Debate Interblogues: Será o Agnosticismo mais Racional que o Ateísmo?

Já há muito tempo que andava a pen­sar em con­vi­dar alguns blog­gers ami­gos para peri­o­di­ca­mente escre­ver­mos, cada um no seu pró­prio blog, arti­gos sobre um deter­mi­nado tema. O recente e feliz epi­só­dio gerado com este artigo do José, fez com que ficasse real­mente con­ven­cido de que se trata de uma ideia inte­res­sante. Eu reagi, o Ludwig Kripphal tam­bém e o José vol­tou a res­pon­der e anda­mos fei­tos feli­zes a escre­ver sobre os arti­gos dos outros!

A grande van­ta­gem des­tes deba­tes inter-blogues (quem é que uti­li­zou esta expres­são?) é que pode­re­mos deba­ter os nos­sos pon­tos de vista sobre temas comuns e tirar daí um gozo imenso ao inte­ra­gir­mos com os blo­gues dos outros par­ti­ci­pan­tes. Para além disso, pode­re­mos vir a conhe­cer outros blo­gues que, por­ven­tura, nos tinham pas­sado ao lado e rece­ber alguns links adi­ci­o­nais e ines­pe­ra­dos para o nosso pró­prio artigo par­ti­ci­pante no debate.

Pela minha parte, terei dois links para todos os arti­gos par­ti­ci­pan­tes: um numa lista diá­ria com as novas par­ti­ci­pa­ções e outro no final do tempo limite para par­ti­ci­pa­ção no debate com todos os arti­gos participantes.

Regras (bási­cas, fle­xí­veis e sujei­tas a melho­ra­men­tos no futuro 😉 ):

  • Os arti­gos par­ti­ci­pan­tes terão que ser arti­gos novos e não arti­gos com data ante­rior ao iní­cio do debate
  • Os arti­gos deve­rão per­mi­tir comentários
  • Os arti­gos terão que ser obvi­a­mente sobre o tema em debate, embora se per­mita toda a liber­dade cri­a­tiva para abor­dar o mesmo
  • O artigo deverá ter um link a este post para que outros pos­sí­veis inte­res­sa­dos fiquem a conhe­cer o objec­tivo e as regras
  • — com “debate inter-blogues” no assunto — com um link para o vosso artigo. (Isto para sal­va­guar­dar qual­quer falha nos sis­te­mas (meu ou vos­sos) de ping­back e trackback)

Suges­tões:

  • Criem titu­los sugestivos
  • No final do período de par­ti­ci­pa­ção escre­vam um artigo sobre as ideias dos outros par­ti­ci­pan­tes e não se pri­vem de criar o vosso top de preferências
  • Par­ti­ci­pem e comen­tem nos outros arti­gos participantes
  • Divirtam-se a tro­car links e ideias

Dito isto, resta apre­sen­tar o tema para o pri­meiro debate inter-blogues:

Será o Agnos­ti­cismo mais Raci­o­nal que o Ateísmo?

Data limite de par­ti­ci­pa­ção: 25 de Maio de 2007

Espero que par­ti­ci­pem! Eu vou par­ti­ci­par. Obrigado.

Par­ti­lha!

    30 comentários em “Debate Interblogues: Será o Agnosticismo mais Racional que o Ateísmo?

    1. Acho uma ideia fan­tás­tica, vamos a ver se hoje tenho tempo de escre­ver o que tenho em mente (de forma orga­ni­zada) antes de ir reben­tar com os tim­pa­nos do Hél­der no Karaoke.

    2. Viva Hel­der!

      Faço ques­tão de par­ti­ci­par. Temo não ter muito tempo e, prin­ci­pal­mente, não ter muito com o que con­tri­buir.
      A prin­cí­pio, acho uma dis­cus­são um pouco infru­tí­fera, uma vez que “agnós­tico” é mera­mente um termo cunhado no séc. XIX para defi­nir “ateu”, “motivo pelo qual se é ateu” e “não quero muita polê­mica com cren­tes ensan­de­ci­dos”. Mas o fato é: um agnós­tico tem um deus a quem pedin­char ou lou­var, a quem temer ou amar? Não? Então ele é ateu, ora bolas! Como na teo­ria dos con­jun­tos. Um con­tém, o outro é contido.

