Debate Interblogues: Resumo

Debate InterbloguesApós uma semana da data final de par­ti­ci­pa­ção no pri­meiro debate inter­blo­gues, cujo tema foi “Será o Agnos­ti­cismo mais Raci­o­nal que o Ateísmo?”, che­gou a hora de fazer um balanço sobre o mesmo.

O debate teve 10 par­ti­ci­pan­tes (ver barra late­ral direita) e sus­ci­tou inten­sas dis­cus­sões em algu­mas das res­pec­ti­vas cai­xas de comen­tá­rios, nome­a­da­mente no Que Treta!, no Pug­na­ci­tas e no Diá­rio Ateísta.

De um modo geral, a minha inter­pre­ta­ção é que, à excep­ção do Tiny Aleph, a mai­o­ria dos par­ti­ci­pan­tes tende a con­si­de­rar o ateísmo como sendo mais raci­o­nal que o agnos­ti­cismo. Raci­o­nal no sen­tido em que reflecte com maior pre­ci­são a con­fi­ança depo­si­tada nas evi­dên­cias do mundo que nos rodeia. É comum à mai­o­ria das par­ti­ci­pa­ções o ques­ti­o­nar do agnos­ti­cismo quanto ao seu valor prá­tico. Embora epis­te­mo­lo­gi­ca­mente cor­recto, o prin­cí­pio da dúvida ou da inques­ti­o­na­bi­li­dade pode-se apli­car a todo o conhe­ci­mento, hori­zon­tal­mente, que envolva defi­ni­ções infal­seá­veis. E isso acaba por não ser cor­recto do ponto de vista prá­tico ao abrir as por­tas a todos os con­cei­tos que care­çam de qual­quer evidência.

Esta ques­tão – de um certo exa­cer­ba­mento cép­tico – é tão mais escan­da­losa quando, tam­bém na prá­tica, aque­les que são agnós­ti­cos em rela­ção a qual­quer deus ou deu­ses, dei­xam de o ser em rela­ção ao Pai Natal, aos deu­ses da anti­gui­dade ou a uni­cór­nios cor-de-rosa!

Agra­deço a todos os par­ti­ci­pan­tes o tempo dedi­cado a este debate. Já tenho mais um tema na forja que anun­ci­a­rei bre­ve­mente. Espero con­tar com todos vós para mais um debate.

Christopher Hitchens: o quarto cavaleiro do Apocalipse

Christopher HitchensRichard Daw­kins, Sam Har­ris e Daniel Den­nett têm sido, durante os últi­mos tem­pos, os nomes mais sonan­tes na cena inter­na­ci­o­nal a expo­rem o ridí­culo e os peri­gos da fé e da reli­gião. Cada um no seu pró­prio estilo, têm con­se­guido cap­tar a aten­ção dos media, prin­ci­pal­mente nos EUA, onde o ateísmo ainda é visto pela grande mai­o­ria como uma espé­cie de doença que coloca na testa o selo “Inferno Express”.

Por outro lado, pode-se espe­cu­lar que esta recente coin­ci­dên­cia de auto­res sobre o tema ateísmo — e a impor­tân­cia que lhes é dada — não pas­sará de uma reac­ção social a dois man­da­tos de G. W. Bush, carac­te­ri­za­dos por uma maior teo­cra­ti­za­ção do dis­curso de Estado e por uma maior influên­cia dos gru­pos cris­tão con­ser­va­do­res nas deci­sões de Washington.

Seja como for, é de sali­en­tar a publi­ca­ção de mais uma obra de relevo a ques­ti­o­nar a uti­li­dade e a sani­dade do fenó­meno reli­gi­oso. “God is Not Great: How Reli­gion Poi­sons Everything” é o titulo do mais recente livro de Chris­topher Hit­chens. O The New York Times publi­cou recen­te­mente um exce­lente artigo sobre Hit­chens e a sua mais recente obra. “In God, dis­trust”, por Michael Kins­ley, é uma lei­tura reco­men­dada. Nota: dis­po­ní­vel ape­nas para subs­cri­to­res, mas a subs­cri­ção é grátis.

(Publi­ca­ção simul­tâ­nea: Diá­rio Ateísta / Penso, logo, sou ateu)

Debate Interblogues: Correcção

Por lapso não inclui na lis­ta­gem dos arti­gos par­ti­ci­pan­tes no debate o artigo do João Vasco no Diá­rio Ateísta. Fica aqui a res­salva com o mere­cido pedido de des­cul­pas ao João.

João Vasco no Diá­rio Ateísta: Agnós­tico Forte e Ateu Explícito

A União faz a Força

O vídeo deste domingo não tem a ver com as maté­rias habi­tu­ais apre­sen­ta­das neste blogue.

Já vi mui­tos docu­men­tá­rios sobre a vida  sel­va­gem em África, mas esta sequên­cia é impres­si­o­nante. Vejam até ao fim que merece bem a pena.

E por­que estou numa de soli­da­ri­e­dade ani­mal, que dizer deste acto de soli­da­ri­e­dade “inter-espécie”?

Debate Interbloges: Reflexão e Discussão

Ter­mi­nou já o prazo para a par­ti­ci­pa­ção no pri­meiro debate inter­blo­gues. A última par­ti­ci­pa­ção foi a seguinte:

Pug­na­ci­tas: Ele­men­tal, meu caro Watson

A minha suges­tão agora é que leiam as diver­sas par­ti­ci­pa­ções e comen­tem sobre elas atra­vés de um novo artigo nos vos­sos blogues.

