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Stupid Design

In: Ciência| Religião

8 Abr 2007

Acho que ao ateísmo faz falta mais gente como Neil deGrasse Tyson. Criacionistas e defensores do intelligent design merecem que às suas teorias absurdas lhes seja dado este tipo de resposta, ridicularizando e, simultaneamente, pondo a nu a fragilidade das suas presunções.

Merece cada segundo de atenção, não apenas pelo conteúdo, mas também pela forma alegre e única como Neil sabe comunicar. A não perder.

WPvideo 1.10
Stupid Design –Neil deGrasse Tyson
05:03
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27 Responses to Stupid Design

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kota

Abril 9th, 2007 at 11:41

Isto é engraçado, mas ele mistura muita coisa que não pode ser misturada nesta análise, por ser da responsabilidade das escolhas do próprio Homem e não de um hipotético designer .

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kota

Abril 9th, 2007 at 12:10

Vai aqui ver quanto vales.
http://www.business-opportunities.biz/projects/how-much-is-your-blog-worth/

Depois diz-me onde é que se levanta o graveto, ok.

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Helder Sanches

Abril 9th, 2007 at 13:16

Vale $12,984.42!!! Não estaria mal, se não fosse uma grande treta.

Quanto ao teu comentário ao vídeo, revê o vídeo com redobrada atenção porque ele limita-se a constatar factos produzidos naturalmente, nunca se refere às consequências das escolhas do Homem, fazendo, inclusivamente, essa ressalva no seu discurso.

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Alenônimo

Abril 15th, 2007 at 23:07

O vídeo é muito engraçado, mas muita gente não vai entendê-lo completamente sem uma legenda. Provavelmente é o caso do Kota.

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kota

Abril 16th, 2007 at 14:35

Se poderem por legendas, óptimo, mais pessoas vão entender o que ele e eu dissemos. Ele quando diz que existem lugares onde é impossível existir vida, se o conceito de vida não for apenas a Humana, eu relembro que ainda à pouco tempo se pensava impossível um animal viver num ambiente sulfuroso, no entanto eles vivem ao largo dos Açores. Outra nota, o facto de a maioria dos abortos serem de origem desconhecida reenvia novamente para o facto de o Homem não ter ainda obtido resposta para isso, porque ele tem capacidade para investigar e entender.
De facto ele é muito engraçado na abordagem mas acho que se esqueceu de uma que também tem interesse, o facto de já estar prevista uma possível colisão de um asteróide com cerca de 80 metros com a Terra em 21/09/2030, podendo vir a provocar grandes estragos no planeta.
Já agora se isto está tão mal feito, como é que o Homem tem conseguido sobreviver ao longo de tanto tempo (visto pelo lado Humano).

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Helder Sanches

Abril 16th, 2007 at 14:48

Em relação ao asteróide podes estar descansado: http://www.msnbc.msn.com/id/6751433/

De qualquer forma, a questão do asteróide só serve para os argumentos da apresentação.

“Já agora se isto está tão mal feito, como é que o Homem tem conseguido sobreviver ao longo de tanto tempo (visto pelo lado Humano).”

Isto não está nem bem nem mal feito. O mundo não existe para o Homem viver nele. O Homem vive nele porque a natureza assim o determinou. O que Neil diz é que, de facto, apenas podes sobreviver numa área relativamente pequena deste planeta, quanto mais do cosmos. E não somos dotados de diversos mecanismos que existem na natureza em outros animais. Não somos, portanto, nada de especial do ponto de vista biológico.

O Homem não tem um percurso de sobrevivência que se destaque de muitos outros mamíferos, já para não falar noutras espécies de outras classes como répteis e insectos.

Um abraço.