      Abra­ços,
      Catellius

    3. estou anci­oso para ler o que vai vir pela frente!
      muito boa a idéia!
      abraços

    4. Hel­der, vim t denun­ciar isso!!!

      http://queeaverdade.blogspot.com/
      http://queeaverdade.blogspot.com/2007/04/carta-aberta-ao-senhor-presidente-da.html
      http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25059892&postID=1925385405234485116&isPopup=true
      Por mais defei­tos que alguns, injusta, dolosa e mal­do­sa­mente, atri­buam a Sala­zar (Prof. Dou­tor Antó­nio Oli­veira Sala­zar), uma coisa é certa/certíssima:
      SALAZAR NUNCA PERMITIRIA UM REFERENDO POPULAR CONTRA A VIDA HUMANA EM GESTAÇÃO!
      NUNCA TRAIRIA A CONSTITUIÇÃO CONTRA OS SAGRADOS DIREITOS DA VIDA HUMANA, LOGO A PARTIR DA CONCEPÇÃO!
      NUNCA PROMULGARIA UMA LEI INÍQUA A FAVOR DO ASSASSÍNIO DE SERES HUMANOS ATÉ Ã€S DEZ SEMANAS, NEM ATÉ AOS DEZ DIAS, DE VIDA!
      ETC/ETC/ETC!…

      ATÉ POR ISSO MESMO ELE MERECEU, DE LONGE, SER ESCOLHIDO COMO “O MELHOR PORTUGUÊS DE TODOS OS TEM­POS” — GRAÃAS A DEUS!…

      N.E.C.

    5. Steve,

      Não per­cebi! Isto é uma trans­cri­ção de um dos comen­tá­rios ou é a tua opi­nião? É que faz toda a diferença.

    6. trans­cri­ção!!!! 1 “opus” falou isso!!!! con­fira no link!!
      http://queeaverdade.blogspot.com/2007/04/carta-aberta-ao-senhor-presidente-da.html
      http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25059892&postID=1925385405234485116&isPopup=true

    7. Viva!

      Exce­lente ideia. Parece-me que o tema é pouco rele­vante e muito rela­tivo. Con­cordo per­fei­ta­mente com a opi­nião do Catel­lius, ima­gi­nando um exem­plo prá­tico, um Budista Agnós­tico. Não acar­reta grande lógica. Parece-me que o termo “Agnós­tico” é uma forma de dizer “Quero lá saber das vos­sas reli­giões, num me venham é lavar o cére­bro!” Parecia-me inte­res­sante, até por­que se entra em cam­pos de debate lógico e raci­o­nal extre­mos, as ques­tões de medi­ta­ção por exem­plo. A capa­ci­dade de ele­va­ção do cons­ci­ente atra­vés de con­cen­tra­ções ou disperssões.

      Cum­pri­men­tos!

    8. Bruno,

      Espero poder con­tar com a tua participação.

      Um abraço.

    9. Pingback: Ateísmos e Agnosticismos « LiVerdades
    10. Pingback: Metalingua Blog › O deus do ateísmo prático
    11. Achei a ideia óptima

      http://croquete-matinal.blogspot.com/2007/05/agnsticos-ateus-e-religies.html

      Aqui está o link da minha con­tri­bui­ção.
      P

    12. Eu entendo da seguinte forma:
      Agnós­tico é uma posi­ção filo­só­fica per­fec­ci­o­nista e o ateu é uma posi­ção prá­tica em con­sequên­cia das gri­tan­tes evi­dên­cias con­tra deu­ses mira­bo­lan­tes, embora não pro­vas. Ou seja, em ambas posi­ções há a pre­do­mi­nan­cia da raci­o­na­li­dade, embo­ara a posi­ção agnós­tica faça uma con­ces­são exa­ge­rada à dúvida.