Assim, a lista com­pleta de par­ti­ci­pa­ções é a seguinte:

  • Tiny Aleph: Devi­a­mos ser todos agnósticos
  • Filo­so­fia Ateísta: É o agnos­ti­cismo uma fuga?
  • Liver­da­des: Ateís­mos e Agnosticismos
  • Que Treta!: É raci­o­nal ser agnóstico?
  • Nar­kus: Ceti­cismo em debate:agnosticismo x ateísmo
  • Meta­lin­gua: O deus do ateísmo prático
  • Hel­der San­ches: Com­pre­en­der e a Pura Indiferença
  • Cro­quete Mati­nal: Agnós­ti­cos, ateus e religiões
  • Pug­na­ci­tas: Ele­men­tal, meu caro Watson

O Jesus maneta

Light­ning dama­ges Jesus statue

Um raio des­truiu par­ci­al­mente uma está­tua de Jesus com 7 metros na loca­li­dade de Gol­den, tendo arran­cado um braço e uma mão e dani­fi­cado um dos pés, des­truindo par­ci­al­mente o boneco de már­more. Nin­guém comen­tou sobre um pos­sí­vel para­le­lismo com as míti­cas cha­gas de Cristo.

O que vale desta his­tó­ria é que as Irmãs apren­de­ram que estas coi­sas são mesmo actos da natureza.

Que tipo de ateu és tu?”

  You sco­red as Sci­en­ti­fic Atheist, These guys rule. I’m not one of them myself, although I play one online. They know the rules of debate, the Laws of Ther­mody­na­mics, and can explain evo­lu­tion in fifty words or less. More con­cer­ned with how things ARE than how they should be, these are the peo­ple who will bring us into the future.

Sci­en­ti­fic Atheist
 
67%
Mili­tant Atheist
 
58%
Angry Atheist
 
50%
Apathe­tic Atheist
 
50%
Spi­ri­tual Atheist
 
50%
Theist
 
17%
Agnos­tic
 
17%

What kind of atheist are you?
cre­a­ted with QuizFarm.com

Nenhuma sur­presa… Curi­o­sa­mente, tenho tanto de agnós­tico como de teísta? Onde é que terei falhado? Ou será que são a mesma coisa?

Brief History of Disbelief

Jonathan MillerHá muito tempo que ten­tava des­co­brir esta série da BBC apre­sen­tada por Jonathan Mil­ler. A his­tó­ria do ateísmo apre­sen­tada de uma forma séria, sem sen­sa­ci­o­na­lis­mos, com a opi­nião de vários pen­sa­do­res da actu­a­li­dade. Con­si­dero esta série, com­posta por três docu­men­tá­rios (aprox. 1 hora cada), indis­pen­sá­vel para um enten­di­mento da evo­lu­ção do ateísmo ao longo dos tempos.

Apro­veito para reco­men­dar que explo­rem o veoh.com. O lei­tor é muito bom, pode-se fazer o down­load dos fil­mes, criar canais, etc.

  • Brief His­tory of Dis­be­lief, parte I
  • Brief His­tory of Dis­be­lief, parte II
  • Brief His­tory of Dis­be­lief, parte III

Estão ainda dis­po­ní­veis na ínte­gra, em sepa­rado, algu­mas das entre­vis­tas fei­tas para esta série, com o título “The Atheism Tapes”.

(Publi­ca­ção simul­tâ­nea: Diá­rio Ateísta / Penso, logo, sou ateu)

A Superioridade Moral

Chateiam-me os cren­tes que alvi­tram uma supe­ri­o­ri­dade moral indu­zida pelos ensi­na­men­tos reli­gi­o­sos que pro­fes­sam. Tenho algu­mas dúvi­das que eles de facto acre­di­tem em tal disparate.

A moral é mutá­vel. Não é algo que seja estan­que às influên­cias de todos os aspec­tos que nos rodeiam soci­al­mente. Acon­te­ci­men­tos his­tó­ri­cos mol­dam a moral colec­tiva, acon­te­ci­men­tos pri­va­dos mol­dam a moral indi­vi­dual. Tudo isto, cozi­nhado com a for­ma­ção, edu­ca­ção e expe­ri­ên­cia acu­mu­lada, con­tri­bui para a acei­ta­ção e divul­ga­ção de novas regras morais.

A reli­gião é ape­nas um dos fac­to­res que terá, his­to­ri­ca­mente, con­tri­buído (e mal?) para a mora­li­dade. No entanto, as pre­mis­sas para a cha­mada mora­li­dade reli­gi­osa são impos­tas pelo medo dos encar­gos do pecado e da fac­tura a pagar ao cobrador-mor, o tal ser que espreita os ado­les­cen­tes quando eles estão no duche. Assim, a moral de ori­gem reli­gi­osa não é sin­cera. É fruto da repres­são ide­o­ló­gica hipó­crita imposta pela estru­tura das orga­ni­za­ções reli­gi­o­sas e baseia-se, na maior parte dos casos, em obras de fic­ção com cen­te­nas ou milha­res de anos, essas sim, estan­ques ao evo­luir das sociedades.

Sendo a moral o sis­tema de valo­res mais rela­tivo que existe, alvi­trar tal supe­ri­o­ri­dade é pura demagogia.

(Publi­ca­ção simul­tâ­nea: Diá­rio Ateísta / Penso, logo, sou ateu)