Karaoke

Uma das fun­ções que me dá mais pra­zer enquanto gerente do Palpita-me é a de ani­ma­dor de Kara­oke. Espe­ci­al­mente quando as noi­tes são como a de ontem.

Foi uma noite fan­tás­tica em ter­mos de ambi­ente. Ami­zade, boa dis­po­si­ção e muita música foram os ingre­di­en­tes neces­sá­rios para uma noite memorável.

Enquanto ani­ma­dor das noi­tes de kara­oke, é para mim muito gra­ti­fi­cante poder cons­ta­tar que com mui­tos dos cli­en­tes assí­duos do kara­oke o tra­ta­mento pes­soal já vai muito para além do rela­ci­o­na­mento com os cli­en­tes, orgulhando-me de poder con­si­de­rar alguns já ver­da­dei­ros amigos.

Tem sido bas­tante moti­vante acom­pa­nhar a evo­lu­ção fan­tás­tica pre­co­ni­zada por alguns des­tes cli­en­tes e ami­gos. Recordo-me, ainda, de como alguns esta­vam ner­vo­sos quando can­ta­ram em público pela pri­meira vez. Hoje, já puxam pelos res­tan­tes e são ver­da­dei­ras estre­las daquela pequena galá­xia de ver­da­dei­ros artis­tas, con­tri­buindo, cada um à sua maneira, para trans­for­mar o meu tra­ba­lho numa fonte de prazer.

A todos e todas o meu obrigado.

Antes que seja tarde

Os car­to­ons de Maomé têm dado muito que falar. Na minha opi­nião, o sim­ples facto de se dar tanta impor­tan­cia aos pro­tes­tos muçul­ma­nos é, por si só, preocupante.

Se é ver­dade que o direito à indig­na­ção deve exis­tir em todos, o direito à liber­dade de expres­são tam­bém. Infe­liz­mente, mui­tos dos povos muçul­ma­nos não têm direito a este último e em rela­ção ao pri­meiro só o têm quando este serve os inte­res­ses dos regi­mes no poder, a mai­o­ria regi­mes totalitários.

Assus­ta­dor é o facto de mui­tos diri­gen­tes oci­den­tais mete­rem o rabi­nho entre as per­nas e mostrarem-se, tam­bém eles, até certo ponto, soli­dá­rios com alguns dos pro­tes­tos. Se não na forma, pelo menos no con­teúdo e nas moti­va­ções que os sus­ten­tam. Ora, a quem mais no mundo oci­den­tal pode a liber­dade de expres­são cau­sar emba­raço senão a esses mes­mos dirigentes?

As liber­da­des con­quis­ta­das nas últi­mas déca­das na grande mai­o­ria dos pai­ses do mundo oci­den­tal cus­ta­ram muito san­gue a mui­tos homens e mulhe­res que, mui­tas vezes, abdi­ca­ram da sua pró­pria liber­dade — e até da pró­pria vida — para que hoje pos­sa­mos usu­fruir dos direi­tos que eles, com a sua con­vic­ção, aju­da­ram a conquistar.

Mais, não vejo nenhuma lógica em ter­mos que nos ori­en­tar, nos nos­sos pró­prios paí­ses, pelas leis medi­e­vais de outros paí­ses, base­a­das em regras reli­gi­o­sas que, como todas as regras reli­gi­o­sas, ape­nas con­tri­buiem para a igno­ran­cia, into­le­ran­cia e estag­na­ção dos povos.

Assim, por­que no meu país não exis­tem leis que proí­bam qual­quer cari­ca­tu­ri­za­ção de refe­ren­cias poli­ti­cas ou reli­gi­o­sas, e por­que são essas — e ape­nas essas — as leis que devo res­pei­tar, aqui ficam, para a pos­te­ri­o­ri­dade, as famo­sas e ino­fen­si­vas cari­ca­tu­ras da discórdia.




Lúcia in the Sky

“Ao longo do tra­jecto viam-se inú­me­ras pes­soas, todas ansi­o­sas por um relance do santo cai­xão e até, quem sabe, na ânsia de que uma pequena sni­fa­dela aos gazes da decom­po­si­ção do corpo do santo cadá­ver lhes pudesse pro­por­ci­o­nar uma over­dose de san­ti­dade que lhes garan­tisse a remis­são de secre­tos e incon­fes­sá­veis peca­dos, e lhes fran­que­asse mila­gro­sa­mente as por­tas do Reino dos Céus.” Excerto de post no Diá­rio Ateísta, “A Pro­fa­na­ção do Cadá­ver”, por Luis Grave Rodrigues.

Não tenho nada a ver com as vol­tas que o cadá­ver de Lúcia dá ou deixa de dar. Afi­nal, para quem viveu a vida enclau­su­rada, um pouco de ar fresco com uns sal­pi­cos de chuva até devem ser bas­tante agra­dá­veis. Pena que o cir­cuito e o des­tino fos­sem os mes­mos tri­lha­dos por Lúcia enquanto estava viva!

No entanto, já me pre­o­cupa saber quem pagou todo aquele apa­rato de segu­rança. A ICAR? O Estado? O Vati­cano? Quem?