      Nin­guém pro­var o que não existe, e nem mesmo saber se há ou não um deus,. Por mais que as evi­dên­cia con­du­zam a con­cluir pela ine­xis­tên­cia, não há prova cabal dela. Ou seja, para saber se deus existe ou não, seria neces­sá­rio saber TUDO, seria neces­sá­ria a onisciecia.

      Claro é que as evi­dên­cias indi­cam a ine­xis­tên­cia de deu­ses de qual­quer espé­cie, mas nada podem pro­var gene­ri­ca­mente. Con­tudo, sobre os deu­ses os quais se alega a exis­tên­cia e se ide­a­liza cul­tos, refeên­cias, sei­tas e reli­giões, ESTES SIM, PODE-SE DIZER QUE ‚O EXISTEM como o ale­gado. Pois neste caso as ambi­gui­da­des, as con­tra­di­ções e absur­dos que são afir­ma­dos a res­peito, são efe­ti­vas pro­vas de que não exis­tem, além das evi­dên­cias de que estes deu­ses foram cri­a­dos à ima­gem e seme­lhan­ças dos homens que os cri­a­ram e até mesmo dos que os ado­tam e os adap­tam à pró­pria conveniência.

      ..Mas quanto a algum deus ainda não reve­lado, por mais absurda e impro­vá­vel que seja sua exis­tên­cia, ainda sssim não se pode garan­tir que algo não exista, …a menos que se seja onis­ci­ente. Embora em vista das evi­dên­cias em con­trá­rio e tam­bém da ausên­cia de pro­vas ou evi­dên­cias da exis­tên­cia, é per­fei­ta­mente raci­o­nal que se tenha 99,999% de cer­teza da ine­xis­tên­cia de qual­quer tipo de deus mira­bo­lante cri­a­dor do uni­verso e lá mais o que se diga.

      Ou seja, o agnós­tico tem uma visão dema­si­ado per­fec­ci­o­nista e filo­só­fica, embora seja, efe­ti­va­mente, um ateu na prática.

      Abra­ços
      C. Mouro

    13. Bom, dos arti­gos que li infe­liz­mente ape­nas um se mos­trou favo­rá­vel a idéia de que o agnos­ti­cismo é mais raci­o­nal que o ateísmo.

      Aonde estão os agnós­ti­cos? Ape­nas 1 veio defen­der a raci­o­na­li­dade do agnosticismo :(((

    14. Nar­kus,

      Muito natu­ral­mente, os agnós­ti­cos ou não sabem a res­posta ou não estão para se chatear!

    15. De fato é uma cha­tice a dis­puta do “tro­féu racionalidade”.

      O exa­gero de raci­o­na­li­dade dos agnós­ti­cos ou o exame raci­o­nal das evi­dên­cias por parte dos ateus não é coisa que os anta­go­nize ou dimi­nua qual­quer das partes.

      Para se dar uma sen­tença é abso­lu­ta­mente cabí­vel a aná­lise das evi­dên­cias para afir­mar que deu­ses não exis­tem. Con­tudo, não é algo fun­da­men­tal e tão pouco neces­sá­ria tal sen­tença. Efe­ti­va­mente neces­sá­ria é a sen­tença sobre os deu­ses até o momento ditos exis­ten­tes. E neste caso, tanto agnós­ti­cos quanto ateus con­cor­dam que os deu­ses até então ale­ga­dos são meras fan­ta­sias, não exis­tem. Pois tal é pro­vado pelas con­tra­di­ções e absur­dos ditos para defen­der sua existência:

      onde há ambi­gui­dade não há verdade!

      Mas onde nada há para se ana­li­sar, é, diga­mos filo­só­fi­ca­mente, pre­ci­pi­tado fazer afir­ma­ções sobre o quye não existe se não somos oniscientes.

