - ou qualquer outro, de facto - ao meu amigo. Mas, porque sei que ele gostará, tem sentido de humor e provavelmente lhe dará bom uso (como ele entender), acho, portanto, que é uma excelente lembrança.

  8. António Diz:

    Quer a minha opinião ? Pois aí a tem:Os tribunais é que estão em condições de dizer se a exibição pública de um dildo contendo a crucificação de Cristo se enquadra ou não no crime de ofensa a sentimentos religiosos,que a nossa Lei prevê.Mas,em minha opinião,ainda que se enquadre,estou convicto que Cristo rejeitaria em absoluto que fosse apresentada qualquer queixa por esse facto.É essa a superioridade moral do Seu legado ético.
    Quanto ao mais,já estamos conversados.Você adora imiscuir-se,por vezes,de forma vem grosseira,na atitude religiosa,que só a cada um diz respeito,mas fica todo melindrado quando alguém o põe em cheque…

  9. O que fazer aos outros? : Helder Sanches Diz:

    […] isto a propósito deste artigo, onde o comentador António se acha no direito de avaliar o que é ou deixa de ser moralmente […]

  10. Malamen Diz:

    O António quer papinha… quer, quer!…

  11. António Diz:

    Olha,mais um Malamen,em jeito de assessor de serviço do Helder…Só é pena limitar-se a uma vacuidade de linguagem,que nada adianta para a controvérsia.

    Quanto a si Helder,fico na expectativa de que você queira dizer qual a posição que assumiria se,em relação à prenda que se propunha oferecer ao seu amigo,no dildo estivesse,em vez da cruz de Cristo,a figura de qualquer dos seus entes queridos ou você próprio…

  12. Zeca Diz:

    Caro António, faça um favor à comunidade cristã deste país e deixe de ser picuinhas e mesquinho. Sou cristão, católico e praticante, pois sinto que há mais na vida do que ser apenas um amontoado de células orgânicas, mas isso não significa que tenho de andar armado em nariz empinado a ameaçar e a tentar controlar a vida dos outros.

    Como já disse, sou católico praticante, mas não aceito de mão beijada tudo o que sai do Vaticano. Tenho as minhas próprias ideias, como por exemplo uma real igualdade entre os homens e as mulheres, coisa que a Igreja actual não promove. Sou católico praticante, mas também sei ver que há falsas verdades que devem ser combatidas no seio da Igreja.

    Queremos ambos o melhor para os irmãos de Cristo, que são todos, quer o aceitem ou não como irmão, não é verdade?

  13. Bruno Miguel Resende Diz:

    Caro Hélder, embora sem conhecer o seu amigo, “nem a ti pessoalmente”, acho que é a prenda ideal que um ateu pode fornecer a um amigo seu cristão e homosexual. Para além da originalidade evidente, e retirando outros traços de personalidade pessoais, um dildo cristão é de facto uma ideia originalíssima perante duas pessoas com partilha de vivências diferentes. Relativamente aos comentários aqui deixados, tais como “Imagine que,por exemplo,o Helder observa alguém urinando sobre a campa de algum ente querido.”, apenas posso dizer… wtk?

    Existe uma ligação entre dildos com formas de iconografias religiosas e urinação em campas? Deve ser conseguida a ligação por um caminho incrivelmente sinuoso… Parece existir algures uma centelha de ódio. À homosexualidade? À irreligiosidade? Aos dildos? Ao sexo em geral? Escritas tortas em linhas direitas…

    Cumprimentos.

  14. António Diz:

    Caro Zeca,continue a pensar pelas suas próprias ideias e,se acha que o assunto que debatemos,não merece qualquer censura e indignação,como católico e praticante, assuma-se ,mas faça-me você o favor de não se arvorar em juiz da minha consciência quando eu entender que devo assumir as posições críticas que muito bem entender.

  15. António Diz:

    “Parece existir uma centelha de ódio”,mas só na sua cabecinha Bruno.Vê-se mesmo que não entendeu nada de substancialmente relevante…Palavras ocas…

  16. Zeca Diz:

    Caro António, se acha que eu não me devo arvorar em juiz da sua consciência, por que é que tenta tanto arvorar-se em juiz da consciência dos outros?

