Aborto (II)

Esta é a segunda parte de uma série de tex­tos dedi­ca­dos ao aborto . Ver Aborto (I).

Natu­ral­mente, con­forme se apro­xima a data em que o Pre­si­dente da Repu­blica terá que indi­car a data para rea­li­za­ção do refe­rendo sobre o aborto, come­çam a che­gar às pági­nas dos jor­nais, às tele­vi­sões e aos blo­gues um maior número de opi­niões sobre o assunto.

Entendo a maior parte das razões dos apoi­an­tes do “SIM” embora, de uma forma geral, não con­corde com elas. Já não entendo, con­tudo, o pés­simo ser­viço que uma parte con­si­de­rá­vel dos comen­ta­do­res habi­tu­ais dos nos­sos media pres­tam à sua causa ao con­cen­tra­rem o seu esforço de raci­o­cí­nio em com­ba­ter a posi­ção da Igreja. Con­cordo que a Igreja devia ter ver­go­nha de se pro­nun­ciar sobre estas maté­rias. No entanto, tem todo o direito de o fazer, tal como eu, qual­quer outro cida­dão ou orga­ni­za­ção. O direito de opi­nião não é reser­vado a meia dúzia de ilu­mi­na­dos da treta, mui­tos deles agen­tes de pro­pa­ganda dis­far­çada de for­ças partidárias.

Por outro lado, essa ideia de que ape­nas a Igreja é defen­sora do “ƒO” soa dema­si­ado repes­cada. O aborto é, sem dúvida, um assunto que divide a soci­e­dade — não só a nossa, oci­den­tal, mas a nível glo­bal. De facto, exis­tem mui­tos cida­dãos assu­mi­da­mente cató­li­cos que irão votar “SIM”, assim como mui­tos cida­dãos que se estão a bor­ri­far para a Igreja que irão votar “ƒO”. As ques­tões morais, legais e cul­tu­rais são dema­si­ado com­ple­xas para res­pos­tas simples.

Como escrevi na pri­meira parte desta série de tex­tos sobre o aborto, as ques­tões que ficam por res­pon­der, às quais a per­gunta colo­cada a refe­rendo não dá garan­tias, são dema­si­a­das. Preocupa-me o tra­ta­mento que será dado às várias situ­a­ções soci­ais envol­ven­tes de um epi­só­dio de aborto. Recen­te­mente, numa sequên­cia de comen­tá­rios a um blog que visito regu­lar­mente e cujo autor é defen­sor do “SIM”, colo­quei algu­mas ques­tões que, curi­o­sa­mente, não me foram res­pon­di­das. Passo a trans­cre­ver o meu comentário:

Caro Luis,

Vou dar-lhe alguns cenários:

1 — A Mique­lina ganha 450€ por mês, tem o marido desem­pre­gado e 3 filhos em idade esco­lar. Engravida.

2 — A Sissi tem 17 anos, vai a uma festa de anos duma amiga numa dis­co­teca da moda, bebe demais e dá uma queca com o irmão do DJ no WC dos fun­ci­o­ná­rios. Engravida.

3 — A Anita, 21 anos, foi vio­lada às 2 da manhã por um tarado quando vinha do call-center onde tra­ba­lhava em part-time, com reci­bos ver­des, para con­se­guir aca­bar de pagar o curso. Engravida.

4 — A Dona Ger­tru­des, 35 anos, divor­ci­ada, foi a uma con­sulta de esté­tica por causa de uma ver­ruga na áxila, e aca­bou por se demo­rar mais 15 minu­tos na mar­quesa. Engravida.

Faço-lhe as seguin­tes per­gun­tas:
– Você põe estes casos todos no mesmo saco?
– Você acha que a nova lei deve pôr estes casos todos no mesmo saco?
– Na per­gunta que vai ser refe­ren­dada você encon­tra algum sinal de que estes casos irão ou não ser pos­tos todos no mesmo saco?

Só uma coisa mais: Você acha que eu devo votar segundo que prin­cí­pios éticos que não os meus? Segundo os seus? Credo, homem, que ati­tude tão episcopal!!!