Preocupa-me, tam­bém, que a tele­vi­são esta­tal de um estado laico dedi­que algu­mas horas do seu prime-time a evento tão maca­bro quanto este!

Não há pachorra…

Vamos ver se é desta…

Come­cei este blog em Inglês, mas… não fiquei con­ven­cido. A par­tir de agora será em Por­tu­guês. Isso mesmo, para não ter des­cul­pas com os erros de escrita.

Back to Portuguese

I have rea­li­zed I really don’t feel com­for­ta­ble enough to embrace cer­tain mat­ters in english.

The­re­fore, this will be my last entry in english. Back to portuguese…

God, by John Lennon

God is a con­cept,
By which we can mea­sure,
Our pain,
I’ll say it again,
God is a con­cept,
By which we can mea­sure,
Our pain,
I don’t beli­eve in magic,
I don’t beli­eve in I-ching,
I don’t beli­eve in bible,
I don’t beli­eve in tarot,
I don’t beli­eve in Hitler,
I don’t beli­eve in Jesus,
I don’t beli­eve in Ken­nedy,
I don’t beli­eve in Buddha,
I don’t beli­eve in man­tra,
I don’t beli­eve in Gita,
I don’t beli­eve in yoga,
I don’t beli­eve in kings,
I don’t beli­eve in Elvis,
I don’t beli­eve in Zim­mer­man,
I don’t beli­eve in Bea­tles,
I just beli­eve in me,
Yoko and me,
And that’s rea­lity.
The dream is over,
What can I say?
The dream is over,
Yes­ter­day,
I was dre­amwe­a­ver,
But now I’m reborn,
I was the wal­rus,
But now I’m John,
And so dear fri­ends,
You just have to carry on,
The dream is over.

Iran and the Nuke

Mohammad Khatami I never unders­tood who deci­des which coun­tries can and can not have nuclear wea­pons! Are nuclear wea­pons from the Uni­ted Sta­tes, Rus­sia, China, India, France, etc, safier than those from North Korea and, even­tu­ally, Iran?

Wouldn’t it be won­der­ful if this talk about nuclear nati­o­nal pro­grams were to sim­ply put an end glo­bally to nuclear weapons?

Freedom of Speech isn’t negotiable

Of course, there are coun­tries where other values stand above demo­cracy and fre­e­dom. Of course, I res­pect each and every coun­try to fol­low their own path in the cons­tant buil­ding of civi­li­za­tion. What I can­not accept is that those coun­tries tell me what I am allowed to do or not. That is an abso­lute nonsense.

Fre­e­dom of Spe­ech, in wha­te­ver form it takes, has been con­ques­ted in most wes­tern coun­tries with the life and blood of many who, with their own sacri­fice, gave an inva­lu­a­ble con­tri­bu­tion to the qua­lity of life we have nowdays.

It’s hard to avoid the image of war of civi­li­za­ti­ons. In fact, it could be pre­dic­ta­ble with the advent of glo­ba­li­za­tion. The world is not as big as it was only a few deca­des ago. Ideas and ide­als are spread around the globe at the speed of light. Con­flicts are una­voi­da­ble when men­ta­li­ties and con­cept of jus­tice are so dife­rent between dife­rent cultures.

Just because a cer­tain value is more impor­tant to a cul­ture than to the other it doesn’t mean those values are interchargeable.

I recog­nize Mus­lims the right to be offen­ded about the Moham­med car­to­ons. But, I can’t recog­nize them the right to tell the West what’s right and what’s wrong, what’s allowed and what’s not. Wes­tern coun­tries should be abso­lu­tely infle­xi­ble in this matter.

Darwin — The evolution of rational thinking

Charles Darwin

I have cal­led this prin­ci­ple, by which
each slight vari­a­tion, if use­ful, is pre­ser­ved,
by the term Natu­ral Selection.”

Char­les Darwin was born on Febru­ary 12th 1809. A man whose dis­co­ve­ries and the­o­ries are still in cons­tant chal­le­ging, Darwin is one of the main res­pon­si­bles for the evo­lu­tion of how man­kind unders­tands its role in the universe.

Visit the Darwin Foundation.

Imagine

This has been the poem that has sha­ped my per­so­na­lity since I was a young tee­na­ger. John Len­non played an impor­tant role in my per­so­na­lity deve­lop­ment — for good and for bad.

If it wasn’t so hard for so many peo­ple to live by these stan­dards the world would be a much bet­ter place.

Ima­gine

Ima­gine there’s no Hea­ven
It’s easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Ima­gine all the peo­ple
Living for today

Ima­gine there’s no coun­tries
It isn’t hard to do
Nothing to kill or die for
And no reli­gion too
Ima­gine all the peo­ple
Living life in peace

You may say that I’m a dre­a­mer
But I’m not the only one
I hope some­day you’ll join us
And the world will be as one

Ima­gine no pos­ses­si­ons
I won­der if you can
No need for greed or hun­ger
A brotherhood of man
Ima­gine all the peo­ple
Sha­ring all the world

You may say that I’m a dre­a­mer
But I’m not the only one
I hope some­day you’ll join us
And the world will live as one