      Enfim, esta­be­ler quem é o mais raci­o­nal é algo de um pre­ci­o­sismo tão exa­ge­rado que tal­vez nem agnós­ti­cos quei­ram por tal cami­nho enve­re­dar para dar uma sen­tença des­ne­ces­sá­ria na prática.

      Abra­ços
      C. Mouro

    16. ia esque­cendo:

      Será que o pre­ci­o­sismo exa­ge­rado é mais raci­o­nal?
      ou será que o raci­o­na­lismo exa­ge­rado é mais racional?

      É uma ques­tão de difi­cil solu­ção, ao menos para mim.

      Abra­ços
      C. Mouro

    17. Putz!

      O meu comen­tá­rio ante­rior a esse que saiu foi per­dido. No momento que enviei ele não apa­re­ceu e eu ima­gi­nei que hou­vesse medi­a­ção e pos­tei o segundo com a con­clu­são que esqueci de finalizar.

      Caso esteja por aí per­dido, peço que seja repos­tado.
      …se não, ten­ta­rei reescreve-lo. Fopi real­mente uma pena.

      Forte abraço
      C. Mouro

    18. O que está havendo??

      meu comen­tá­rio ante­rior ao de 17:17 não saiu.
      Quando escrevi outro apon­tando tal falha, só per­ce­bida quando pos­tei o das 17:17, acabo de per­ce­ber que tam­bém não saiu.

      favor veri­fi­car o quye está havendo.

      Nem meu ante­pe­nul­timo nem o penul­timo (antes desse) sairam.

      Abra­ços
      C. Mouro

    19. C. Mouro,

      Por alguma razão esses seus comen­tá­rios foram con­si­de­ra­dos spam pelo Akis­met. Poderá ter a ver com o seu i.p. ou com o seu email. Já foi rec­ti­fi­cado. Sugiro que se tal situ­a­ção se repe­tir nou­tros locais tente informar-se junto do seu for­ne­ce­dor de ser­viço de inter­net das pos­sí­veis cau­sas para estar a acon­te­cer isso.

      Acho que você resu­miu bas­tante bem no seu pri­meiro pará­grafo:
      “Agnós­tico é uma posi­ção filo­só­fica per­fec­ci­o­nista e o ateu é uma posi­ção prá­tica em con­sequên­cia das gri­tan­tes evi­dên­cias con­tra deu­ses mira­bo­lan­tes, embora não pro­vas. Ou seja, em ambas posi­ções há a pre­do­mi­nan­cia da raci­o­na­li­dade, embo­ara a posi­ção agnós­tica faça uma con­ces­são exa­ge­rada à dúvida.“
      Penso que con­si­dera exa­ge­rada essa con­ces­são à dúvida devido à falta de plau­si­bi­li­dade da exis­tên­cia de qual­quer deus face à total ausên­cia de evi­dên­cia.
      A minha dúvida, no entanto, mantém-se: cabe no con­ceito de raci­o­na­li­dade o abdi­car de res­pos­tas? Em qual­quer outra maté­ria essa seria con­si­de­rada uma posi­ção irra­ci­o­nal, anti-cientifica, cobarde mesmo! Por­que é que em aspec­tos reli­gi­o­sos a regra se altera?

    20. As pro­vas con­tra a iner­rân­cia bíblica exis­tem. O autor do texto abaixo se chama Ultov, ele desa­bafa uti­li­zando evidências:

      AVISO ÀS IGREJAS DO BRASIL

      Peço que tenham calma, pois o assunto que vou expor é bas­tante com­pli­cado. Já fui cató­lico (infân­cia) e pro­tes­tante (ado­les­cên­cia), conheço em boa parte a Bíblia.
      Farei aqui um ata­que à hipo­cri­sia que sepa­rou de forma oculta o mundo atual e con­ti­nua achando que sairá vito­ri­osa. Nesse meu exer­cí­cio, que mais parece uma grande queda de braço, fui afron­tado com a seguinte máxima: “A Bíblia é sagrada e nin­guém pode con­tra ela”.

