Onde estão as diferenças?

Agra­deço ao Luís Pes­tana que me tenha refe­rido este vídeo. Deve­ras inte­res­sante a fron­ta­li­dade com que esta senhora aborda as ques­tões que sepa­ram actu­al­mente o mundo oci­den­tal do mundo islâmico.

Embora con­corde em grande parte com as afir­ma­ções da senhora, penso que a reli­gião — ou o facto de esta não estar sepa­rada do Estado na maior parte dos paí­ses islâ­mi­cos — será a prin­ci­pal causa para as dife­ren­ças abis­sais entre os dois mode­los de soci­e­dade.

A Europa e o Criacionismo na Educação

Há dias feli­zes em que parece que, afi­nal, ainda exis­tem polí­ti­cos razoáveis.

Alguns mem­bros da Assem­bleia Par­la­men­tar do Con­ce­lho Euro­peu avan­ça­ram com uma moção para reco­men­da­ção inti­tu­lada “The dan­gers of cre­a­ti­o­nism in edu­ca­tion”. Fica aqui a sua transcrição:

1. The Assem­bly asserts the stan­dard set­ting role of the Coun­cil of Europe and is aware of its own res­pon­si­bi­lity in re-assessing the basis on which our soci­e­ties are to be built. It recog­ni­ses sci­ence as part of this basis.

2. The advance of sci­en­ti­fic kno­wledge through the pro­cess of rati­o­nal enquiry is thou­sands of years old. Anci­ent civi­li­sa­ti­ons around the World made valu­a­ble con­tri­bu­ti­ons. Modern sci­ence star­ted in Europe with the sci­en­ti­fic revo­lu­tion of the 15th and 16th cen­tu­ries. This was fol­lowed by the Age of Enligh­ten­ment in the 18th and has con­ti­nued to the pre­sent. New the­o­ries were sel­dom easily accep­ted by the esta­blish­ment, as was the case for ins­tance with Lamarck and Darwin’s work on evo­lu­tion in the 19th century.

3. Howe­ver, in recent years we have wit­nes­sed attempts to recon­cile the bibli­cal account of cre­a­tion with modern sci­ence and outlaw the the­ory of evo­lu­tion. “Cre­a­ti­o­nists” pre­tend that “intel­li­gent design” by a supreme entity is the sci­en­ti­fic expla­na­tion for the universe.

4. Such an appro­ach has no cre­di­bi­lity among the sci­en­ti­fic com­mu­nity but has suc­ce­e­ded in rai­sing doubts in less infor­med minds, inclu­ding per­sons with high poli­ti­cal res­pon­si­bi­li­ties, mainly in the USA but also in Europe. Some scho­ols are now for­ced to teach cre­a­ti­o­nism. The mid­dle path of pro­vi­ding equal time for both merely offers a mid­dle way between truth and falsehood.

5. Sup­port for the sci­en­ti­fic the­ory of evo­lu­tion is almost uni­ver­sal among those with reli­gi­ous beli­efs in Europe and nothing in this motion is inten­ded as dis­res­pect for any religion.

6. Howe­ver, the Assem­bly is con­cer­ned at the pos­si­ble nega­tive con­se­quen­ces of the pro­mo­tion of cre­a­ti­o­nism through edu­ca­tion and recom­mends that the Com­mit­tee of Minis­ters assess the situ­a­tion in the Coun­cil of Europe mem­ber coun­tries and pro­pose ade­quate counter-measures.

(Publi­ca­ção simul­tâ­nea: Diá­rio Ateísta / Penso, logo, sou ateu)

Debate Interblogues: Actualização

Novas par­ti­ci­pa­ções no debate em curso:

Ainda fal­tam dois dias para ter­mi­nar o prazo. Venham lá essas participações.

O Definhar da Religião

O debate inter­blo­gues em curso coloca a seguinte ques­tão: “Será a Reli­gião Eterna e Ine­vi­tá­vel?”. Fica aqui a minha resposta.

