Ikea abre complexo fabril em Portugal

Para gáu­dio de mui­tos cató­li­cos, a empresa sueca de mobi­liá­rio irá inves­tir em 3 novas fábri­cas em Portugal.

Nas con­di­ções de nego­ci­a­ção, o Governo exi­giu que fos­sem cri­a­dos pro­du­tos espe­cí­fi­cos para Por­tu­gal. O 1º des­tes pro­du­tos já foi apre­sen­tado. O livro de ins­tru­ções é dos mais deta­lha­dos uma vez que o público alvo deste pro­duto é dos menos letrados.

Pressupostos

Face à mudança de estra­té­gia ou, melhor dizendo, ao iní­cio de uma estra­té­gia para este blog, con­vém tal­vez expli­car algu­mas direc­tri­zes pelas quais o con­teúdo do mesmo se irá pau­tar. Estes serão os pres­su­pos­tos e quem não con­cor­dar com eles pode, desde já, pas­sar a visi­tar, em opção, os sites lis­ta­dos no final deste texto.

Deus não existe
É tão claro para mim como a mais pura das águas! Não espe­rem encon­trar aqui refu­ta­ções lógi­cas, cien­tí­fi­cas ou filo­só­fi­cas à exis­tên­cia de Deus. Seria uma perca de tem­po… Cabe a quem acre­di­tar no con­trá­rio pres­tar pro­vas da sua exis­tên­cia. Afi­nal, é assim que se pro­cessa todo o raci­o­cí­nio em todas as outras maté­rias. Se alguém qui­ser pro­var a exis­tên­cia de algo cabe ape­nas a esse alguém o ónus da prova. Nada existe ape­nas por­que alguém acre­dita nem a prova de exis­tên­cia seja do que for se baseia em con­ta­gens democráticas.

A Reli­gião empe­ci­lha o desen­vol­vi­mento
Os fal­sos con­cei­tos de mora­li­dade e prin­cí­pios impos­tos pelas diver­sas reli­giões são um empe­ci­lho para o desen­vol­vi­mento das soci­e­da­des. Os diver­sos dog­mas ape­nas ser­vem para atra­sar o desen­vol­vi­mento e pro­gresso da ciên­cia em par­ti­cu­lar e da con­di­ção humana em geral.

As Reli­giões são malé­fi­cas
Nas soci­e­da­des actu­ais a uti­li­dade das reli­giões é malé­fica. A divi­são entre povos, guer­ras e ódios são, hoje em dia como no pas­sado, esti­mu­la­dos pelas dife­ren­ças reli­gi­o­sas. Se nuns caso a reli­gião se apre­senta como a razão de ser de todas as coi­sas, nou­tros é uti­li­zada pelos gover­nan­tes como pre­texto para deci­sões de índole poli­tica e económica.

Todos somos Ateus
A defi­ni­ção de Ateu diz que “é todo aquele que não acre­dita na exis­tên­cia de qual­quer deus ou deu­ses”. No entanto, todos os cren­tes são ateus em rela­ção ao(s) deus(es) das outras reli­giões! No caso de você ser crente e pro­fes­sar uma reli­gião – cató­lica, muçul­mana, hindu, etc – só pre­cisa de jun­tar mais uma divin­dade à lista das que não acre­dita para ficar exac­ta­mente na mesma posi­ção que eu!

E, con­forme pro­me­tido, se acha que este blog é dema­si­ado cho­cante para as suas sen­si­bi­li­da­des reli­gi­o­sas, sugiro que passe a visi­tar os seguin­tes sites:

Vati­cano

San­tuá­rio de Fátima

Islam World

Buddha­Net

The Hindu Universe

Objectivos do Blog

Con­tri­buir para que a reli­gião deixe de ser tra­tada como se não fosse uma alu­ci­na­ção colec­tiva, blo­que­a­dora da lógica, do raci­o­cí­nio, da evo­lu­ção do pen­sa­mento humano e estran­gu­la­dora das liber­da­des individuais.

Para divul­gar uma visão natu­ra­lista do mundo, isenta de mis­ti­cismo e sobre­na­tu­ral, base­ada na ciên­cia e na racionalidade.

Penso, logo sou Ateu!

Este blog tem sido muito mal tra­tado! Não lhe tenho dado a aten­ção que ele, admi­ta­mos, tanto merece.

Penso que isto se deve, essen­ci­al­mente, ao facto de não ter tido, até agora, um objec­tivo bem defi­nido para este espaço, o que me leva a pas­sar por perío­dos em que o inte­resse se des­va­nece nou­tras acti­vi­da­des na net, por­ven­tura, muito menos estimulantes.

Vou lutar con­tra esse des­va­ne­ci­mento. Come­cei por deci­dir que este blog irá sim­ples­mente abor­dar – e divul­gar — o tema do ateísmo. Quem me conhece sabe que é um assunto que me inte­ressa e, devido à his­tó­ria recente, o exces­sivo e des­pro­por­ci­o­nado papel da reli­gião no mundo moderno começa mesmo a preocupar-me.

Assim, o “Sem Papas na Lín­gua” muda de nome para “Penso, logo sou Ateu”! É muito mais pro­vo­cante, não lhes parece? Espero que sim!

Daqui para a frente, este espaço irá ser­vir para expor as razões do meu ateísmo e expor ao ridí­culo, sem­pre que pos­sí­vel, tudo o que lhe seja con­trá­rio. Sem pre­o­cu­pa­ções de ser poli­ti­ca­mente cor­recto, como se impõe…