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kota

Abril 17th, 2007 at 9:07

Eu quando falo no asteróide, é a concordar com a ideia dele, só acho que existem misturas desnecessárias. Já agora a informação que eu tinha do asteróide é publicada em 2006, acho bem que arranjes um guarda chuva até lá, pelo sim pelo não.
Mesmo não sendo “nada de especial do ponto de vista biológico” é curioso observar a posição do Homem.
Um abraço

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João Ribeiro

Agosto 5th, 2007 at 23:47

Caro Helder, se achas que a teoria do design inteligente é absurda é porque provavelmente não leste as melhores fontes… http://www.ideacenter.org

Esse Tyson faz diversas falácias, para além de que reforça a ideia que o Universo foi feito para nós… Para começar um design inteligente não tem de ser um design óptimo ou perfeito.
Depois as constanstes físicas realmente estão todas correctas para a vida na Terra. Os valores poderiam ter sido perfeitamente outros como muitos cientistas dizem… e com ligeiríssimas mudanças não teria sido possível inteligente, talvez uns microorganismos e pouco mais.

Se avaliares a informação específica que existe nas mais simples bactérias, que têm maquinarias super complexas e eficazes, que têm nitidamente certas funções e propósitos, vês que é muito difícil de acreditar que elas funcionam assim por acaso, claro que é possível que tenham sido formadas por acaso, mas a questão é o que é mais plausível.

Tu dizes que o homem existe porque a natureza assim o determinou, e achas que leis naturais tão complexas e compatíveis/coerentes,
(sim porque para existir um universo que não culmine no caos tem muito que se lhe diga), não precisam de ser determinadas? Ou achas que o Universo é tipo “consciente”. Ou estas leis são simples sorte?

A maioria dos cientistas aceitam hoje que o Universo teve um princípio. O que é que achas que deu o shift inicial? Porque é que achas que existe o Universo em vez do nada?

Abraço

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Helder Sanches

Agosto 6th, 2007 at 13:32

Eu acho é que o universo está muito mais próximo do caos do que, aparentemente, tu pensas. Apenas devido à sua imensidão, as probabilidades são favoráveis à existência de vida nalguns pontos. Não penso que sejamos alguma excepção nem penso que o universo se interesse particularmente por nós ou pelo nosso planeta.

Essa ideia de homocentrismo está perfeitamente ultrapassada.

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João Ribeiro

Agosto 6th, 2007 at 16:45

Eu sei que a maior parte do Universo é governado pelo caos, o que na minha opinião só reforçaria um homocentrismo.
Mesmo a vida na terra só foi possível por causa do caos, por exemplo com a colisão da lua contra a terra… é obrigatório portanto eu ter noção desse caos. Nem se poderia esperar outra coisa de um Big Bang, que não caos.

Agora eu pergunto-te é se tens noção da organização presente por exemplo no DNA muitíssimo mais complexo que um computador, e da probabilidade de esta organização e informação surgir por acaso. A dimensão prevista do Universo é insuficiente para tornar esta organização minimamente provável. Há vários cálculos feitos pelo Hoyle, Overman e outros. Se bem que os cálculos de Hoyle, tem certos problemas.

Há vários argumentos filosóficos que se podem dar quanto à complexidade do funcionamento do homem, em favor de um design inteligente (não tem de ser Deus até pode ser um ET). Por exemplo temos a propriedade de ver, quando existem coisas para ver. Temos moléculas sensíveis à luz, mas estas têm de ter numerosos componentes complexos parar saber como reagir à luz: 1) células fotossensíveis 2) Componentes que transmitam o sinal para um centro de processamento. 3) E um mecanismo de resposta, sobre a forma de um código qualquer.
Muito difícil crer que estes mecanismos surjam por sorte..

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Helder Sanches

Agosto 7th, 2007 at 4:52

“A dimensão prevista do Universo é insuficiente para tornar esta organização minimamente provável. ”

Pois, eu acho que nem tanto. As probabilidades jogam a favor do surgimento de vida, tanto na Terra como em muitos outros (quem sabe?) milhares de locais. Provavelmente, tenho uma noção de universo muito superior em dimensão à tua.

Esse teu exemplo de termos a capacidade de ver é muito curioso. Se reparares bem, apenas consegues usufruir dessa capacidade metade do tempo. No escuro da noite, a nossa visão não nos serve de nada. A não ser, claro, que se conte com algumas invenções da ciência, como a lâmpada, por exemplo. E mais, não consegues ver todas as cores do espectro, o que permite apontar algumas deficiências a esse tal design inteligente.