As diver­sas reli­giões, ou melhor, as diver­sas for­mas de reli­gião (mitos, len­das, cren­ças, reli­giões moder­nas, etc…) têm cum­prido diver­sos papéis nas soci­e­da­des onde se desen­vol­vem. Desde as ten­ta­ti­vas tos­cas e com­pre­en­si­vel­mente limi­ta­das de expli­car o mundo que nos rodeia até à cimen­ta­ção e orga­ni­za­ção de gru­pos soci­ais, são mui­tos os que só encon­tram van­ta­gens nes­tes pro­ces­sos reli­gi­o­sos para o desen­vol­vi­mento social. Con­ti­nue reading…

Debate Interblogues: Actualização

Já temos par­ti­ci­pan­tes no Debate Inter­blo­gues em curso “Será a Reli­gião Eterna e Ine­vi­tá­vel?”.

  • Não… sim… quer dizer… qual era a per­gunta?, no Que Treta!
  • O fim da reli­gião, no Filo­so­fia Ateísta
  • Per­gun­tas ine­vi­tá­veis, no Prozacland

Assim que exis­tam mais par­ti­ci­pa­ções será feita a actu­a­li­za­ção. Obri­gado a todos.

Um Desafio Criacionista

Trocar as voltas aos criacionistas

Nes­tas andan­ças de reli­gião e ateísmo, pou­cas coi­sas me têm abor­re­cido tanto nos últi­mos tem­pos como a vaga de publi­ci­dade à recente para­nóia cri­a­ci­o­nista de criar espa­ços lúdi­cos de desin­for­ma­ção deno­mi­na­dos “museus” cri­a­ci­o­nis­tas. Chateia-me que, prin­ci­pal­mente nos EUA, seja dada tama­nha cre­di­bi­li­dade a estes empre­en­di­men­tos patro­ci­na­dos por men­tes retró­gra­das ao ser­viço do pro­se­li­tismo mais peri­goso à face da terra.

A defi­ni­ção de “Museu” no Código de Ética do Con­se­lho Inter­na­ci­o­nal de Museus (ICOM) é a seguinte:

Museu é uma ins­ti­tui­ção per­ma­nente sem fins lucra­ti­vos, ao ser­viço da soci­e­dade e do seu desen­vol­vi­mento e aberto ao público, que adquire, con­serva, pes­quisa e exibe para fina­li­da­des do estudo, da edu­ca­ção e da apre­ci­a­ção, evi­dên­cia mate­rial dos povos e seu ambiente.

Não vejo como é que algum ins­tru­mento de divul­ga­ção cri­a­ci­o­nista se possa encai­xar nesta defi­ni­ção! Sabendo que a teo­ria da evo­lu­ção tem vindo a ser cons­tan­te­mente cer­ti­fi­cada pelos avan­ços das des­co­ber­tas ao nível dos regis­tos fós­seis, da bio­ge­o­gra­fia e, mais recen­te­mente, da gené­tica, como é pos­sí­vel que se auto­rize sequer a deno­mi­na­ção de “Museu” a qual­quer espaço que tenha como único objec­tivo a pro­pa­ganda cri­a­ci­o­nista, onde, por exem­plo, se divul­gam cená­rios de con­tem­po­ra­nei­dade entre huma­nos e dinos­sau­ros?

Assim sendo, pro­po­nho que não mais se uti­lize o termo “museu” quando se pre­ten­der men­ci­o­nar os ditos “museus” cri­a­ci­o­nis­tas. O desa­fio para os lei­to­res deste blo­gue é ajudarem-me a encon­trar a expres­são certa que possa ser usada tanto em por­tu­guês como em inglês.

Avanço com duas pro­pos­tas que não me satis­fa­zem completamente:

  • Circo Cri­a­ci­o­nista (Cre­a­tion Circus)
  • Coli­seu Cri­a­ci­o­nista (Cre­a­tion Coliseum)

Fico à espera de melho­res sugestões.

(Publi­ca­ção simul­tâ­nea: Diá­rio Ateísta / Penso, logo, sou ateu)

Quem está numa de sexo oral?

A expli­ca­ção começa assim:

My name is Tanya Der­ve­aux. I am the lea­ding NEE party senate can­di­date in Bel­gium. And due to popu­lar demand, I will give 40,000 blow­jobs to anyone who requests one on this page.

I will give you 40.000 blowjobsSe a moda pega, quem será a pri­meira can­di­data por­tu­guesa a fazer as mes­mas pro­mes­sas? Por cá, nor­mal­mente as pro­mes­sas não são cum­pri­das… Na Bél­gica deve ser idêntico.