Ou seja, voto “ƒO” por­que não con­cordo que o aborto seja tra­tado como mais um pro­cesso anti-concepcional. Voto “ƒO” por­que não será atra­vés do aborto que ire­mos aca­bar com a desin­for­ma­ção quer ao nível da edu­ca­ção sexual, quer ao nível da des­res­pon­sa­bi­li­za­ção dos nos­sos actos enquanto cida­dãos. Voto “ƒO” por­que atra­vés da libe­ra­li­za­ção do aborto o pró­prio Estado se esta­ria a des­car­tar da sua obri­ga­ção em maté­ria de for­ma­ção e sen­si­bi­li­za­ção. Voto “ƒO” por­que, do ponto de vista médico, o nosso sis­tema naci­o­nal de saúde pre­cisa de mui­tos mais inves­ti­mento em recur­sos téc­ni­cos e huma­nos para tra­tar doen­tes de facto.

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15 Respostas a Aborto (II)

  1. Luís G. Rodrigues diz:

    Numa pala­vra, a minha res­posta é esta: SIM!

    De facto, coloco todos os casos no mesmo saco.

    Mas, pelos vis­tos, você não coloca.
    Quer até colocá-los em sacos diferentes.

    Então agora per­gunto eu:
    – Quem é que você pensa que é, que raio de man­dato pensa que tem, para cata­lo­gar os demais cida­dãos do seu país, colocá-los «em sacos dife­ren­tes» e deci­dir das suas vidas em fun­ção disso???

    Vote lá como lhe ape­te­cer.
    Mas vote de acordo com aquilo que pensa, com aquilo que acha que são os seus “prin­cí­pios éticos”.
    E não tenha “medo” de os afir­mar em lado nenhum.

    Diz muito bem: é de acordo com os seus prin­cí­pios éticos que deve votar. Não de acordo com os meus ou de mais ninguém.

    Mas é curi­oso o raci­o­cí­nio: não deixa que outros lhe impo­nham os seus prin­cí­pios éticos no que res­peita ao seu sen­tido de voto.
    E faz muito bem.
    Mas vai votar “não”, e com isso vai impôr os seus prin­cí­pios éticos às mulhe­res que pren­ten­diam abor­tar. E que, assim, ficam impe­di­das de o fazer por causa do seu voto,por causa dos seus prin­cí­pios éticos.

    Mas que ati­tude tão episcopal!!!

    Mas mais epis­co­pal é as razões que expende para jus­ti­fi­car o seu voto “não”.
    Por­que, se vir­mos bem, nenhuma delas resulta de qual­quer con­si­de­ra­ção ou prin­cí­pio ético.

    Resul­tam antes de con­si­de­ra­ções quanto à forma como o Estado devia fazer isto ou aquilo e não faz.
    Vai daí, pimba: vota “não” e “cas­tiga as mulhe­res por causa de uma omis­são do Estado.

    Por­que con­si­de­rar eti­ca­mente o voto, quer seja “sim” quer seja “não”, será pre­fi­gu­rar as con­sequên­cias da vitó­ria de uma ou outra opi­nião no referendo.

    Por­que se ganhar o “não”, nada vai mudar: as mulhe­res que assim o enten­de­rem vão con­ti­nuar a abor­tar.
    E estas dividem-se em dois gru­pos:
    – As que têm dinheiro, e vão a Espa­nha ou a Ingla­terra;
    – As que não têm, e vão a um “vão de escada”, mui­tas delas mor­rendo no meio do mais atroz sofri­mento, por­que não que­rem denunciar-se indo ao médico por­que têm medo de ser jul­ga­das na praça pública de um tri­bu­nal qual­quer, ou por­que não têm sequer dinheiro para o fazer.

    Vote “não” se essa for a sua cons­ci­ên­cia.
    Vote “não” se isso cor­res­pon­der aos seus “prin­cí­pios éticos”.
    Vote “não” para que tudo con­ti­nue na mesma. Por­que assim é que está tudo bem, não é?

    ________________________________________________________

  2. Helder Sanches diz:

    Caro Luís,

    É um pra­zer tê-lo por aqui. Estava ansi­oso por ter comen­tá­rios dis­cor­dan­tes neste meu blog. Os seus, muito pro­va­vel­mente só serão dis­cor­dan­tes nesta maté­ria, o que não deixa de ser curioso!

    Luís disse:
    “Numa pala­vra, a minha res­posta é esta: SIM!

    De facto, coloco todos os casos no mesmo saco.

    Mas, pelos vis­tos, você não coloca.
    Quer até colocá-los em sacos diferentes.