      Existe um grande esca­lão de sacer­do­tes do ocul­tismo que se camu­flam de cor­deiro e suas famí­lias rece­be­ram dedi­ca­tó­rias (homa­na­gens) nas tra­du­çõees da mai­o­ria das Bíblias. Hoje vou dei­xar um exem­plo aqui: O nome Jesu­rum (que per­tence a nobres famí­lias euro­péias) entrou na Bíblia por volta de 1890 (idade con­tem­po­râ­nea), só que nesta data os meios de comu­ni­ca­ção eram muito pre­cá­rios. Como con­sequên­cia mui­tas Bíblias não rece­be­ram o nome Jesu­rum, o que levou dis­cór­dia a mui­tos impres­so­res, pois se tra­tava de um nome que não cons­tava em nenhuma Bíblia antes de 1890, seja ela hebraica (Yeshu­rum), cató­lica, pro­tes­tante ou qua­quer Codex antigo.
      O lei­tor que tiver 2 ou mais Bíblias, impres­sas em dife­ren­tes datas, como por exem­plo, de JOÃO FERREIRA DE ALMEIDA pode ana­li­sar a pre­sença ou não de Jesu­rum em Dt 32:15, 33:5 e Is 44:2. Faça a com­pa­ra­ção de uma Bíblia velhi­nha para uma Bíblia nova, observe as datas das dife­ren­tes impres­sões. Devo sali­en­tar que a obra que os Irmãos iram ver no link abaixo per­tence a Bibli­o­teca Naci­o­nal e foi escrita pelo o punho de João Fer­reira de Almeida em 1681. Trata-se do capí­tulo 1 de Lucas. Almeida escre­veu Eli­sa­beth (Lc 1:5–7) hoje só se vê Isa­bel, nome que tam­bém come­çou a ser intro­du­zido na Bíblia de Almeida (e mui­tas outras) por volta de 1890. Para con­fe­rir a obra rara cli­que aqui http://purl.pt/12730/1/P128.html

      AS TRADUÃOES SÃO CONFIÁVEIS?