  17. Helder Sanches Diz:

    Vantagem do Zeca…

  18. António Diz:

    Está muito enganado Zeca.Se você se der ao trabalho de ler atentamente os meus comentários,verá que me limitei a insurgir-me contra o facto de não ter apreciado que o Helder tivesse,de forma que achei grosseiramente ofensiva de respeitáveis sentimentos de religiosidade cristã,divulgado um dildo com a imagem de Cristo crucificado.
    Até agora,o Helder não se dignou responder às questões interpelatórias que lhe coloquei.
    O silêncio dele é eloquente(limitando-se a este aparte de solidariedade consigo,de “juiz” em causa própria,”independente”,da suposta “Vantagem do Zeca”…)
    Você tem todo o direito de,enquanto cristão,católico e praticante,achar muuto bem a divulgação do dito dildo,nas condições de figuração em que o mesmo se apresenta.É a sua opinião.A minha é diferente.
    Você não se arvora em juiz de consciências alheias quando nada objecta a tal divulgação.
    Nem eu.Limito-me a manifestar,tal como o Zeca,a minha opinião de cidadão livre.
    Pelos vistos,muito distinta das que vieram agora à liça em apoio da atitude do Zeca.
    Os actos ficam com quem os assume.Eu fico de consciência traquila ao manifestar a minha indignação.
    Espero que você também fique tranquilo com a sua ,de cidadão livre,cristão e católico praticante.
    Mas poupe-me à atitude censória de condicionar a minha automonia de vontade crítica.
    Que já sou suficientemente crescidinho para pensar por mim,ainda que isso signifique estar sozinho a defender os valores éticos em que acredito.

  19. António Diz:

    “Pelos vistos,muito distinta das que vieram agora à liça em apoio da atitude do Helder”,quis eu dizer…

  20. Bruno Miguel Resende Diz:

    Caro António,

    ““Parece existir uma centelha de ódio”,mas só na sua cabecinha Bruno.Vê-se mesmo que não entendeu nada de substancialmente relevante…Palavras ocas…”

    Tanto quanto as suas, confundir iconografias com pessoas é excessivamente oco e deveras demonstrante de uma fraca cognição da concretude das coisas. O meu comentário supõe o conhecimento (cultura geral) das diferenças entre iconografias, idolatrias e Seres Humanos. Simples, clarividente.

    Cumprimentos.

  21. Zeca Diz:

    Caro António, ninguém é contra o seu direito de manifestação de opinião. Peço-lhe é que não seja contra o direito de manifestação de opinião dos outros. Acima de tudo, compreenda o local em que está, a «casa» de um ateu que gosta, entre outras coisas, de provocar, de chamar a atenção através do chamado «shock-value». E você continua a morder o isco.

    Não pense que estou a defender o autor deste blog, pois não estou. Simplesmente acho que ele está no seu direito democrático (e também cristão!) de divulgar as suas ideias no seu espaço pessoal. Perdoe-lhe, caro António, pois decerto que o que ele faz não faz por mal. Tenha pena dele, tal como Cristo, e não cometa o pecado da soberba.

  22. António Diz:

    Oh meu Deus,onde isto vai…Bem que tentei apelar-lhe para não prosseguir com a tentativa de ser juiz censório da minha consciência,como infiro da sugestão de não cometer “o pecado da soberba”.Em verdade,o que está aqui em causa,caro Zeca,é mesmo o facto de ter manifestado o meu singular direito de opinião contra a tendência dominante de opiniões do blogue do Helder.
    Se ele apelida a Mãe de Jesus de “virgem concubina” ficam todos calados.Se ele goza com o acto da comunhão,no texto sobre a ASAE,ficam todos calados.E se eu me insurjo contra o texto chocarreiro do dildo,contendo a imagem de Cristo crucificado,aqui d´El Rei que cometi uma grande heresia,porque,pá-ta-ti,pá-ta-ti,estou a ser “moralista” e não sei que mais.(Claro que agora não ficaram todos calados…)
    O Helder tem o direito de divulgar as suas ideias no seu blogue,aberto aos comentários da comunidade cibernáutica, preferencialmente acompanhado por todos os seus amigos e “yes men”.Por isso,fiquem todos muito bem,divirtam-se a rodos com os próximos episódios do “schok-value” e sejam imensamente felizes.

  23. António Diz:

    E,quanto a você Bruno,bote lá aqui a sua clarividência que o que este blogue está mesmo a precisar é da sua forte cognição da concretude das coisas…

    P.S.Cheguei ao fim da linha Helder.E devo-lhe uma palavra sincera de apreço pela forma como,apesar da frontalidade das nossas posições,me recebeu no seu blogue.Sem ressentimentos,desejo-lhe as maiores felicidades pessoais.

  24. Helder Sanches Diz:

    Caro António,

    Felicidades para si também. Será sempre bem vindo a este espaço. Ao contrário do que insinuou, alegra-me muito mais a confrontação franca e cordial com a oposição do que ficar apenas rodeados de “yes-men”, utilizando a sua terminologia.