Esses mecanismos não surgem por sorte, mas sim por acidente. De acidente em acidente genético se constrói a evolução. Os acidentes que trazem mais vantagens primeiro ao individuo e depois à espécie são, naturalmente, preservados.

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João Ribeiro

Agosto 10th, 2007 at 13:50

O facto de um programa de computador perfeitamente funcionável ter um ou outro bug, não invalida o facto de este ter sido feito por um programador. Inteligência não significa perfeição, como eu já disse um design inteligente não tem necessariamente de ser óptimo. E o design é um minorante da inteligência do designer. Não se pode inferir mais que isso quanto à inteligência do mesmo.
Sei que a analogia não é a melhor porque o programa não está sujeito a selecção natural.
Mas também é preciso ver que o nosso programa, que está sob o DNA, é mais complexo que qualquer outro alguma vez feito pelo homem.

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Paula

Agosto 11th, 2007 at 8:03

Muitos consideram que, a par da Relatividade e da Física Quântica, a Teoria do Caos é uma das grandes revoluções científicas do século XX. A Teoria do Caos e o Princípio de Incerteza de Heisenberg lembram que a Ciência se baseia sempre em modelos e trouxeram novos instrumentos para os aperfeiçoar.

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Xiquinho

Agosto 11th, 2007 at 8:49

“como eu já disse um design inteligente não tem necessariamente de ser óptimo”
Mas um design que se espera de um ser omnipotente, omnisciente, etc, não se espera que seja óptimo, mas sim perfeito. E obviamente este não o é…

Eu até fico cansado com a ginástica mental que é preciso fazer para querer justificar a existência de deus com o funcionamento universo ou a complexidade do ser humano. Ora se bem entendo, achas que o universo devido à sua complexidade, não poderia ter surgido sem causa, teria de ser obra de um criador.

Por consequinte, o criador do complexo universo teria de ser ainda mais complexo que o próprio universo.

Mas ao mesmo tempo que te repugna a ideia de um universo sem causa, aceitas naturalmente a ideia de um criador ainda mais complexo, sem causa nem consequência, e voilá, temos deus… Francamente, é obra…

Obviamente também, é que isto é discussão que não se possa resumir a um comentário de um blog, (mesmo que seja um ilustre blog como este…), mas o que importa aqui repetir é que acreditar que o deus dos livros, (de roma, meca, telaviv e etc…) seja o criador (deste) universo é uma aberração tão grande, que ao fazê-lo só estamos a contribuir para perpetuar as barbaridades que são cometidas em nome dele.

“não tem de ser Deus até pode ser um ET”

Afinal em quê que acreditas que foi? É que isso faz toda a diferença…

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Paula

Agosto 11th, 2007 at 10:15

Title: The God Delusion
Author: Richard Dawkins
Publisher: Bantam Press
Publication Date: 2006-10-02
Number Of Pages: 416

For those of us old enough to remember when the 21st century was still a far-off time promising a society based on reason and science, it certainly seems that civilization is slowly moving backwards into a mini dark age. These days it seems more likely that instead of spending my retirement exploring Mars, I’ll probably end up spending it attending witch burnings or riding a donkey to a mosque.

This book is Richard Dawkin’s rage against the descending collective ignorance. He’s certainly passionate about the subject, but always backs up that passion with good, solid arguments.

Those with religious and spiritual beliefs may be put off by the title. I admit that I was a bit hesitant to read it. I LIKE my beliefs. But the main message I got from the book is that if you really are a seeker after the Truth then you must be prepared to question even your most cherished beliefs. Use the brain “God” gave you.

Richard Dawkins is a brilliant evolutionary scientist who has written on a wide array of subjects. He long ago left the laboratory for combat in the public and political arenas and is heard regularly on the air discussing everything from evolution to the chemical basis for emotions. Lately, he and other scientists have become fascinated (obsesssed?) with religion. Despite his genius, he is unable to keep his foot out of his mouth. One recalls his absurd idea of calling atheists “brights”, a notion ridiculed by all sides for its smugness and disastrous reception. Then there is the matter of his interference in the 2004 Presidential race in Ohio that cost John Kerry the prize. After the Pope issued a statement in support of evolution, Dawkins criticized it as hypocritical. Get the picture? Now he is at is again, preaching to the faithful on the sins of religion – or should I say conservative Christianity since, for some odd reason, other wacky religions seem to elude the brunt of his wrath.