    Então agora per­gunto eu:
    – Quem é que você pensa que é, que raio de man­dato pensa que tem, para cata­lo­gar os demais cida­dãos do seu país, colocá-los «em sacos dife­ren­tes» e deci­dir das suas vidas em fun­ção disso???”

    Oh, Luís, eu não vou deci­dir a vida de nin­guém! Cada pes­soa é que tem que deci­dir a sua vida e orientá-la o melhor que puder e sou­ber. É isso que nos é — ou deve­ria ser — exi­gido nos mais vari­a­dos aspec­tos. Eu não coloco nin­guém em nenhum “saco”; são as pes­soas é que se colo­cam a elas pró­prias atra­vés das suas opções de vida. E, tal como em todos os outros aspec­tos, têm que assu­mir as suas res­pon­sa­bi­li­da­des. Ou acha que não?

    Luís disse:
    “Vote lá como lhe ape­te­cer.
    Mas vote de acordo com aquilo que pensa, com aquilo que acha que são os seus “prin­cí­pios éticos”.
    E não tenha “medo” de os afir­mar em lado nenhum.

    Diz muito bem: é de acordo com os seus prin­cí­pios éticos que deve votar. Não de acordo com os meus ou de mais ninguém.”

    Obri­gado pelo con­se­lho, não espe­rava outra ati­tude da sua parte. E, fique des­can­sado, vota­rei de acordo com os meus e de mais ninguém.

    Mas é curi­oso o raci­o­cí­nio: não deixa que outros lhe impo­nham os seus prin­cí­pios éticos no que res­peita ao seu sen­tido de voto.
    E faz muito bem.
    Mas vai votar “não”, e com isso vai impor os seus prin­cí­pios éticos às mulhe­res que pre­ten­diam abor­tar. E que, assim, ficam impe­di­das de o fazer por causa do seu voto,por causa dos seus prin­cí­pios éticos.

    Mas que ati­tude tão episcopal!!!”

    Oh, Luís, não me diga que não con­se­gue melhor que isso! Mas, afi­nal, o que é que você ques­ti­ona? O sen­tido do meu voto? O meu direito de votar con­forme enten­der? O pro­cesso do refe­rendo? A forma como a ques­tão é colo­cada no refe­rendo? E desde quando é que o pro­cesso demo­crá­tico dei­xou de ser a impo­si­ção dos valo­res da mai­o­ria sobre a mino­ria? Você acha, então, que quando vota no par­tido A está a ten­tar impor a dou­trina desse par­tido a todos os outros cida­dãos, certo? Argu­mente como qui­ser, mas não caia no ridí­culo de se fazer ingénuo.

    Luis disse:
    “Mas mais epis­co­pal é as razões que expende para jus­ti­fi­car o seu voto “não”.
    Por­que, se vir­mos bem, nenhuma delas resulta de qual­quer con­si­de­ra­ção ou prin­cí­pio ético.

    Resul­tam antes de con­si­de­ra­ções quanto à forma como o Estado devia fazer isto ou aquilo e não faz.
    Vai daí, pimba: vota “não” e “cas­tiga as mulhe­res por causa de uma omis­são do Estado.

    Por­que con­si­de­rar eti­ca­mente o voto, quer seja “sim” quer seja “não”, será pre­fi­gu­rar as con­sequên­cias da vitó­ria de uma ou outra opi­nião no referendo.”

    Você tem toda a razão: pela minha parte, não darei ao Estado argu­men­tos para dei­xar de melho­rar a for­ma­ção e a infor­ma­ção sobre sexu­a­li­dade e pla­ne­a­mento fami­liar. Nem, tão pouco, me agra­da­ria o facto de o Estado, esse sim, legis­lar de forma a meter todos os casos no mesmo saco. Que o Luís os ponha é lá con­sigo, já no caso do Estado, acha­ria preocupante.

    Luis disse:
    “Por­que se ganhar o “não”, nada vai mudar: as mulhe­res que assim o enten­de­rem vão con­ti­nuar a abor­tar.
    E estas dividem-se em dois gru­pos:
    – As que têm dinheiro, e vão a Espa­nha ou a Ingla­terra;
    – As que não têm, e vão a um “vão de esca­da”, mui­tas delas mor­rendo no meio do mais atroz sofri­mento, por­que não que­rem denunciar-se indo ao médico por­que têm medo de ser jul­ga­das na praça pública de um tri­bu­nal qual­quer, ou por­que não têm sequer dinheiro para o fazer.