  25. Jesus, Gadget culinário : Helder Sanches Diz:

    […] alguma celeuma o meu anúncio de que iria oferecer isto a um amigo […]

  26. Manel Diz:

    Muito surpreendido fiquei com este clima de tensão, dito saudável, que aqui se produziu. Fiquei também contente por ver que as pessoas que visitam este blog se esforçam seriamente por aduzir a sua argumentação de forma lógica, coerente e sistematizada (e sem muitos erros ortográficos). Muito bem!
    Apesar de eu também ser amigo do Helder e de, tal como ele, me considerar ateu, acho que esta discussão teve origem, “ab initio” num erro de julgamento do caro António. Não pense o António que vou aqui julgar os seus valores morais,axiológicos ou de consciência pessoal. Isso seria retomar uma discussão que já deu o que tinha a dar.
    Mais uma vez congratulo o Helder por se ter empenhado da forma que o fez e de ter conseguido “atrair clientela” de muito valor e que enriquece certamente este espaço.
    Ao António tenho somente um reparo a fazer: vi nas suas paulatinas argumentações termos que, pela sua natureza, estão ligadas ao campo do Direito. No entanto, não me parece que seja Jurista. O António, antes de fazer referência ao crime de ofensa aos sentimentos religiosos, previsto no art. 251º do Cód. Penal, deveria estudar um pouco a lição. E não estou aqui a querer ofendê-lo de qualquer forma. Decerto que folheou o Cód. Penal e leu bem o normativo supra apontado. No entanto, o Direito Penal tem muito mais do que os leigos pensam, há uma série de elementos constantes do que se chama de Dogmática Penal (também conhecida como Teoria da Infracção Ciminal) que são condição “sine qua non” para que a acção de um agente criminal seja enquadrada num tipo de crime, logo que ele possa ser punido por essa conduta.
    Asseguro-lhe, caro António, que a prenda do Helder para o amigo, muito menos a publicação da imagem a que me refiro, nunca poderá constituir crime de ofensa aos sentimentos religiosos.
    Sabe, António, na Faculdade de Direito, logo no primeiro ano, faz-se uma distinção muito importante entre três Ordens: a Ordem Jurídica, a Ordem Moral e a Ordem Religiosa. Obviamente não vou aqui explanar os elementos que as distinguem. Apenas quero com isto dizer que nem tudo o que parece é e que a realidade pode ser vista por diferentes e variados prismas. Cabe somente às pessoas serem assertivas e clarividentes o suficiente para poderem ceder em alguns pontos de vista, obviamente sem preterir da essência da sua posição. E obviamente isso significa ter a capacidade de aceitar o humor,bem como a ironia, ainda que como forma de manifestação de opiniões contrárias.
    Acho que o António não tem essa capacidade, mas isto é apenas um ponto de vista, não me leve a mal.
    Em jeito de conclusão, acho que o empate era justo. Mas parece que os Ateus ganharam em casa. :)

    Post Scriptum: caro António, em caso de ser Jurista (não vá eu julgar erradamente alguém) sugiro que pegue nos livros de Introdução ao Direito, bem como nos manuais de Direito Penal.

    Post Scriptum II: E, nobilíssimo António, não pense que por eu ter uma amizade com o Helder vou por isso deixar de ter opinião própria. Sabe ele muito bem que quando não concordo com algo da parte dele digo logo muito frontalmente e de forma bastante coerente, excepto a partir das duas da manhã

  27. António Diz:

    O Manel certamente não ignorará que em matéria de Direito Penal,as visões interpretativas sobre o que é crime ou não é variam consoante as avaliações de hermenêutica jurídica que os tribunais vão produzindo,caso a caso.Por isso,se você se entregar à mediana atenção de ler o meu comentário de 22 de Outubro,não lhe será dificil verificar,sem necessitar de se socorrer de qualquer elementar manual de interpretação textual, que,em nenhum momento,enunciei o meu entendimento,que,contudo o tenho,sobre a conduta do Helder,que motivou esta longa dialéctica.Não me venha agora você arvorar-se em tutor em matéria de Direito Penal,pois sei o suficente para aferir que o Direito não é uma ciência exacta e das suas lições altaneiras e de prosápia autoconvencida,não careço.
    E,já agora,em jeito de remate final,o Helder já é suficientemente crescido para não necessitar de tantos amigos a acudi-lo…

  28. Helder Sanches Diz:

    Caro António,

    Já não é a primeira vez que você se insurge com o facto de outros comentadores acharem que eu tenho todo o direito de oferecer aos meus amigos aquilo que eu muito bem entender. Se alguns são apenas comentadores do blog - aos quais eu agradeço a visita, tal como a si - outros são, de facto, amigos meus no mundo real. Espanta-lhe que eu os tenha? Porque sou ateu ou então porquê? Deixe-se de demagogias… Ou estava à espera que isto fosse apenas um diálogo entre nós dois? Até parece que acredita em milagres, António! ;)