He will not convert a soul and from the tone of it couldn’t care less. He is preaching solely to the choir and his message is startling in its bluntness – religious thought deserves no respect. In fact it is our duty to actively oppose it any way we can – a new Crusade? This approach, by the way, is exactly opposite from scientists who DO make a difference – Sagan, Hawkings, Gould, even Einstein. They reach the very audience Dawkins so disdains and manage to change the public debate if not alter minds. Everyone praising this book should realize that NO religious person is going to suddenly adopt dogmatic atheism upon reading this diatribe. As a textbook on Atheism 101, it gets an “F”. By insisting that evolutionists must also adopt a leftist political agenda and atheism he manages to drive away even more would-be allies.

Alas, Dawkins suffers from a “delusion” that seems to affect many smart folks: Their mastery of one field qualifies them as an expert in all. The idea of a danger from (conservative Christian) religion has become a cottage industry despite the fact that the foot soldiers of the Scientific Revolution were European Christians and Jews. His argument is an important one – how does religious thought hinder the cause of science? What’s galling are his rotten methods. He practices the very thing he criticizes others for – picking and choosing only the evidence that bolsters his argument. He walks us through the sins of the Bible (mainly Old Testament) having evidently studied the Scriptures in depth (an oddity I’ve noted numerous times). We read tales of cruelty and evil, irrationality, godly whim and justification for just about any awful act ever done. Yet Dawkins would condemn those who point out numerous cases of scientific error or outright fraud as “evidence” of a corrupt system. Politically he is conventionally left-liberal, a walking GUARDIAN editorial – denouncing Bush & Company, calling for a boycott of Israel, bashing the War on Terror while offering platitudes about Arab thugs (As a humanist I just don’t get it.) As I said in my description, he is his own worst enemy and this tome is all the evidence you need.

http://mihd.net/yzhqkr

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João Ribeiro

Agosto 11th, 2007 at 12:04

“Mas um design que se espera de um ser omnipotente, omnisciente, etc, não se espera que seja óptimo, mas sim perfeito. E obviamente este não o é”

Para começar nunca disse que Deus tem essas características, pode ter e pode não ter, eu só me tenho referido a Deus como um criador do Universo (como já me referi Deus seria uma entidade física como a gravidade, o electromagnetismo etc.. mas mais complexa obviamente). E como também já referi, através da criação não podemos inferir as capacidades de Deus, não sabemos se nos fez assim porque não conseguia melhor, se não nos fez melhores porque não quis, não se sabe. Simplesmente não sei, por isso é que nunca entro nesse domínio. E lá porque nós não tenhamos respostas para muitas coisas que nos parecem incoerentes, não quer dizer que elas não existam.

“Mas ao mesmo tempo que te repugna a ideia de um universo sem causa, aceitas naturalmente a ideia de um criador ainda mais complexo, sem causa nem consequência, e voilá, temos deus… Francamente, é obra…”

Eu no artigo educação ateia escrevi isto :

” Há duas possibilidades para a explicar a existência do Universo:
1) Sempre existiu, que já foi refutado as mais diversas vezes. Se bem que pode ainda ser verdade.
2) Ou teve um início. A partir de alguma “coisa” que existiu sempre. E provavelmente esta “coisa ” não pode obedecer às leis físicas e materiais conhecidas, ou estaríamos a voltar a 1). ”

Eu não digo que por uma entidade ser complexa tem de ser criada obrigatoriamente. O que eu digo é que o Universo está limitado às Leis físicas, e de acordo com estas um sistema só pode ser explicado por um sistema exterior. A maior parte dos cientistas aceitam que o Universo teve um princípio, “O Universo surgiu de uma explosão do nada” como diz o Stephen Hawkings.
Não é uma questão de me repugnar um Universo sem causa portanto…essa hipótese é pura e simplesmente incompatível com o que se sabe hoje.

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João Ribeiro

Agosto 11th, 2007 at 12:15

Mas outro argumento que me parece forte, é que inteligência só pode derivar de inteligência. É difícil de acreditar que um Universo “estúpido” consiga produzir capacidade lógica e de raciocínio.