    Vote “não” se essa for a sua cons­ci­ên­cia.
    Vote “não” se isso cor­res­pon­der aos seus “prin­cí­pios éticos”.
    Vote “não” para que tudo con­ti­nue na mesma. Por­que assim é que está tudo bem, não é?”

    Não, não é, nem nunca você me ouviu dizer tal dis­pa­rate. Credo, você tem altu­ras que faz lem­brar o George W. Bush! Você tam­bém acha que o mundo é a preto e branco e que se não esti­ver con­sigo estou com os ter­ro­ris­tas?
    Se o “ƒO” ganhar o Estado tem obri­ga­ção de fazer tudo o que esti­ver ao seu alcance para que o aborto deixe de ser con­si­de­rado um método anti-concepcional de recurso, atra­vés da for­ma­ção e informação.

  3. Luís G. Rodrigues diz:

    Pois é.

    E se não fizer?…

    .

  4. Helder Sanches diz:

    Cor­re­mos com eles nas pró­xi­mas legis­la­ti­vas e vota­mos em quem se com­pro­me­ter a alte­rar para melhor a actual lei.

    Um abraço.

  5. Luís G. Rodrigues diz:

    E entre­tanto… as mulhe­res a quem impu­se­mos os nos­sos “prin­ci­pios éticos”, lixam-se, não é?…

    Sim, por­que neste mundo há coi­sas mais impor­tan­tes que as outras.
    Os nos­sos “prin­ci­pios éticos”, por exem­plo, são muito mais impor­tan­tes que as pes­soas, não são?.
    Prin­ci­pal­mente as pes­soas a quem deci­di­mos impô-los.

    Tenho uma má notí­cia para lhe dar:
    Ima­gine que ganha o “não”.

    Ima­gine que um ano depois você entra num tri­bu­nal e vê uma mulher a ser jul­gada pelo “crime de aborto”. Vê-a ser exposta na praça pública, toda a sua vida, todo o seu drama pes­soal e familiar.

    Quando ela o olhar nos olhos, não tente dizer-lhe que ela está ali por culpa do Estado, ou do Governo que fez isto ou não fez aquilo.

    Quando ela o olhar nos olhos, ao menos tenha a hones­ti­dade inte­lec­tual de admi­tir que ela está ali por culpa SUA!

    ___________________________________________________

  6. Kota diz:

    Já agora gos­tava de espe­tar aqui uma lança.
    Eu sou pai e considerei-me pai a par­tir da fecun­da­ção, não con­sigo enten­der que um homem se con­si­dere um mero pro­du­tor de esper­ma­to­zói­des, será que para alguns é assim, é che­gar des­pe­jar e já está, neeeext.

    Acho sin­ce­ra­mente que quando um homem aceita a libe­ra­li­za­ção do aborto, está a arran­jar uma forma de se liber­tar da sua pró­pria res­pon­sa­bi­li­dade e por sua vez não res­pon­sa­bi­li­zar só a mulher.
    Homem e mulher são res­pon­sá­veis pela pro­cri­a­ção e per­pe­tu­a­ção da espé­cie, será isso uma coisa secundária.

    Eu per­gunto se pode­mos todos come­çar a não cum­prir a lei por não con­cor­dar­mos com ela ? Com isto res­pon­dia à ques­tão da mulher em tri­bu­nal, e dizia-lhe mais, dizia-lhe que não era só ela que era res­pon­sá­vel por aquela situ­a­ção e que mais alguém iria estar ao lado dela, coisa que nunca se diz.

    Meus ami­gos não pode­mos sepa­rar as coi­sas, mulher e homem fazem parte de um todo a Huma­ni­dade, por isso con­si­dero que a cri­a­ção de outro ser humano ultra­passa a res­pon­sa­bi­li­dade indi­vi­dual de cada um.

    Quando falam de “prin­cí­pios éticos” impos­tos, eu que­ria lem­brar que vive­mos em soci­e­dade e não anar­quia, e que para se viver em soci­e­dade têm de ser impos­tas regras. Que diriam dos “prin­cí­pios éticos” que já têm levado à morte de doen­tes por trans­plan­tes que não são fei­tos, entre outras situações.

