The Vomit Awards

The Vomit Awards” estão a che­gar! Fiquem muito aten­tos… É uma ques­tão de dias.

On the Eve of Madness, por Thomas L. Friedman

Um texto muito inte­res­sante de Tho­mas L. Fri­ed­man, colu­nista do New York Times… Não traz nada de novo, mas levanta algu­mas ques­tões com­pli­ca­das, colo­ca­das de uma forma bas­tante simples.

When will the Arab-Muslim world stop get­ting its ‘pride’ from figh­ting Israel and start get­ting it from cons­truc­ting a soci­ety that others would envy, an eco­nomy others would res­pect, and inven­ti­ons and medi­cal bre­akth­roughs from which others would benefit?

Fica aqui o link para a ver­são online “desbloqueada”.

A Doença da Religião

Pode-se ler em dois dos blogs que fre­quento dia­ri­a­mente – Diá­rio Ateísta e Ran­dom Pre­ci­si­ons – o mesmo texto de Luís Grave Rodri­gues, “Um Pro­blema de Saúde Pública”. Neste texto, Luís Grave Rodri­gues con­si­dera as con­sequên­cias da Fé uma doença e um caso grave de saúde pública.

Ora, ateu como eu sou, pode­ria pensar-se que con­cor­da­ria com a aná­lise feita pelo autor. No entanto, não con­cordo e passo a expli­car porquê.

Não vejo da mesma forma quem tem Fé e acre­dita num ou mais deu­ses com os mes­mos olhos com que vejo quem, moti­vado por essa mesma Fé ou por outros moti­vos mais obs­cu­ros, pra­tica uma reli­gião, seja ela qual for.

A Fé indi­vi­dual é um direito que não colide nem belisca a liber­dade do pró­ximo. Mui­tos indi­ví­duos consideram-se cren­tes sem pro­fes­sa­rem qual­quer reli­gião. Esses, pode­rão andar enga­na­dos, mas não me afec­tam. Todos temos o direito de acre­di­tar naquilo que qui­ser­mos, sem ter­mos neces­si­dade de impor essas mes­mas cren­ças aos outros e os outros, nes­sas con­di­ções, não têm, por seu lado, que se impor­tu­na­rem com aquilo em que acreditamos.

Já em rela­ção às reli­giões, essas sim, con­si­dero tratarem-se, se não de um caso de saúde pública, pelo menos sin­to­má­ti­cas de alguma infec­ção nos pro­ces­sos de tole­rân­cia. Isto por­que, con­forme Luís Grave Rodri­gues sali­enta, não existe reli­gião que não tente impor os seus méto­dos e pro­ces­sos, inde­pen­den­te­mente de quão retró­gra­dos ou irra­ci­o­nais, à soci­e­dade em que está inserida.

Assim, ao não dife­ren­ciar a reli­gião orga­ni­zada da crença indi­vi­dual a que todos têm direito, Luís Grave Rodri­gues “pecou” por excesso.

O sim­ples facto de ser ateu, não me faz sen­tir com direito de “pre­gar” a minha dou­trina – ou falta dela – seja a quem for. No entanto, isso não me cega ao ponto de não saber dis­tin­guir quem tenta, por seu lado, impor-me as suas pró­prias dou­tri­nas. A reli­gião tenta fazê-lo, o indi­ví­duo crente, nor­mal­mente, não. De qual­quer forma, nem uns nem outros têm qual­quer hipótese.

As Questões de Facto

Muito se tem falado na blo­gos­fera sobre os últi­mos acon­te­ci­men­tos no Médio Ori­ente. É notó­rio, pelo menos no plano dos blogs naci­o­nais, que existe uma tomada de par­tido pelos res­pei­tá­veis blog­gers por qual­quer das par­tes envol­vi­das. Acho impres­si­o­nante, até mesmo lamen­tá­vel, a faci­li­dade e o sim­plismo com que a ques­tão tem sido abor­dada, sem nunca se per­ce­be­rem as razões que por detrás das opções dos auto­res dos textos.

Por­que é impor­tante que escla­re­ci­men­tos sejam fei­tos, deixo aqui algu­mas ques­tões que gos­ta­ria de ver res­pon­di­das nos pró­xi­mos tex­tos de todos esses blogs. Estas são as ques­tões que eu pró­prio me coloco e que, ao responde-las, me difi­cul­tam uma tomada de posi­ção tão sim­plista como as dos demais bloggers.