      Nic­co­lò Mar­lemi foi um dos pri­mei­ros tra­du­to­res da Bíblia para o idi­oma ita­li­ano e seu tra­ba­lho, con­cluído em Veneza, data de 1490 ser­vindo de base para os cris­tãos falan­tes deste idi­oma. Nesta Bíblia é clara a pre­sença do nome Iesu, com as fle­xões Iesus e Iesum.
      Em 1574 é feita outra tra­du­ção para o ITALIANO em Veneza e desta vez o nome intro­du­zido foi Giesu (tam­bém com as fle­xões). Pos­te­ri­or­mente o nome a con­fi­gu­rar nas Bíblias em idi­oma ita­li­ano passa a ser Gesu (flex. Gesus e Gesum).
      Con­cluí­mos por­tanto que no mesmo idi­oma ITALIANO, de 1490 em diante, temos Iesu, Giesu e Gesu. Os defen­ço­res desta lam­bança dizem se tra­tar de tra­du­ções, mas o pro­blema é que não existe tra­du­ção de ITALIANO para ITALIANO e nomes pró­prios não se tra­du­zem, se trans­li­te­ram (pre­ser­va­ção dos fone­mas). Para que­brar ainda mais este cris­tal os ESCRITORES CRIS­TÃOS do Século de Ouro do Enci­clo­pe­dismo Euro­peu (q.v.), uti­li­zando fon­tes do século XIII, citam Gesum (umas das fle­xões de Gesu) como o nome de uma arma gau­lesa. Mui­tas armas gau­le­sas davam aos sol­da­dos uma lem­brança da enti­dade ESUS http://www.chronarchy.com/esus/aboutesus.html a mesma enti­dade que foi encon­trada em 1710 num altar debaixo da Igreja Cató­lica de Notre-Dame. O mais com­pro­me­te­dor é que o nome IESUS só começa a apa­re­cer por volta do ano 1200, ou seja, depois da ini­ci­a­tiva para a cons­tru­ção de Cate­dral de Notre-Dame (1163), pois antes nas Bíblias só se via os ter­mos Ihs, Ihu, Ihus e Ihum. Con­clu­são: cons­truí­ram Notre-Dame sobre o altar de ESUS, aguar­da­ram um tempo e divul­ga­ram o nome IESUS. Este nome Iesus per­ten­cia a mui­tas famí­lias nobres medi­e­vais muito antes de ser intro­du­zido na Bíblia. Apar­tir do século XV mui­tos hebreus são obri­ga­dos, POR LEI, a ter os nomes Iesu, Ieshu­rum, Iesu­rum, Bixorda, Morena entre mui­tos outros con­si­de­ra­dos uma afronta para os ensi­na­men­tos hebreus.
      Vol­tando mais no pas­sado na Gália Belga temos o topônimo VOGESUS ou VOGESUM (lem­brar de Gesum já des­crito) citado como um monte no livro Bello Gal­lico (livro 4, capí­tulo 10) de César. Não pode­mos esque­cer tam­bém do bispo BLAESUS que teve seu nome mudado para S. Braz. BLAESUS exis­tiu muito antes de Iesus apa­re­cer nas Bíblias. São todos nomes deri­va­dos de ESUS e não adi­anta fechar os olhos para isto. ESUS era cul­tu­ado na bru­xa­ria junto com Cer­nun­nos muito antes de 1450 (tempo da pri­meira grande caçada aos bru­xos) e hoje a grande bru­xa­ria só pode pro­nun­ciar Cer­nun­nos aos ini­ci­a­dos. ESUS per­ten­cia aos bru­xos e não à Igreja, sendo assim a caçada aos bru­xos foi ine­vi­tá­vel.
      Obser­vem algu­mas evi­dên­cias de Esus aqui.

      Com base nas pro­vas exis­ten­tes foram vio­la­dos Mt 5:18 e At 4:12 em quase todas as Bíblias existentes.

      ELISABETH e ISABEL — Per­so­na­gens distintas

      Segue agora uma seqüên­cia com as BÍBLIAS ESPANHOLAS (ou cas­tel­la­nas, como quei­ram) que con­sul­tei:
      Bíblia Cas­tel­lana em Lin­gua­gem Sim­ples (2003), Cas­tel­lana (2003), Dios Habla Hoy (Deus Fala Hoje) (1996), A Bíblia das Amé­ri­cas (1986, 1995, 1997), Nova Ver­são Inter­na­ci­o­nal (1979), Reina-Valera (de 1960 e outra de 1995), Reina-Valera Antiga (de 1569 e outra de 1602) e Bíblia Cas­tel­lana Lati­no­a­me­ri­cana (1972).
      Para aque­les que sepa­ram o ESPANHOL do CASTELLANO percebe-se cla­ra­mente que nas ver­sões acima temos as duas “línguas”.
      Das 10 ver­sões acima cita­das, todas têm o nome Eli­sa­beth exceto 3:
      Bíblia Cas­tel­lana em Lin­gua­gem Sim­ples (2003), Dios Habla Hoy (1996) e Bíblia Cas­tel­lana Lati­no­a­me­ri­cana (1972).
      Estas ver­sões pos­suem o nome Isa­bel, são apa­ren­te­mente recen­tes e têm o mesmo idi­oma das outras 7 ver­sões. Trata-se de um segundo crime, pois desta vez, em deter­mi­nas Bíblias den­tro de um mesmo idi­oma houve a alte­ra­ção de Eli­sa­beth para Isa­bel. O pior é que se sabe que havia outro nome antes de Eli­sa­beth. Vol­tando ao assunto vamos para as eti­mo­lo­gias:
      –Eli­sa­beth » EL-ISA-BETH
      EL (Deus em hebraico moderno) + ISA (filho de ALAH, equi­va­lente a Jesus) + BETH (casa em hebraico).
      –Isa­bel » ISA-BEL
      ISA (filho de ALAH, equi­va­lente a Jesus) + BEL (Baal, dono e senhor no hebraico).
      Como pode-se ver ISA é a única pala­vra em comum, o que torna os 2 nomes (Eli­sa­beth e Isa­bel) bem dife­ren­tes. Este ISA foi intro­du­zido no texto bíblico pelos anti­gos teó­lo­gos para ten­tar atrair uma parte do povo árabe.