    Já agora sabem que esta­mos em Por­tu­gal, onde se espera que não se morra durante a deses­pe­rada espera por uma inter­ven­ção cirúr­gica, onde se eu qui­ser deter­mi­na­das espe­ci­a­li­da­des médi­cas tenho de ter dinheiro para pagar bem. Eu con­ti­nuo a per­gun­tar (aborto I) quan­tos abor­tos exis­tem por dia ? Devem ser mui­tos, para se falar tanto em aborto. Espero que não este­jam a pen­sar trans­for­mar os hos­pi­tais em “salas de aborto”, pois a espera de que falava à pouco já é demais. E já agora pas­sa­mos todos a pagar os des­lei­xes de alguns(sim, alguns abor­tos são puro des­leixe de ambos).

    Parece que existe cada vez mais pes­soas que se que­rem des­res­pon­sa­bi­li­zar de tudo e de todos, por isso cada vez existe mais indi­vi­du­a­lismo e falta de carác­ter.
    Cum­pri­men­tos
    Orlando Paulo

  7. Helder Sanches diz:

    Luís,

    Vamos ima­gi­nar, então, que ganha o “ƒO”. Daqui a dois anos quando você pas­sar num jar­dim e vir cri­an­ci­nhas a brin­car “ao baloiço e ao pião”, vá ter com elas e diga: “Porra, se tivesse ganho o “SIM” metade de vocês tinham sido des­car­ta­dos… E a culpa era minha!”

    Mas, sabe, isto é só para lhe mos­trar que jogar o jogo de dema­go­gia é muito fácil mas, caso não tenha dado por isso, a dis­cus­são fica vazia, limitando-se ao apon­tar de dedos. Mas, para isso, já está uma ima­gem bem inte­res­sante lá em cima no banner.

    Orlando,

    Mas a des­res­pon­sa­bi­li­za­ção está na ordem do dia!
    Sugiro, pois, que quem tiver divi­das à banca e tenha a sua vida enxo­va­lhada por todos os meses lhe irem cor­tar a luz, o gás e a água e almo­çar um café e um pas­tel de baca­lhau a par­tir de dia 6 de cada mês, veja a sua divida per­do­ada. Acho que se deve­ria fazer um refe­rendo sobre esta situação.

  8. Luís G. Rodrigues diz:

    Se admite que é dema­go­gia o que diz, por­que o diz?

    Por­que sabe bem que está enga­nado: as tais cri­an­ças que estão no par­que serão sem­pre as mesmas.

    Por­que, como disse, a mulher que decide abor­tar, fá-lo-á sem­pre, mesmo que isso seja ile­gal.
    Se tiver dinheiro, vai a Espa­nha ou a Ingla­terra.
    Se não tiver, vai a um “vão de escada”.

    Assim, no caso das cri­an­ças, poderá é alguma delas ser órfã de mãe, que deci­diu recor­rer a um “vão de escada” para abor­tar e a coisa cor­reu mal.

    E lá está você a olhar a cri­ança nos olhos e a explicar-lhe por­que votou “não” e com isso con­du­ziu a que a mãe abor­tasse ile­gal­mente e sem con­di­ções de segurança.

    ___________________________________________________

  9. Helder Sanches diz:

    Lá vem você com a con­versa da “Espa­nha” e do “vão de escada”. Você não tem mais nenhum argu­mento? Por­que é que parece que se esquece que mui­tos dos nos­sos hos­pi­tais pare­cem ainda autên­ti­cos “vãos de escada” e neces­si­tam de mui­tos mais recur­sos huma­nos e téc­ni­cos para tra­ta­rem con­ve­ni­en­te­mente quem, DE FACTO, está doente?

    Por­que é que você, uti­li­zando o seu exem­plo, não se pre­o­cupa com os órfãos das mães que mor­re­ram viti­mas de doen­ças DE FACTO por falta de assis­tên­cia e meios hos­pi­ta­la­res? Quem sabe, se por um bloco ope­ra­tó­rio estar a ser usado para método anti-concepcional à posteriori?

    Quanto ao número de mor­tes cuja ori­gem é o aborto, tenha paci­ên­cia, aguarde pelo pró­ximo post nesta maté­ria. Vai ver que não se arrependerá!

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  11. Carlos Correia diz:


    Luís,

    Vamos ima­gi­nar, então, que ganha o “ƒO”. Daqui a dois anos quando você pas­sar num jar­dim e vir cri­an­ci­nhas a brin­car “ao baloiço e ao pião”, vá ter com elas e diga: “Porra, se tivesse ganho o “SIM” metade de vocês tinham sido des­car­ta­dos… E a culpa era minha!”