  • Con­si­dera o Estado de Israel um estado legí­timo e de pleno direito ou acha que Israel é uma anor­ma­li­dade do ponto de vista de histórico/político/geográfico?
  • Todo o clima de ten­são é pro­vo­cado por Israel ao ocu­par os diver­sos ter­ri­tó­rios da Pales­tina ou, pelo con­trá­rio, essa ocu­pa­ção é já uma repre­sá­lia às actu­a­ções hos­tis e ame­a­ça­do­ras da inte­gri­dade do ter­ri­tó­rio isra­e­lita levada a cabo pelas diver­sas fac­ções ter­ro­ris­tas liga­das à Palestina?
  • Toda a pro­ble­má­tica é ape­nas poli­tica ou existe uma com­po­nente religiosa?
  • Con­si­dera exis­ti­rem dife­ren­ças entre os actos do Ham­mas e do Hez­bo­lah e as ofen­si­vas do exér­cito de Israel nos ter­ri­tó­rios ocupados?
  • Estas últi­mas acções mili­ta­res de Israel no sul do Líbano são, na rea­li­dade, ape­nas uma repre­sá­lia ao rapto dos sol­da­dos ou fazem parte de uma estra­té­gia muito mais vasta?
  • Embora o fosse dese­já­vel, con­si­dera o cessar-fogo viá­vel, tendo em conta que isso daria tempo à reor­ga­ni­za­ção do Hezbolah?
  • Esta­mos perante um con­flito local ou, em última aná­lise, perante um cho­que civilizacional?
  • Qual o papel que outros inter­ve­ni­en­tes pode­rão ter em todo o pro­cesso, nome­a­da­mente, ONU, União Euro­peia, Esta­dos Uni­dos, Rús­sia, etc…?

Fantasias

Feliz­mente, não é proí­bido fan­ta­siar. Coi­ta­dos daque­les que ten­tam encon­trar limi­ta­ções à capa­ci­dade do cére­bro humano de pen­sar, fan­ta­siar, ima­gi­nar, projectar…

O meu tri­buto a um dos mais fan­tás­ti­cos “fan­ta­si­a­do­res”, Sal­va­dor Dalí: Atmosphe­ric Skull Sodo­mi­zing a Grand Piano, 1934.

Vai lá, mas não leves a bandeira!

Pois eu não vou! Não é que não defenda a causa ou que ache inú­teis estas demons­tra­ções mas, sin­ce­ra­mente, já cansa o opor­tu­nismo polí­tico de alguns par­ti­dos de esquerda, auten­ti­cas máqui­nas de pro­pa­ganda, a pavo­ne­a­rem as suas ban­dei­ras sem­pre que alguma acção deste género ocorre em Portugal.

Infe­liz­mente, enquanto estas acções de apoio, soli­da­ri­e­dade e pro­testo não forem assu­mi­das como movi­men­tos ape­nas de cariz cívico nunca serão leva­das a sério.

Em mui­tas des­tas cau­sas, o facto de a ima­gem de deter­mi­na­dos par­ti­dos ser implan­tada como se fosse uma causa pró­pria surte o efeito con­trá­rio. Mui­tos cida­dãos – eu incluído – pura e sim­ples­mente não se que­rem ver asso­ci­a­dos a uma força poli­tica, quer seja de esquerda ou de direita. Outros ainda, e não me incluo neste rol, serão leva­dos a questionar-se se as suas opi­niões serão as cor­rec­tas, uma vez que não serão, habi­tu­al­mente, apoi­an­tes das cau­sas dos par­ti­dos acima referidos.

Em suma, neste tipo de situ­a­ções, é pena que não haja a matu­ri­dade poli­tica para dei­xar as ban­dei­ras em casa e seguir em frente ape­nas com a pró­pria cons­ci­ên­cia como alicerce.

Gos­tava de ir, mas não vou!

Pirataria Abrupta

O Abrupto, blog de Pacheco Pereira, tem sido alvo nos últi­mos dia de acções de pira­ta­ria infor­má­tica sendo, peri­o­di­ca­mente, subs­ti­tuído por um outro tipo de con­teúdo que não o original.