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Xiquinho

Agosto 11th, 2007 at 17:25

Pode não ter dito mas para o caso não é relevante, porque é indesmentível que o catecismo da ICAR o afirma, assim como o da maioria das religiões. Além disso a gravidade e o electromagnetismo têm a possibilidade de serem observáveis e mesuráveis enquanto que deus só por uma muito grande dose de fé…. Porque se for uma força, já não é deus (seja lá o que isso for…), é uma força sem pretensões teológicas e ideológicas.

A teoria do Big Bang não é inocente. Basta pensar quem foi que a propôs. Mas apesar disso, é apenas isso uma teoria, especulativa, como o são todas acerca desta matéria.

Se bem entendi o que o Big Bang nos diz é que o universo foi criado a a partir da explosão de um átomo, não a partir do nada. De forma que perguntar “Porque é que achas que existe o Universo em vez do nada?” faz pouco sentido. Assim como quem deu o shift inicial. Foi deus? E quem deu o shift a deus? È um pouco como a história do ovo e da galinha…

“Há duas possibilidades para a explicar a existência do Universo”

Pode haver mais. E se houver multi-universos? E se enquanto uns estão a ser destruídos outros estão a ser criados? E se houver uma evolução universal similar à evolução das espécies? Tudo isto são meras hipóteses. Com a tecnologia actual isto não pode ser provado. Mas tentar encaixar deus na equação no universo quando ainda nem sequer se unificou a teoria da relatividade com a fisica quântica é uma desonestidade intelectual completa. Veja por exemplo, (Big Bounce) em : http://en.wikipedia.org/wiki/Loop_quantum_gravity como se exclui deus da equação do universo. Mas como disse, é uma teoria, especulativa portanto.

“essa hipótese é pura e simplesmente incompatível com o que se sabe hoje.”

Porque em matéria de conhecimento das origens do universo ainda estamos na pré-história. Durante quanto tempo se acreditou que a terra era plana? Mas não ter certezas acerca disto não nos obriga a inventar um deus de lacunas para justificar tudo o que (ainda) não temos capacidade de compreender. Muito menos impingir esse deus a quem dele não necessita.

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Helder Sanches

Agosto 11th, 2007 at 19:01

Xiquinho,

Estás inspirado e eu gosto quando isso acontece. Já agora, dá-me lá uma ajudinha numa matéria completamente diferente.
Mudei os meus sites de servidor. No entanto, embora tenha actualizado os dns’s simultâneamente para este e para o do Palpita-me, este último continua a não estar 100% propagado, uma vez que umas vez está no ar, outras aparece a conta já cancelada no servidor anterior. Não tem a ver com o cache do meu PC nem do meu browser, por isso estou às aranhas. O curioso é que de outros acessos o site aparece OK. Enfim, é o design inteligente dos DNS’s…

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Xiquinho

Agosto 11th, 2007 at 19:47

Inspirado tou pouco, nunca gostei particularmente de metafisica mas também não gosto é que julguem que apanham os todos os incréus distraídos… Quanto à consulta técnica vou já enviar a minha tabela de honorários por email…

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João Ribeiro

Agosto 11th, 2007 at 20:51

“Pode não ter dito mas para o caso não é relevante, porque é indesmentível que o catecismo da ICAR o afirma, assim como o da maioria das religiões.”
E depois? Se houver um criador do Universo tem de ser como as religiões dizem? Parece-me óbvio que não.

“Além disso a gravidade e o electromagnetismo têm a possibilidade de serem observáveis e mesuráveis enquanto…….. e ideológicas.”

Sim mas houve alturas da história em que não eram mensuráveis ou observáveis certo? O mesmo poderia acontecer com Deus. E claro que usei o termo força com um sentido mais generalizado.

“A teoria do Big Bang não é inocente.”

A teoria do Big Bang tem muitos cientistas que a suportam com uma série de observações que a corroboram. Mas claro que é só uma teoria, como TUDO na ciência. E não é por isso que deixamos de aceitá-la…claro que com reservas sempre!