      Con­clu­são: Por mais sim­ples que sejam as alte­ra­ções, não se deve pen­sar como uma sim­ples bana­li­dade. As Bíblias estão alte­ra­das pro­po­si­tal­mente e não adi­anta fechar os olhos para isto.

      RAINHA ISABEL DE PORTUGAL

      Isa­bel de Ara­gão nas­ceu no palá­cio de Alja­fe­ria, na cidade de Sara­goça, onde rei­nava o seu avô paterno D. Jaime I. Era filha de D. Pedro, futuro D. Pedro III, e de D. Cons­tança de Navarra. A prin­cesa rece­beu o nome de Isa­bel por desejo de sua mãe em recor­da­ção de sua tia Isa­bel da Hun­gria, duquesa de Turín­gia. O seu nas­ci­mento veio aca­bar com as dis­cór­dias na corte de Ara­gão, pelo que o seu avô lhe cha­mava “rosa da casa de Ara­gão”.
      Isa­bel fale­ceu a 4 de Julho de 1336, dei­xando em tes­ta­mento gran­des lega­dos a hos­pi­tais e con­ven­tos. O povo criou à sua volta uma lenda de san­ti­dade, atribuindo-lhe diver­sos mila­gres e a santa foi cano­ni­zada em 1625.
      Muito depois des­tes even­tos deu-se a intro­du­ção do nome de Isa­bel em algu­mas Bíblias. Antes dos resul­ta­dos desta cano­ni­za­ção o mesmo não era encon­trado em nenhuma Bíblia, nin­guém fazia men­ção da igual­dade entre Eli­sa­beth e Isa­bel e não exis­tiam escri­tos sobre esta igual­dade. Todos os escri­tos sobre a sino­ni­mia entre Eli­sa­beth e Isa­bel são muito pos­te­ri­o­res ao evento da cano­ni­za­ção de Isabel.

      Parece sim­ples, mas é bas­tante para con­cluir que as Bíblias con­têm erros que se carac­te­ri­zam em alte­ra­ções propositais.

    21. Gos­tava era de saber por­que carga de água é que insis­tem que “os agnós­ti­cos” (ou seja, todos em geral mas nenhum em par­ti­cu­lar) são cri­a­tu­ras que “abdi­cam de res­pos­tas”?! Mas que raio de caricatura…

    22. Pingback: meridia
    23. Os agnós­ti­cos admi­tem que não sabem, enquanto os ateus pre­ten­dem ditar uma ver­dade abso­luta, mesmo sem conhe­cer nem o uni­verso e muito menos a existência.

      “A des­graça do igno­rante con­siste em jul­gar, não sendo ele nem dis­tinto nem inte­li­gente, que o é o quanto lhe basta; ora, quem não se vê care­cido de alguma coisa, não aspira àquilo que não ima­gina lhe esteja fal­tan­do”. Sócrates

    24. O ateísmo é mais con­tun­dente na sua posi­ção acerca da ine­xis­tên­cia de deus, porém o agnos­ti­cismo é inte­res­sante, pelo filo­so­far sobre deus, é isto que prpor­ci­ona o debate, daí ser cri­ti­cado as vezes, pois as pes­soas fogem do debate, do interrogar-se

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