Pacheco Pereira não se con­vence de que estará a ser alvo de um qual­quer hac­ker tai­lan­dês que encon­trou uma falha no sis­tema de segu­rança do Blog­ger e deci­diu embir­rar com ele. Parece-me que Pacheco Pereira faz muito bem! Aliás, não cir­cula na net nenhuma infor­ma­ção rela­ti­va­mente a um aumento sus­peito de pira­ta­ria no Blog­ger logo, con­ve­nha­mos, por­que diabo iria o tal hac­ker embir­rar com um blog­ger de um país de que, pro­va­vel­mente, ape­nas conhece a pala­vra “Figo”?

Já é para mim mais difí­cil de com­pre­en­der a razão pela qual quem leva a sério o blog­ging opta por sis­te­mas tipo Blog­ger. Não ofe­re­cem garan­tias abso­lu­tas de con­ti­nui­dade, são limi­ta­das nas opções e estão, efec­ti­va­mente, mais sujei­tas à curi­o­si­dade dos tais hac­kers, qual­quer que seja a sua nacionalidade.

Sugiro, pois, que Pacheco Pereira se decida por criar um domí­nio pró­prio, use uma pla­ta­forma mais fiá­vel para o seu blog (Word­Press Mova­ble Type, entre outros) ou então que pare com a choramingueira.

Um, Dois, Esquerda, Direita

Para quem me conhece e é de esquerda, eu sou de direita. Para quem me conhe­cem e é de direita, eu sou de esquerda. Para os que são ami­gos, sou ape­nas um gajo por­reiro. Antes assim…

Penso que esta con­fu­são ino­cente de mui­tas pes­soas que me conhe­cem é per­fei­ta­mente acei­tá­vel. Eu não defendo deter­mi­na­das ideias por­que seguem a linha ide­o­ló­gica de um deter­mi­nado par­tido. Pre­firo pen­sar pela minha cabeça e come­ter os meus pró­prios erros de juízo do que ser arras­tado e co-responsabilizado pelos erros de juízo dos outros.

O pró­prio con­ceito de divi­são dou­tri­nal em esquerda e direita está hoje, a meu ver, com­ple­ta­mente ultra­pas­sado e serve ape­nas para divi­dir as hos­tes e defi­nir poten­ci­ais “cli­en­tes” nos dife­ren­tes pro­ces­sos eleitorais.

A minha dou­trina é hori­zon­tal, tocando, con­so­ante as maté­rias, qual­quer dos flan­cos tra­di­ci­o­nais de eti­que­ta­gem dou­tri­nal. Sou de esquerda nas ques­tões soci­ais, sou de direita nas ques­tões de eco­no­mia. Isto, obvi­a­mente, sim­pli­fi­cando a ques­tão. Exis­tem incon­tá­veis maté­rias em que me divido sem nunca me pre­o­cu­par a qual dos flan­cos estou a con­ce­der pontos.

Ao longo dos futu­ros arti­gos deste blog irei abor­dar dife­ren­tes assun­tos rele­van­tes da actu­a­li­dade e aí, sim, será mais per­cep­tí­vel para o lei­tor enten­der por­que é que a bipo­la­ri­za­ção não me enche as medidas.

Ora, nem mais…

Exce­lente este artigo de opi­nião de Ana Sá Lopes, no Diá­rio de Notí­cias. Já tem alguns dias mais con­ti­nua “up-to-date”.

As modalidades desportivas e os outros interesses

Em Hóquei em Patins levantamos frequentemente a Taça...São pou­cos os des­por­tos em que nos pode­mos orgu­lhar de, repe­ti­da­mente, ficar­mos entre os 4 pri­mei­ros luga­res da Europa ou mesmo do Mundo.

Não estou, obvi­a­mente, a falar de fute­bol. Nesse caso, sem­pre que acon­tece algo do género fica­mos todos com o ego mas­ca­rado de Nuno Álva­res Pereira e não se fala nou­tra coisa.

Con­tudo, nou­tra moda­li­dade em par­ti­cu­lar, é rarís­simo não atin­gir­mos o pódio, quer seja no cam­pe­o­nato da Europa ou no Mundial.

Estou a referir-me ao Hóquei em Patins, claro. È impres­si­o­nante, quase doen­tio, o silên­cio dos media, em par­ti­cu­lar das tele­vi­sões, à volta do mesmo.

Hoje, Por­tu­gal per­deu nas meias-finais com a Espa­nha, a cam­peã mun­dial em título. Fize­mos, em Hóquei, o mesmo que fize­mos em Fute­bol, per­der nas meias-finais.

No entanto, no Marquês de Pom­bal, o trân­sito cir­cula normalmente…