“Se bem entendi o que o Big Bang nos diz é que o universo foi criado a a partir da explosão de um átomo, não a partir do nada. De forma que perguntar “Porque é que achas que existe o Universo em vez do nada?…”

Faz sentido sim, porque é que essa singularidade a que chama átomo existiu, em vez do nada? E o que Hawkings quis dizer com explodiu do nada, é que a singularidade explodiu sem motivo aparente, não se sabe o que deu o shift.
E como é óbvio quando se fala em Deus, parte-se do princípio que não tem de obedecer às mesmas leis físicas que o nosso universo ou seria totalmente indiferente
e inútil a sua existência para explicar o universo . A sua alusão não tem necessariamente de ser
supernatural, simplesmente desconhecida.

Quando usei o termo Universo, referia-me a um sistema que abrange tudo, para além de que a teoria dos multiuniversos a qual já tive oportunidade de estudar apenas transmite o problema do início e shift inicial para outro sistema. Para além que esta teoria é igualmente religiosa a uma teoria de um criador para o Universo dada a falta de provas. As teorias não são inventadas assim à toa, são hipóteses que se põem.

“Porque em matéria de conhecimento das origens do universo ainda estamos na pré-história. Durante quanto tempo se acreditou que a terra era plana? Mas não ter certezas acerca disto não nos obriga a inventar um deus de lacunas para justificar tudo o que (ainda) não temos capacidade de compreender. Muito menos impingir esse deus a quem dele não necessita.”

Sim exactamente, então porque descartar logo a hipótese de haver um criador para o Universo? Com o tão pouco conhecimento que temos como é que sabe se é mais plausível um criador existir ou não? É totalmente aceitável de acordo com a nossa experiência de causa/ efeito que o universo tenha tido um criador.

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Helder Sanches

Agosto 11th, 2007 at 21:55

Xiquinho,

Demoraste muito tempo a enviar a tabela de honorários. O problema está ultrapassado e, assim, vou beber umas jecas com o dinheiro que te pagaria. Ah, espera não preciso de pagar pelas jecas!

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Xiquinho

Agosto 12th, 2007 at 0:09

“Se houver um criador do Universo tem de ser como as religiões dizem?”

Tem, tem. Porque se começamos a duvidar da omnipotência não tarda muito estamos a duvidar da omnipresença, depois da transubstanciação, da infabilidade do papa, da Imaculada Conceição e por aí fora até duvidarmos do argumento cosmológico, da contingência e rapidamente chegava-mos à conclusão que o catolicismo é uma grande treta. Já não bastou terem revogado o limbo?

“Sim mas houve alturas da história em que não eram mensuráveis ou observáveis certo? O mesmo poderia acontecer com Deus.”

Não é bem assim. As maçãs sempre se observaram a cair das árvores, apesar de só recentemente termos classificado esse fenómeno como gravidade, enquanto que deus nunca se observou. Mas admito que haja quem fale com ele, mas quando ele se manifesta na cabeça dos alucinados que o escutam, ultimamente tem sido um problema para quem vive ali prós lados do Iraque…

“Mas claro que é só uma teoria, como TUDO na ciência”

É sempre bonito de ver o carinho que vocês, criacionistas, reservam ao capítulo do Big Bang ao mesmo tempo que fogem como o diabo da cruz da evolução das espécies. A facilidade com que misturam as duas coisas é assombrosa sempre na esperança de apanhar os mais distraídos. Recapitulemos… sempre se acreditou que o universo sempre tenha existido. O próprio João Ribeiro mui acertadamente não descarta por completo essa hipótese. Mais tarde surge a teoria do Big Bang e recentes observações parecem confirmar que de facto houve uma criação. Resta saber por quem.

E a resposta, caros leitores, vou dá-la amanhã… deus tb precisou de descansar…

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João Ribeiro

Agosto 12th, 2007 at 9:45

“Tem, tem. Porque se começamos a duvidar da omnipotência não tarda muito estamos a duvidar da omnipresença, depois da transubstanciação, da infabilidade do papa, da Imaculada Conceição e por aí fora até duvidarmos do argumento cosmológico, da contingência e rapidamente chegava-mos à conclusão que o catolicismo é uma grande treta. Já não bastou terem “revogado o limbo?”

