Neste artigo, Richard Dawkins invoca um novo argumento de oposição à execução de Saddam Hussein. Para além dos argumentos gerais de censura à pena de morte e, neste caso em particular, das consequências drásticas que a execução de Saddam certamente trará para o povo iraquiano, Dawkins salienta que se perdeu uma excelente oportunidade para estudar profundamente de que é feito, afinal, um ditador do calibre de Saddam do ponto de vista psicológico.

Excerto:

But perhaps the most important research in which a living Saddam Hussein could have helped is psychological. Most people can’t even come close to understanding how any man could be so cruel as Hitler or Saddam Hussein, or how such transparently evil monsters could secure sufficient support to take over an entire country. What were the formative influences on these men? Was it something in their childhood that turned them bad? In their genes? In their testosterone levels? Could the danger have been nipped in the bud by an alert psychiatrist before it was too late? How would Hitler, or Saddam Hussein have responded to a different style of education? We don’t have a clear answer to these questions. We need to do the research.

Claro que as reacções não se fizeram esperar. Dawkins é muito habilidoso quando pretende provocar uma boa polémica. Felizmente, tem também o condão de por as pessoas a pensar.

Comentários

10 Respostas a “Dawkins: “A execução de Saddam foi um acto de vandalismo””

  1. __Eagle__ em 11 Janeiro, 2007 18:21

    Deixo o comentário só para felicita-lo pelo blog que me parece por uma visita rápida um blog bastante interessante e que já faz parte dos meus favoritos.

  2. Helder Sanches em 11 Janeiro, 2007 20:29

    __Eagle__,

    Obrigado pela visita e pelo comentário. Volte sempre.

    Um abraço.

  3. Luis Pestana em 12 Janeiro, 2007 11:27

    Deixa-lo vivo para lhe fazer testes, como um rato de laboratório, é permissível?

  4. Helder Sanches em 12 Janeiro, 2007 16:15

    Caro Luis,

    Todos os serial killers são alvos de uma análise psicológica e psiquiátrica que tem como objectivo melhorar o conhecimento que a ciência tem do fenómeno. Penso que Richard Dawkins não se refere à hipótese de colocar Saddam de barriga aberta para que lhe estudassem as entranhas ou sessões de lavagem de cérebro á lá “Laranja Mecânica”.
    Umas sessões de psicanálise e uns estudos de ADN não o deixariam pior do que acabou por ficar. Nem à sociedade que o condenou levantaria problemas de qualquer espécie do ponto de vista ético. Já a condenação à morte deveria deixar a mesma sociedade constrangida sob esse ponto de vista.

  5. Luis Pestana em 12 Janeiro, 2007 18:04

    Caro Hélder,

    1 – Eu sei o caso dos assassinos em série, mas não quer dizer que concorde;

    2 – Não gostei muito da ironia da “barriga aberta”, mas como acabou com um “à lá” fiquei logo bem disposto;

    3 – Não sei a razão dos americanos ficarem constrangidos com a morte (e como foi), eles sabiam que isto ia acontecer e não foram os iraquianos que apanharam o Saddam, por isso…

    4 – Claro que com sessões de psicanálise ele não ia ficar pior do que como ficou, com uma corda ao pescoço ao mesmo tempo que estava a ser insultado, filmado e fotografado;

    5 – Não, eu não gosto do homem estejam descansados;)

  6. David Cameira em 21 Fevereiro, 2007 9:27

    Sinceramente , discordo de tudo isto a única coisa gravissima foi a divulgação publica do ” especatculo ”

    A exibição do cadavar serviria completamente para provar o sucesso da operação

    Mais eu sou a favor da reintrodução da pena de morte em Portugal para o terrorismo, criminalidade altamente organizada e pedofilia

    É UMA QUESTAO DE DEFESA DOS VALORES DA LIBERDADE E DA DEMOCRACIA

  7. Helder Sanches em 21 Fevereiro, 2007 11:11

    Acho que é uma atitude coerente da sua parte. Se é fundamentalista numa matéria deve sê-lo em todas.

    Eu não sou a favor da reintrodução da pena de morte em Portugal mas, se fosse, defenderia a sua aplicação aos fundamentalistas religiosos.

  8. David Cameira em 21 Fevereiro, 2007 12:14

    Mas olhe q na guerra civil de ESPANHA foi o q aconteceu

    Os REPUBLICANOS fartaram-se do sangue dos padres, fadres, feiras e catolicos militantes ( o fundador da OPUS DEI conta as suas experiencias com os republicanos )

    MAS OS FALANGISTAS E OS MOUROS MARROQUINOS fartaram-se de encher praças de toiros com os republicanos

    Julgo bem dispensavel esdta reedição do ódio e da guerra fraticida

    DEVIAMOS ERA ESTAR UNIDOS PARA A CONSTRUÇÃO DE UM PORTUGAL MAIS LIVRE JUSTO E FRATERNO

    e no combate a todas as formas de terrorismo

  9. Helder Sanches em 21 Fevereiro, 2007 12:39

    “DEVIAMOS ERA ESTAR UNIDOS PARA A CONSTRUÇÃO DE UM PORTUGAL MAIS LIVRE JUSTO E FRATERNO”

    E, simultâneamente, introduz-se a pena de morte, certo? Não há aí uma contradiçãozita qualquer?

  10. David Cameira em 21 Fevereiro, 2007 13:25

    Não, ” por acaso ” até não há

    É preciso estar preparado para se opor eficazmente aos enimigos da liberdade.

    Agora repare que eu atribuo um caracter excepcional a este instituto do direito penal

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