  29. António Diz:

    Não me espanto que você tenha amigos.Nem me espanto que,no caso vertente do Manel,ele tenha sentido necessidade de o defender de um crime,de que não o acusei,fazendo-o de uma forma altaneira e de prosápia autocovencida,procurando absolvê-lo de algo de que o Helder nem sequer é arguido.Tenho a minha opinião própria sobre o que pode representar crime contra sentimentos religiosos mas é assunto que não me apetece explanar aqui.Você,apesar das nossas divergências,merece-me simpatia sincera,vá lá o Diabo saber porquê.Se eu acredito em milagres ? Isso não é pergunta que se faça logicamente a um teísta.É o mesmo que perguntar a um ateu se acredita em Deus…

  30. Manel Diz:

    Obviamente, o António não me conhece. Logo, também não deveria presumir que o faz, porquanto tais presunções são facilmente ilidíveis.
    Quanto à matéria de Direito, mais uma vez o António presumiu (mal, mais uma vez) que eu estaria a defender o Helder. Se o António se der ao trabalho de ver alguns posts mais antigos verá que costumo elucidar os leitores deste blog sempre que existe uma ou outra matéria jurídica. Não para defender ou deixar de defender quem q

  31. Manel Diz:

    Obviamente, o António não me conhece. Logo, também não deveria presumir que o faz, porquanto tais presunções são facilmente ilidíveis.
    Quanto à matéria de Direito, mais uma vez o António presumiu (mal, mais uma vez) que eu estaria a defender o Helder. Se o António se der ao trabalho de ver alguns posts mais antigos verá que costumo elucidar os leitores deste blog sempre que existe uma ou outra matéria jurídica. Não para defender ou deixar de defender quem que seja, antes porque posso fazê-lo e sempre numa perspectiva didáctica.
    Não venha também o António ensinar a “missa ao padre” no que toca a aspectos de Direito Penal ou dos princípios que norteiam a interpretação e hermenêutica jurídica ou sobre jurisprudência que os tribunais produzem. Não venho a este blog para falar do meu próprio trabalho.
    Acho que o António, ao levar demasiado a sério determinadas situações acaba por se contrariar ao ponto de agir de forma pior do que a que o próprio critica. Aliás, ofende verdadeiramente as pessoas. Passo a exemplificar: “e das suas lições altaneiras e de prosápia autoconvencida”.
    Só por esta pequena pseudo manifestação de erudição exacerbada, o António merece um prémio: é que a minha pessoa nunca mais responda a um qualquer comentário seu. É que tenho uma tendência natural para rejeitar pessoas sem (bom) senso.
    Passe bem.

  32. António Diz:

    Você é um vidrinho Manel e,não obstante,entendeu que a conduta do Helder,de divulgar a imagem de Cristo crucificado,como oferta de dildo a um amigo,não constitui nenhuma ofensa a sentimentos religiosos.E agora vem rotular-se ofendido por um banal comentário,incidindo sobre “lições altaneiras e de prosápia autocovencida”.
    Quer que eu exemplifique Manel ?

    “O António, antes de fazer referência ao crime de ofensa aos sentimentos religiosos, previsto no art. 251º do Cód. Penal, deveria estudar um pouco a lição”

    “Asseguro-lhe, caro António, que a prenda do Helder para o amigo, muito menos a publicação da imagem a que me refiro, nunca poderá constituir crime de ofensa aos sentimentos religiosos.”

    “Post Scriptum: caro António, em caso de ser Jurista (não vá eu julgar erradamente alguém) sugiro que pegue nos livros de Introdução ao Direito, bem como nos manuais de Direito Penal”

    Onde está então o seu “fair play ” ?…

    Você arremeteu-me o tipo de comentários,que acima enunciei,mas,pelos vistos já não gosta que os caracterize em conformidade com o seu sentido desprimoroso.

    Critérios manuelinos não é ?

    P.S.Se você ler as primeiras páginas do seu manual de introdução ao estudo do direito,e que muito bom proveito lhe faça,vai ver que uma elementar noção jurídica impõe a adopção do critério exigético da subjectividade da aplicação do Direito às respectivas situações factuais.E que,nessa medida,você só pode assegurar a si próprio que uma determinada situação humana constitui ou não crime. A última palavra cabe sempre aos tribunais.A essência do Direito é a subjectividade e a controvérsia.Não é uma ciência e muito menos exacta.E cada cabeça cada sentença.Você continue a pensar pela sua que eu continuo a pensar pela minha.

  33. Helder Sanches Diz:

    Se não se importarem, eu também continuo a pensar pela minha.

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