Se há um criador do Universo, ele já existe de uma certa maneira, portanto é completamente indiferente, o que as religiões ou qualquer pessoa pensam sobre ele… não vai alterar nada.

“Não é bem assim. As maçãs sempre se observaram a cair das árvores, apesar de só recentemente termos classificado esse fenómeno como gravidade, enquanto que deus nunca se observou”
O exemplo era para as ondas electromagnéticas, se você fosse ao passado dizer às pessoas os cépticos da altura que existem ondas invisíveis que se deslocam a 300.000km/s riam-se na sua cara. Ou que seria possível falar com pessoas de todo o mundo a partir de sua casa etc……

“É sempre bonito de ver o carinho que vocês, criacionistas, reservam ao capítulo do Big Bang ao mesmo tempo que fogem como o diabo da cruz da evolução das espécies”

Eu acredito que o Universo foi criado por uma força inteligente, mas também acredito na evolução das espécies. Não há nenhuma incompatibilidade. O que eu acho estranho é porque é que o xiquinho acredita na evolução e não no big bang. Quando têm ambas as teorias uma boa dose de evidências, mas fico à espera então.

“Recapitulemos… sempre se acreditou que o universo sempre tenha existido”
Usando o seu exemplo também já se acreditou que a Terra era plana.

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João Ribeiro

Agosto 12th, 2007 at 23:59

E tenho também aqui um artigo interessante no que diz respeito à física quântico:

“Fundamental to contemporary Quantum Theory is the notion that there is no phenomenon until it is observed. This effect is known as the ‘Observer Effect’. 1

The implications of the ‘Observer Effect’ are profound because, if true, it means that before anything can manifest in the physical universe it must first be observed. Presumably observation cannot occur without the pre-existence of some sort of consciousness to do the observing. The Observer Effect clearly implies that the physical Universe is the direct result of ‘consciousness’.

This notion has a striking resemblance to perennial esoteric theory which asserts that all phenomena are the result of the consciousness of a single overlighting Creative Principle or the Mind of God.”

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João Ribeiro

Agosto 13th, 2007 at 0:02

*física quântica
Essa visão como é óbvio não está provada, mas não deixa de ser interessante.

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artur santos

Setembro 23rd, 2007 at 12:45

Caros filósofos – bom dia e obrigado pelo convite a dar uma resposta.

Creio que existe um enorme impasse em termos metafísicos.

Parece-me que ninguém tem uma idéia “distinta e clara”
do que na prática poderá ser “Deus”.

Dado que é um facto, existirem imensas religiões, e algumas mais dominantes que outras, tais como as mais variadas heresias Judaico/Islâmico/Cristãs, entre elas o “famigerado” catolicismo. Fico absoluto indeciso, de ter uma informação eficaz, quanto ao que se pretende compreender como “Deus”.

Logo, os mais diversos tipos de “ateus” e “teistas”,nadam em desinformação.

Ademais temos a Filosofia de Espinosa. E todas as que daí se derivam.

Eu pergunto… Se o significado de “Deus” não é estático, muito menos o de “Ateísmo”. Então que concepção de “Deus” se está refutando, ou defendendo?

Para mim “Deus” – tanto significa Natureza – como
Humanidade. E para o conceito da palavra “ateísmo”, idêntica ambiguidade.

Tanto são ateus, os que negam Deus, como os que o afirmam.

Daquilo que eu recordo da história universal, em termos de “imperialismos” é que – a promoção social máxima – que um mortal poderia ambicionar, era o título de divindade.

Se o Estado e a hierarquia social e outras realidades organizadas mais, são naturalmente criadas pelo Homem e portanto, justamente, por isso existem…

Creio que posso legitimamente afirmar, logo “Deus” existe: porque, é uma criatura humana, mais ou menos objectiva e subjectiva, colectiva e individual.

Existe enquanto nós existirmos.

É um Super-Meme relativamente civilizado, dependendo da heresia e solipsismo cultural que o cultiva…

A Humanidade existe e irradia constantemente os seus “melhores” ideais, que a ajudam a evoluir, mais ou menos saudavelmente.

Especulativamente – artur.

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