Vivam os downloads

Recen­te­mente, no Que Treta!, o Ludwig Krip­pahl tem abor­dado a ques­tão dos direi­tos de autor, deba­tendo a pos­tura das edi­to­ras rela­ti­va­mente aos down­lo­ads ile­gais e tam­bém a exe­cu­ção atra­vés da Pas­s­mú­sica da cobrança dos cha­ma­dos direi­tos conexos.

Este artigo no Diá­rio Eco­nó­mico faz alguma luz sobre o porquê dos músi­cos se esta­rem, na maior parte das vezes, a bor­ri­fa­rem para estas ques­tões. Mais, já não é novi­dade que músi­cos em prin­cí­pio de car­reira ganham mais em pro­du­zi­rem eles pró­prios os seus tra­ba­lhos e recor­re­rem a edi­to­ras e dis­tri­bui­do­ras inde­pen­den­tes, apos­tando nas recei­tas dos con­cer­tos ao vivo. E aí, a divul­ga­ção gra­tuíta na net é a melhor fer­ra­menta de pro­mo­ção do seu trabalho.

Na era da dis­tri­bui­ção de con­teú­dos digi­tais ao alcance de um cli­que, que sen­tido faz que as gran­des empre­sas dis­co­grá­fi­cas se quei­ram dei­xar ficar agar­ra­das a mode­los que eram fun­ci­o­nais há 30 ou 40 anos?

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3 Respostas a Vivam os downloads

  1. Luis Pestana diz:

    Quando come­ca­rem a ficar MESMO aper­ta­das as edi­to­ras mudam.…acredita, mas por enquanto os donos andam em car­ros de 100.000eur, por isso ainda não estao muito importados.

  2. Helder Sanches diz:

    Gos­tava ainda de acres­cen­tar que aqui há uns anos atrás estive ligei­ra­mente ligado à pro­du­ção de con­teú­dos áudio para mul­ti­me­dia e, uma vez que dis­po­nha­mos dos meios téc­ni­cos, ten­ta­mos entrar no mer­cado da pro­du­ção musi­cal. Apercebi-me, então, que as coi­sas fun­ci­o­nam mais ou menos assim em ter­mos de per­cen­ta­gens sobre sobre o preço de venda ao público:

    Pro­du­tora — 30%
    Dis­tri­bui­dora — 30%
    Ponto de Venda — 30 %

    Os res­tan­tes 10% ser­vem para pagar os cus­tos de pro­du­ção, design, emba­la­gem, etc. Se sobrar alguma coisa vai para os músi­cos. Esta era a rea­li­dade há 8/9 anos atrás. Fan­tás­tico, não é?

  3. Kota diz:

    A grande van­ta­gem hoje, é que o músico já con­se­gue che­gar ao público pas­sando por cima da pro­du­tora, dis­tri­bui­dora e do ponto de venda, o pro­blema surge quando quer rea­li­zar dinheiro. Se qui­ser tem sem­pre de repar­tir com um mana­ger para poder entrar num concerto.

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