    Sr. Hel­der, então nos pai­ses em que é legal há menos cri­an­ças? Não é por ser legal que as mulhe­res vão pas­sar a fazer.
    Pois se uma mulher tiver que fazer faz, quer seja legal ou ilegal…

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  13. Geysa Luana diz:

    Oi…tenho 15 anos e sou aju­dante do jor­nal do meu colé­gio e visito mui­tos sits inte­res­san­tes de comen­tá­rios, e este me cha­mou atenção.A máté­ria da capa do jor­nal esse mês vai ser jus­ta­mente sobre as opiniôes dife­ren­tes sobre o aborto…sobre a posi­ção que a igreja e a popu­la­ção toma…
    E ler esses comen­ta­rios acima me dei­xa­ram a pen­sar tanto sobre o “sim” com o “não”…de forma q após o ter­mino da lei­tura dessa pagina ainda não che­guei a uma con­clu­são certa sobre o assunto…até pq acho que não tem uma con­clu­são certa para esse assun­tos que envolve tudo…tanto a falta de comu­ni­ca­ção entre pais e filhos…quanto a “inr­res­pon­sa­bi­li­dade” do governo que na minha opi­nião não faz por com­pleto seu tra­ba­lho…
    como exem­plo a dis­tri­bui­ção de cami­si­nha para a popu­la­ção…
    quando come­çou a ser implan­tada, eles tinha como base for­ne­cer para pes­soas “adul­tas” e pas­sa­ram a ter difi­cul­da­des quando come­ça­ram a lhe dar com jovens 10 aos 18 e com homossexuais…

    Ape­sar de todos os argu­men­tos con­tra o aborto…tem um ponto q não concordo…que é o caso de uma menina ser vio­len­tada sexualmente…isso seria um caso a pensar…ninguem deve ser obri­gada a ter um filho que não foi fruto de um amor ou não planejado…e tb não pode­ria ser “for­çada” a per­der essa fase de sua vida.
    mais por outro lado,se for lega­li­zado mui­tos vão ter a visão de aborto como um método anti­con­cep­ci­o­nal isso já seria ruim…
    tirar vida de cri­an­ças ino­cen­tes por inr­res­pon­sa­bi­li­dade pro­pria… pois uma mulher(19anos em diante)já tem noção do que está fazendo então se não usar a cami­si­nha e engra­vida seria total­mente errado abor­tar…
    então eu que­ria enten­der uma coisa *vc que é con­tra a lega­li­za­ção do aborto, tam­bém pensa assim os dois lados da história???vou lhe dar uma hipotese:

    Vc é pai, tem uma filha de 10 anos e ela é seques­trada e vio­len­tada sexu­al­mente e aca­basse grá­vida vc ia que­rer que ela per­desse a sua infân­cia… a sua inocência…perdesse toda a sua vida…pois pra mui­tos o que ela pas­sou seria motivo de goza­ção…
    vc ia que­rer que ela tivesse esse filho mesmo que sou­besse de tudo que ela passaria…q ela até pode­ria mor­rer por essa gra­vi­dez pre­coce…
    ou acha­ria melhor que ela podesse pra­ti­car um aborto seguro… que ape­sar de não apa­gar as memó­rias ruins ia “ame­ni­zar” seu sofrimento????

    Obs::não estou dizendo que sou a favor da lega­li­za­ção do aborto, nem contra…sô que todos devem ter seus dife­ren­tes pro­ble­mas ava­li­a­dos e separados .…

    E tb estou em busca de dife­ren­tes opniões…
    ado­ra­ria se res­pon­desse para meu hotmail…

    Obri­gado..

  14. leticia barbosa diz:

    Olá. Tenho 16 e estuda em uma escola a qual eige que eu faça uma mono­gra­fia a fim de rece­ber meu diploma.O tema que decidi é o aborto.
    Seria muito impor­tante para minha pes­quisa se vcs, lei­to­res, pudes­sem me pos­tar suas razões e argu­men­tos que os levam a serem con­tra ou a favor do aborto.
    Depoi­men­tos, se pos­sí­vel, tb seriam bem vin­dos
    desde já agra­deço sua com­pre­en­são
    OBRIGADA.….… :)

  15. umbelina souza da silva diz:

    [i]Deus da e tira a vida!independente d quem for…e pra mim quem mata uma cri­ança é um assas­sino e merece a centença…

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